Tecnologia

20ª OBMEP bate recorde histórico de escolas e municípios inscritos

Publicados

em

Em 2025, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) comemora vinte edições da maior competição científica do país com um marco histórico. A 20ª OBMEP chegará em 57.222 escolas de 5.566 municípios – garantindo uma cobertura de 99,93% das cidades do país, o maior número de instituições de ensino e de municípios inscritos desde a criação da Olimpíada. Este ano, a competição reunirá 18,6 milhões de estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio de instituições públicas e privadas.

Promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a OBMEP foi criada em 2005 e é realizada com recursos do MCTI e do Ministério da Educação (MEC). Além de estimular o aprendizado da matemática, a olimpíada revela jovens talentos e atua na promoção da inclusão social por meio do conhecimento.

“A OBMEP chega à 20ª edição e segue batendo recordes, demonstrando a vitalidade de uma das mais importantes políticas públicas em educação no Brasil”, destaca o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana.

Leia Também:  Na China, ministra Luciana Santos inicia missão oficial ao lado do presidente Lula

Nesta 20ª edição, a OBMEP distribuirá 8.450 medalhas nacionais, sendo 650 de ouro, 1.950 de prata e 5.850 de bronze. Também serão entregues 51 mil certificados de menção honrosa. E para incentivar ainda mais a participação dos estudantes, a competição vai premiar os melhores desempenhos estaduais, com a entrega de pelo menos 20,5 mil medalhas.

Da OBMEP à universidade

A OBMEP também se estabeleceu como um caminho para o ensino superior. O IMPA Tech (bacharelado em Matemática, Tecnologia e Inovação do IMPA) reserva 80% de suas vagas para medalhistas em olimpíadas científicas. Outras universidades públicas, como a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), também adotaram o sistema de vagas olímpicas, destinadas a alunos com bom desempenho nessas competições.

“Assim como nos últimos anos, as medalhas concedidas não apenas reconhecem o talento dos estudantes, mas também abrem portas para o ensino superior, podendo ser utilizadas como critério de ingresso em diversas instituições”, pontuou o diretor-adjunto do IMPA e coordenador-geral da OBMEP, Jorge Vitório.

As provas

Leia Também:  MCTI e CNPq abrem chamada de R$ 33,5 milhões para pesquisas na Amazônia Legal

A OBMEP é dividida em duas fases, com a primeira marcada para ocorrer no dia 3 de junho e a segunda no dia 25 de outubro. O resultado está previsto para ser divulgado em dezembro, no dia 22. Aqueles que forem premiados com medalhas nacionais de ouro, prata ou bronze garantem vaga no Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), que oferece aulas avançadas de matemática e uma bolsa de R$ 300 do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para alunos de escolas públicas. A premiação estadual não dá acesso ao PIC.

Para outras informações sobre a OBMEP, acesse o site da competição clicando aqui.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

COMENTE ABAIXO:

Tecnologia

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Publicados

em

Por

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

Leia Também:  Dr. Leonardo emplaca terceira Audiência Pública na CPMI das Fake News
  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

Leia Também:  MCTI e CNPq abrem chamada de R$ 33,5 milhões para pesquisas na Amazônia Legal

O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA