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Deputado Botelho destaca que aprovação da proposta de doação de R$ 50 milhões para o Rio Grande do Sul será aprovada nesta  quarta-feira na ALMT

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Da Redação

Durante uma entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o presidente da casa, Eduardo Botelho, comentou sobre a proposta de doação de R$ 50 milhões para auxiliar na recuperação do Rio Grande do Sul, enviada pelo governador de MT, Mauro Mendes.

Botelho enfatizou que a proposta já está em tramitação na ALMT e que acredita que até quarta-feira a mesma será aprovada. Ele ressaltou a importância de agilizar o processo para que o governo possa realizar os devidos repasses o mais rápido possível.

Quando questionado sobre a possibilidade de utilizar recursos da Assembleia para contribuir com o Rio Grande do Sul, Botelho explicou que a proposta atual envolve a utilização de recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETAB), provenientes de contribuições de setores como ProSoja, AMPA e FAMATO.

Ao ser questionado sobre as multas ambientais, Botelho mencionou que o governador Mauro Mendes tinha a intenção de enviar um projeto para a Assembleia propondo que as multas ambientais fossem vinculadas às matrículas de propriedade.

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A proposta de doação para o Rio Grande do Sul surge como uma demonstração de solidariedade e apoio mútuo entre os estados brasileiros em momentos de crise.

o presidente também comentou sobre outros assuntos, Botelho se posicionou a favor da descentralização das decisões em relação à segurança pública, incluindo a possibilidade de os Estados terem liberdade para escolher seus próprios sistemas penais.

Quanto à questão do botão do pânico para motoristas de transporte por aplicativo, Botelho expressou apoio à iniciativa e destacou a importância de encontrar uma solução para garantir a segurança desses profissionais, seja com recursos das plataformas ou do Estado.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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