Policial

Operação Extravio cumpre mandados contra associação criminosa que desvio carga milionária de lubrificantes

Publicados

em

Uma operação deflagrada no último fim de semana pela Polícia Civil de Goiás, com a colaboração das Polícia Civis de Mato Grosso e Minas Gerais e a Polícia Rodoviária Federal desarticulou uma associação criminosa investigada por desviar cargas.

Três mandados de prisão foram cumpridos em cidades de Minas Gerais e Maranhão e um de busca e apreensão em Cuiabá, em Mato Grosso, na última sexta-feira (03.05).

A investigação teve início em Mato Grosso, pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), quando os criminosos registraram a ocorrência de roubo de uma carga de lubrificantes, avaliada em R$ 1 milhão. Contudo, a apuração identificou que o desvio da carga ocorreu no estado de Goiás.

A apuração passou, então, para a Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas da Polícia Civil goiana, que chegou aos integrantes da associação criminosa envolvida no crime. Durante as investigações, a equipe policial apurou que a carga foi para Minas Gerais.

Foram cumpridos dois mandados de prisão na cidade de Uberaba (MG), um em Açailândia (MA), além de uma busca e apreensão em Mato Grosso.

Leia Também:  Homem pula muro da Escola Assembleia de Deus em Barra do Bugres e atira contra dois adolescentes

As investigações continuarão pela Polícia Civil de Goiás para identificar todos os membros da associação criminosa.

Fonte: Policia Civil MT – MT

COMENTE ABAIXO:

Policial

Ciúme, rejeição e crime brutal: empresário é condenado a 13 anos de prisão por matar mulher trans e abandonar corpo em lavoura de MT

Publicados

em

Por

Lá JB News

por Emerson Teixeira

A condenação do empresário Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de prisão, decidida nesta quarta-feira (15), encerra uma das etapas mais marcantes de um caso que chocou Mato Grosso pela crueldade, pela tentativa de apagar vestígios do crime e pelo reconhecimento, pelo Tribunal do Júri, de que a vítima foi morta em razão de sua condição de mulher. A sentença foi proferida em Lucas do Rio Verde e reconheceu os crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver.

A vítima, Mayla Rafaela Martins, foi assassinada na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial localizado no bairro Parque das Emas. Segundo a denúncia do Ministério Público, Mayla foi morta com golpes de arma branca depois de recusar manter um relacionamento com o empresário. Para a acusação, o crime teve como pano de fundo o inconformismo do réu diante da negativa da vítima, revelando sentimento de posse, intolerância e desprezo à autonomia de Mayla.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público de que o homicídio foi praticado em razão da condição feminina da vítima. O reconhecimento de feminicídio em um caso envolvendo uma mulher transexual foi apontado pela acusação como um avanço importante na aplicação da lei e no combate à violência de gênero. A decisão reforça o entendimento de que mulheres trans também estão protegidas pela legislação que pune crimes motivados por misoginia, discriminação e menosprezo.

Leia Também:  Sargento que atirou e matou colega de farda com seis tiros em São José do Rio Claro se suicida

As investigações mostraram que, após matar Mayla, o empresário tentou eliminar qualquer vestígio que pudesse ligá-lo ao crime. Conforme os autos, ele limpou o local do assassinato, descartou pertences pessoais da vítima e organizou o transporte do corpo para longe da cena do crime. O cadáver foi levado até uma área rural no município de Sorriso, onde foi abandonado em uma lavoura, numa tentativa de dificultar a localização e retardar o trabalho da polícia.

A frieza demonstrada na tentativa de ocultação do corpo e de manipular a cena do crime foi um dos pontos centrais levados em consideração durante o processo. A acusação sustentou que não se tratava de um crime impulsivo isolado, mas de uma sequência de atos voltados a esconder a autoria e impedir a responsabilização penal. O Tribunal do Júri acolheu essa linha de argumentação ao também condenar o réu por fraude processual e ocultação de cadáver.

O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no plenário, afirmou que a decisão representa uma resposta firme contra a violência motivada por preconceito de gênero. Para ele, o julgamento reafirma que crimes praticados contra mulheres — inclusive mulheres trans — não podem ser relativizados nem tratados com tolerância institucional.

Leia Também:  Polícia Civil cumpre mandados contra detentos com novas prisões decretadas pela Justiça

O caso provocou grande repercussão desde o início, tanto pela violência do assassinato quanto pelo simbolismo da vítima: uma jovem que teve a vida interrompida de forma brutal. A condenação de Jorlan não apaga a dor da perda, mas estabelece um precedente importante no enfrentamento à violência contra a população trans, historicamente exposta a altos índices de agressão, discriminação e mortes violentas.

Para familiares, amigos e movimentos de defesa dos direitos humanos, a sentença representa um passo importante por justiça. A história de Mayla agora se transforma também em símbolo de resistência e de luta para que crimes motivados por ódio, rejeição e discriminação sejam punidos com o rigor da lei.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA