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Silvinei Vasques deve se apresentar às autoridades em Brasília neste sábado após fuga frustrada pelo Paraguai, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, já está em deslocamento para a fronteira entre o Paraguai e o Brasil e deve se apresentar às autoridades em Brasília neste sábado (27). A informação foi confirmada por fonte da Polícia Federal, responsável por acompanhar os procedimentos de transferência.

Segundo a PF, Vasques segue para a Ponte da Amizade, que liga Ciudad del Este, no Paraguai, a Foz do Iguaçu, no Paraná. No local, ele será formalmente entregue às autoridades brasileiras. Após ingressar em território nacional, o ex-dirigente da PRF deverá passar por nova audiência de custódia, antes de ser encaminhado a Brasília.

A expectativa é que Silvinei Vasques chegue à capital federal no sábado, onde começará a cumprir a prisão preventiva determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Vasques foi preso na madrugada desta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, localizado na cidade de Luque, região metropolitana de Assunção. De acordo com a polícia paraguaia, ele tentava embarcar em um voo com destino ao Panamá e, posteriormente, seguir para El Salvador.

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As autoridades apontam que o ex-diretor-geral da PRF teria rompido a tornozeleira eletrônica que utilizava em Santa Catarina e deixado o Brasil sem autorização judicial. O rompimento do equipamento de monitoramento acionou alertas junto às forças de segurança brasileiras, que comunicaram o fato às autoridades paraguaias, resultando na prisão no aeroporto.

No Brasil, Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal. Ele foi considerado culpado por integrar a trama golpista investigada no país e por atuar para interferir no processo eleitoral, utilizando a estrutura da Polícia Rodoviária Federal de forma indevida durante as eleições.

De acordo com a decisão do STF, Vasques abusou do cargo ao comandar operações da PRF que tiveram como objetivo dificultar o deslocamento de eleitores em determinadas regiões, o que configurou atentado contra a democracia, abuso de poder de autoridade e participação em organização criminosa voltada à ruptura institucional.

Além da pena de prisão, a Corte também determinou medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica — que acabou sendo rompida pelo ex-diretor — e a proibição de deixar o país sem autorização judicial.

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Com o retorno ao Brasil, Silvinei Vasques ficará à disposição da Justiça e deverá iniciar o cumprimento da pena imposta pelo STF, enquanto seguem os desdobramentos judiciais relacionados ao caso.

Um vídeo que foi divulgado, mostra o momento em que o ex-oficial é escoltado até a sala de imigração do Paraguai e entregue aos agentes da Polícia Federal.

Veja o vídeo:

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Crise internacional pode explodir custos no Brasil, e Mauro Mendes alerta: ‘hora de reduzir dependência do petróleo’”, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

 

A escalada de tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã volta a pressionar o mercado internacional e reacende um velho temor da economia global: o impacto direto sobre o petróleo, os insumos estratégicos e, por consequência, a cadeia produtiva mundial. No Brasil, onde o agronegócio é um dos pilares da balança comercial, os reflexos desse cenário já acendem sinais de alerta — especialmente em estados altamente dependentes da produção e exportação de commodities, como Mato Grosso.

Diante desse contexto, o governador Mauro Mendes adotou um tom de preocupação, mas também de oportunidade estratégica. Em declaração nesta manhã, o chefe do Executivo estadual destacou que o Brasil precisa reagir com inteligência econômica e reduzir sua dependência de combustíveis fósseis importados, defendendo com firmeza o avanço do etanol e do biodiesel.

Segundo Mendes, a possível alta no preço dos combustíveis, impulsionada por conflitos no Oriente Médio, pode ser revertida em vantagem competitiva para o país. “Extremamente favorável”, afirmou ao comentar a possibilidade de políticas de incentivo ao etanol. Para ele, trata-se de uma decisão estratégica tardia, mas necessária. O governador ressaltou que o Brasil — e especialmente Mato Grosso — possui capacidade robusta de produção tanto de etanol de cana quanto de milho, o que permitiria ao país diminuir a dependência do petróleo e fortalecer sua autonomia energética.

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O biodiesel também surge como peça-chave nesse cenário. Com a soja enfrentando momentos de baixa no mercado internacional, Mendes avalia que ampliar o uso do biocombustível pode ajudar a equilibrar preços e fortalecer a cadeia produtiva. “É um excelente momento”, pontuou, ao defender medidas que incentivem o setor e tragam estabilidade ao produtor rural.

Apesar do otimismo em relação às alternativas energéticas, o governador fez um alerta claro sobre os riscos fiscais e econômicos. Segundo ele, embora o governo estadual ainda não tenha sido diretamente impactado, os efeitos da instabilidade global são inevitáveis. “Tudo que afeta a economia, afeta governos. Vivemos da arrecadação da atividade econômica”, disse.

Mendes destacou que já existem “luzes amarelas acesas” no cenário internacional e que gestores públicos precisam agir com prudência. A preocupação central é que uma eventual ampliação do conflito — com o envolvimento de outros países — provoque uma crise mais longa e profunda, afetando exportações, encarecendo insumos e pressionando toda a cadeia produtiva.

Para Mato Grosso, líder nacional na produção de grãos e com forte participação no PIB agropecuário brasileiro, qualquer oscilação no mercado global tem efeito direto. O estado depende fortemente das exportações e da estabilidade de preços internacionais para manter sua arrecadação e crescimento econômico.

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O cenário atual também levanta preocupações logísticas. O aumento do preço do petróleo impacta diretamente o custo do frete, um fator crucial para o escoamento da produção mato-grossense. Além disso, fertilizantes — muitos deles importados — podem sofrer reajustes, pressionando ainda mais o custo de produção no campo.

Ao analisar o momento, Mauro Mendes defende equilíbrio: cautela nas decisões públicas, atenção redobrada aos indicadores econômicos e, ao mesmo tempo, coragem para implementar medidas estruturais que fortaleçam a independência energética do Brasil.

A crise internacional, embora distante geograficamente, mostra mais uma vez que o mundo está interligado economicamente. E, nesse jogo global, estados produtores como Mato Grosso não apenas sentem os efeitos — mas também podem ser protagonistas de soluções, especialmente quando o assunto é energia renovável e segurança alimentar.

No fim das contas, o recado do governador é claro: diante de um cenário incerto e potencialmente explosivo, o Brasil precisa transformar risco em oportunidade — ou correr o risco de ser arrastado por uma crise que não começou aqui, mas pode custar caro dentro de casa.

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