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Manutenção de emenda para creches na LOA 2024 coloca Mato Grosso na vanguarda da atenção à primeira infância, diz conselheiro

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A emenda assegura recursos para construção e ampliação de creches na Lei Orçamentária de 2024.

Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT

 

A manutenção de emenda que assegura recursos para construção e ampliação de creches na Lei Orçamentária de 2024 de Mato Grosso foi comemorada pelo conselheiro Antonio Joaquim. Presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do Tribunal de Contas de Mato Grosso (Copec/TCE-MT) e membro do conselho diretivo do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política Educacional em Mato Grosso (Gaepe-MT), o conselheiro disse Mato Grosso oferece um exemplo para o Brasil.

“Essa decisão da Assembleia Legislativa é um exemplo da boa política, pois tira um tema do discurso e o coloca na prática. A primeira infância é tema de muitos discursos; porém, o que realmente importa é a existência de recursos. A exemplo de recursos para suprir essa absurda carência de mais de 15 mil vagas em creches, conforme apuração feita pelo GAEPE-MT. Agora, Mato Grosso demonstra na prática que lugar de criança é nos orçamentos públicos”, enfatizou Antonio Joaquim.

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O deputado Eduardo Botelho, pelo seu grande esforço institucional por essa importante política pública, apresentando a emenda para assegurar recursos por creches, assim como todos os deputados estaduais que votaram pela manutenção dessa emenda na Lei Orçamentária Anual e, também,  todos os deputados que votaram pela inclusão da atenção à primeira infância e recursos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e no Plano Plurianual (PPA), merecem ser destacados e reconhecidos publicamente, ponderou o conselheiro Antonio Joaquim.

O conselheiro explicou que, após essa decisão da Assembleia Legislativa, o Gaepe-MT vai pedir uma audiência com o governador do Estado, Mauro Mendes, para tratar do assunto, uma vez que agora, pela lei orçamentária de 2024, o Governo estadual poderá atuar complementarmente aos municípios, direta ou em parceria, na construção e ampliação de creches.

“Mato Grosso se alia a estados que estão criando programas de atenção à primeira infância, alguns até mudando sua constituição para fixar essa política pública como uma obrigação estadual”, acrescentou. “O próprio governo federal anunciou esta semana um grande volume recursos para um grande pacote de obras de construção de creches em municípios. O que mostra que criança tem que ser preocupação de todas as esferas da administração pública brasileira”, observou o conselheiro Antonio Joaquim.

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TJMT suspende desocupação em condomínios em Cuiabá após pedido da ALMT

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JB News

Medida atende solicitação da Assembleia Legislativa e prevê análise técnica do caso

POR VÂNIA COSTA / SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL •  17 DE ABRIL DE 2026 ÀS 14:55:00  •  24 Acessos

 

Foto: Natália Nogg/Assessoria de Gabinete

Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

 

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