Cidades
Adolescente é salvo por policiais após ser arrastado por correnteza e ficar preso em bueiro
Adolescente é salvo por policiais após ser arrastado por correnteza e ficar preso em bueiro em Vila Rica
Menino de 14 anos foi submetido a exames e passou a noite em observação médica
Greyce Lima | PMMT
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Policiais militares do 10 º Comando Regional salvaram um adolescente, de 14 anos, que se afogou em uma lagoa após ser arrastado pela correnteza e cair em um bueiro, no início da noite deste sábado (26.02), em Vila Rica. Após o resgate, o menino foi encaminhado sem ferimentos, mas em estado de choque ao hospital da região.
Os policiais foram acionados por volta das 18h, para verificar uma situação de possível afogamento em uma lagoa que está sendo construída no município. Populares informaram que o menino nadava na lagoa quando foi puxado pela força da água, devido à grande vazão, após uma forte chuva que atingiu a cidade horas antes do fato.
Com a ajuda de uma lanterna e uma corda, os policiais identificaram a abertura do bueiro, entraram na lagoa e nadaram até a parte interna do esgoto. O adolescente foi localizado em estado de pânico.
Após ser retirado do bueiro, o menino recebeu os primeiros socorros dos policiais e logo em seguida foi encaminhado ao Pronto Socorro da cidade.
Depois do susto, familiares e a vítima conheceram, ainda no hospital, os policiais que o salvaram: sargento Daniel Henrique Pereira, soldado Jhonatan Romário de Almeida dos Reis e soldado Anderson Segalla Rohden. O adolescente foi submetido a exames e passou a noite em observação médica.
Cidades
Mãe de jovem assassinada em Tapurah diz que pressentiu morte da filha e desabafa após crime brutal que chocou Mato Grosso “Nunca mais vou abraçá-la”
JB News
por Emerson Teixeira
O assassinato de Júlia Vitória do Prado da Silva, de apenas 20 anos, continua abalando Mato Grosso e provocando uma onda de indignação em Tapurah, município a 433 quilômetros de Cuiabá. O feminicídio, marcado por extrema violência, ganhou ainda mais repercussão nos últimos dias após o relato público da mãe da jovem, que expôs, em detalhes, a devastação emocional causada pela perda da filha e a rotina de sofrimento que passou a enfrentar desde então.
Júlia foi morta na última sexta-feira (10) em um crime que chocou pela crueldade. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o autor confesso do assassinato é Alair Ferreira de Lima, de 75 anos. Em depoimento, ele admitiu ter atacado a jovem com golpes de facão e pé-de-cabra. Após matar a vítima, colocou o corpo dentro de uma bolsa de transporte e acionou Hédio Antonio Machado, de 66 anos, para ajudar a esconder o cadáver no porta-malas de um veículo. A dupla foi presa e segue à disposição da Justiça. A manutenção das prisões reforçou o entendimento de que a gravidade do caso exige resposta firme do sistema judiciário.
A brutalidade do crime não interrompeu apenas a vida de uma jovem em início de trajetória adulta, mas deixou uma família mergulhada em um luto profundo. Em um vídeo de mais de dois minutos, divulgado nas redes sociais, a mãe de Júlia fez um dos relatos mais dolorosos desde a descoberta do crime. Em lágrimas, ela descreveu a filha como uma jovem linda, alegre, cheia de vida e com um futuro inteiro pela frente — uma filha amada, presente e essencial dentro de casa.
Ao falar sobre a relação com os filhos, a mãe afirmou que sua vida sempre esteve sustentada por eles e que cada um ocupava uma parte do seu coração. Com a morte de Júlia, disse sentir que um pedaço de si foi levado junto. Segundo ela, a filha não representava apenas amor materno, mas uma parte inseparável da sua própria existência. A dor, relatou, não se resume à saudade, mas ao vazio permanente deixado pela ausência de quem fazia parte da sua rotina, dos seus sonhos e dos seus afetos diários.
Em um dos trechos mais fortes do depoimento, a mãe revelou o desespero de imaginar uma vida sem a presença da filha. Ela disse não saber como seguirá vivendo com a certeza de que nunca mais poderá abraçar, beijar ou ouvir a voz de Júlia. O desabafo emocionou milhares de pessoas e sintetizou o drama de uma família que tenta encontrar forças em meio a uma perda irreparável.
A mãe contou ainda que, desde o feminicídio, vive em estado de choque e sob forte abalo psicológico. Segundo ela, a rotina tem sido sustentada com ajuda de medicamentos, numa tentativa de amenizar a dor que se instalou desde a notícia da morte. Apesar do sofrimento, relatou que tem buscado apoio na fé para não sucumbir emocionalmente diante da tragédia.
Outro ponto que chamou atenção no depoimento foi o relato de um suposto pressentimento no dia do crime. A mãe contou que estava em Florianópolis, onde havia saído para cumprir compromissos simples do cotidiano, quando começou a sentir um mal-estar repentino e uma angústia fora do normal. A sensação foi tão intensa que ela decidiu cancelar o restante dos compromissos e retornar para casa antes do previsto. Hoje, acredita que aquele sentimento foi uma espécie de alerta emocional, como se, de alguma forma, estivesse conectada ao sofrimento que a filha vivia naquele momento.
Mesmo devastada, ela disse que precisa encontrar forças para seguir por causa da outra filha, uma menina com nível 3 de suporte que exige cuidados especiais. Segundo ela, essa responsabilidade tem sido um dos poucos motivos que ainda a mantêm de pé, ao lado da fé em Deus, que descreveu como seu principal sustento neste momento de dor extrema.
Tomada pela revolta, a mãe também falou sobre a dificuldade de compreender a crueldade do que aconteceu. Em seu relato, classificou os envolvidos no crime como pessoas desumanas e disse que não sabe se algum dia será capaz de perdoar os responsáveis pela morte da filha. Para ela, o que foi tirado não foi apenas uma vida, mas toda uma história que ainda estava sendo construída.
O caso de Júlia Vitória reacende, mais uma vez, o alerta sobre a escalada da violência contra mulheres em Mato Grosso e no Brasil. O feminicídio da jovem, além de expor a brutalidade do crime, escancara a dor silenciosa das famílias que ficam e precisam conviver, diariamente, com a ausência, o trauma e a busca por justiça.
Enquanto a investigação segue para esclarecer todos os detalhes e circunstâncias do assassinato, a história de Júlia se transforma em símbolo de uma dor coletiva. Para a mãe, porém, o que permanece não é apenas a revolta ou a espera por punição: é a ausência de uma filha que, como ela mesma resumiu em meio às lágrimas, jamais poderá ser substituída. A frase que encerra seu desabafo resume a dimensão da tragédia: nunca mais vou abraçá-la.
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