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Juiz do CNJ destaca apoio e afirma que Estado de Mato Grosso é “referência nacional”

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Durante evento, Luis Lanfredi falou sobre a parceria com o Governo de MT para melhorias do sistema penitenciário

Lucas Rodrigues |
Secom-MT
O juiz Luis Lanfredi – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT
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O juiz Luis Geraldo Lanfredi, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), afirmou que o Estado de Mato Grosso é “referência nacional” em políticas públicas para o sistema prisional. Ele agradeceu ao apoio que o Estado sempre tem dado às ações implementadas pelo conselho.

A declaração foi dada na manhã desta sexta-feira (19.11), durante o lançamento da Ação Nacional de Identificação e Documentação Civil de Pessoas Presas, que contou com a participação do governador Mauro Mendes.

Mato Grosso foi o estado escolhido para inaugurar a ação, que tem o objetivo de garantir a plena cidadania das pessoas privadas de liberdade, por meio da identificação civil.

“Vossa Excelência [Mauro Mendes] nunca deixou de apoiar as ações que advém do Conselho, e mostra as virtudes do bom administrador, que governa para a sociedade, pensando no bem da sociedade. Vossa Excelência classificou o sistema prisional como um sistema de segurança pública qualificado. E o secretário Alexandre Bustamante [Segurança Pública] e o secretário Jean Gonçalves [adjunto de Administração Penitenciária] são peças importantes na construção de um governo que se apresenta ao público mato-grossense como um governo de referência nacional”, ressaltou o juiz.

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O magistrado, que atua como coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), destacou que Mato Grosso não é só um estado pujante e símbolo brasileiro da “força econômica”, mas também destaque em políticas voltadas à Segurança Pública.

“O Governo de Mato Grosso uma referência para todos os brasileiros sobre a forma de empreender a política maiúscula, no seu superlativo, de realizar pensando nos melhores caminhos para a sociedade”, pontuou.

O secretário-geral do CNJ, conselheiro Valter Shuenquener de Araújo, também frisou o trabalho desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso para melhorar o sistema prisional e, assim, trazer mais segurança aos mato-grossenses.

“A presença do governador nesta cerimônia revela não só a importância do tema para o Estado, como mostra que o Estado do Mato Grosso trabalha com união de esforços, e essa articulação é fundamental para qualquer transformação social”, pontuou.

Para o governador Mauro Mendes, investir na melhoria do sistema prisional é investir em segurança para a população, e isso já tem se traduzido na redução dos índices de criminalidade no estado.

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“Muitos que saíam da cadeia cometiam novos crimes, pois eram cooptados e obrigados a fazer isso aqui fora. Na nossa gestão, retomamos o controle dos presídios, que antes eram dominados pelas facções. Estamos reformando e ampliando nossas unidades, e devemos entregar mais de 4 mil novas vagas até o final de 2022. Isso é importante para que as prisões deixem de ser universidades do crime, e passem a cumprir o papel de punir e ressocializar”, afirmou.

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TJMT suspende desocupação em condomínios em Cuiabá após pedido da ALMT

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JB News

Medida atende solicitação da Assembleia Legislativa e prevê análise técnica do caso

POR VÂNIA COSTA / SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL •  17 DE ABRIL DE 2026 ÀS 14:55:00  •  24 Acessos

 

Foto: Natália Nogg/Assessoria de Gabinete

Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

 

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