Tecnologia
Na China, ministra Luciana Santos inicia missão oficial ao lado do presidente Lula
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, deu início nesta segunda-feira (12) à agenda oficial na China, integrando a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em missão internacional. Além da participação no Fórum CELAC-China, a visita ao país visa a ampliação de parcerias estratégicas entre os dois países.
Neste primeiro dia, a titular do MCTI participou do encerramento do Fórum Empresarial Brasil-China e em seguida se reuniu com o ministro de Ciência e Tecnologia chinês, Yin Hejun.
“Vamos assinar termos de entendimento em várias áreas, como a espacial, na área de troca e transferência de ciência e tecnologia para os nossos institutos de ciência e tecnologia, indústrias, e por aí podemos consolidar os nossos laços de cooperação e troca de experiências nas áreas de ciência, tecnologia e inovação entre Brasil e China”, detalhou a ministra Luciana Santos.
Os acordos serão realizados nesta terça-feira (13), durante a reunião entre o presidente Lula e o presidente da China, Xi Jinping.
Após a agenda com o ministro Yin Hejun, a gestora do MCTI visitou a CNSA (China National Space Administration), a agência espacial estatal da China, responsável pela gestão do programa espacial chinês. O Brasil mantém uma sólida e estratégica cooperação com o país na área, destacando-se principalmente pelo Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), constelação de satélites resultado de uma parceria iniciada em 1988.
Os países se preparam para lançar o primeiro equipamento da série CBERS a operar em órbita geoestacionária – uma posição que permite monitorar continuamente a mesma região do planeta. O CBERS-5, ou Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres-5, terá como foco o território brasileiro e o lançamento está previsto para 2030. O satélite deverá se tornar uma ferramenta essencial no monitoramento climático, permitindo a detecção de eventos extremos como secas, enchentes e tempestades com mais precisão e agilidade.
Agenda na China
Nesta terça-feira (13), a ministra Luciana Santos participa, ao lado do presidente Lula, do IV Fórum China-Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos). Além do encontro, a missão internacional deve assinar atos nas áreas de agricultura, comércio, investimentos, infraestrutura, indústria, energia, mineração, finanças, ciência e tecnologia, comunicações, desenvolvimento sustentável, turismo, esportes, saúde, educação e cultura.
Tecnologia
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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