VÁRZEA GRANDE
Secretaria de Obras realiza melhorias para receber 1º Festival de Flores e Plantas
A ação, além de atender às necessidades imediatas do evento, deixará um legado permanente de acessibilidade à comunidade da região
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Viação, Obras e Urbanismo, está realizando intervenções estruturais na Praça do Ipase para garantir mais conforto, segurança e acessibilidade ao público que irá participar do 1º Festival de Flores e Plantas de Várzea Grande, entre os dias 12 a 15 de junho no local.
Entre as melhorias executadas, está a construção de uma rampa de acesso nas imediações das duas quadras da praça, permitindo a locomoção segura de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida e ainda iluminação, com apoio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana. A ação, além de atender às necessidades imediatas do evento, deixará um legado permanente de acessibilidade à comunidade da região.
“Estamos trabalhando para que o espaço esteja pronto e adequado para receber os visitantes. Essa rampa, por exemplo, é uma demanda importante que vai beneficiar cadeirantes e idosos, garantindo mais inclusão e conforto, não só durante o festival, mas também no uso cotidiano da praça”, explica o secretário Viação, Obras e Urbanismo Celso Pereira.
As ações de manutenção e adequação fazem parte do esforço conjunto entre as secretarias envolvidas na organização do festival, que celebra a produção local e o contato com a natureza.
FESTIVAL DE FLORES E PLANTAS – Com abertura oficial no Dia dos Namorados, no dia 12, o evento promete encantar moradores e visitantes com uma grande variedade de flores, plantas ornamentais, suculentas, orquídeas e itens de jardinagem, todos com preços acessíveis e comercializados por produtores locais.
Além da exposição e venda de flores, o festival contará com um espaço gastronômico com pratos típicos e delícias regionais preparadas pelos feirantes da Feira FAM.
O evento é promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), com apoio da Associação dos Feirantes e Produtores Rurais de Pequena Propriedade de Mato Grosso.
POLITICA
“São pessoas que não tocam a vida pra frente”, dispara Flávia Moretti ao reagir a áudios e suposto grampo em Várzea Grande
JB News
por Nayara Cristina
A suspeita de um possível esquema de escuta clandestina no gabinete da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, ganhou novos contornos e aprofundou o clima de tensão política no município, já marcado por embates entre o Executivo e o Legislativo e por rupturas internas na própria gestão. O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Decor), após a identificação de sinais eletromagnéticos considerados atípicos durante uma varredura técnica realizada no último dia 19 de março.
A inspeção teve início por volta das 8h, com o objetivo de detectar eventuais dispositivos clandestinos de captação e transmissão de áudio e vídeo. Durante o procedimento, um detector portátil de radiofrequência modelo K18 indicou atividade incomum em três tomadas instaladas no gabinete da prefeita. Os pontos, originalmente ligados ao sistema de campanha e atualmente inoperantes, não tinham função aparente, mas ainda assim apresentaram resposta ativa ao equipamento, sugerindo possível emissão de sinais compatíveis com transmissões ocultas. Dois desses pontos foram isolados e o material recolhido encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável por apontar se há, de fato, algum tipo de escuta ou outro dispositivo irregular.
Em meio à repercussão, Flávia Moretti se pronunciou na manhã desta sexta-feira, durante evento do Governo do Estado voltado ao combate à violência contra a mulher, realizado em parceria com o Ministério Público, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa. Ao abordar o caso, a prefeita adotou cautela e afirmou que não há qualquer conclusão até o momento.
“Foi para a perícia. Eu não tenho resultado da Politec. Eu não sei se é uma escuta, se é uma câmera, o que que é. Às vezes é só um aparelho eletrônico que já estava ali há algum tempo”, disse, ao explicar que o dispositivo identificado ficava em sua mesa e, até então, era visto como algo comum, possivelmente até uma simples campainha sem funcionamento.
A prefeita também afirmou não ter suspeitas sobre quem poderia ter tido acesso ao local para eventual instalação de equipamento clandestino, destacando o fluxo constante de pessoas em seu gabinete. “A sala é de porta aberta, entram servidores, secretárias, muita gente. Eu sou uma prefeita de porta aberta mesmo”, declarou.
O episódio ocorre paralelamente à circulação de áudios atribuídos à prefeita, que passaram a ser divulgados nos bastidores políticos e nas redes, aumentando ainda mais a instabilidade. Moretti afirmou desconhecer o conteúdo e colocou em dúvida a autenticidade das gravações. “Eu desconheço esses áudios, não reconheço ter falado algumas coisas que estão sendo ditas”, afirmou.
Segundo ela, a situação já está sendo tratada pelo setor jurídico da prefeitura, que deve apurar a origem e possíveis manipulações do material. “O meu jurídico vai tomar as providências para saber quem está fazendo isso, como estão fazendo e por que estão fazendo”, disse.
Ao relacionar os episódios ao cenário político local, a prefeita foi direta ao apontar motivações por trás da crise. “Querem criar confusão, querem criar pecuinha em Várzea Grande. São pessoas inconformadas, talvez até por questões eleitorais, que querem me tirar o foco de administrar”, afirmou.
A declaração ocorre em meio a um ambiente de desgaste político envolvendo a gestão municipal. Desde o início do mandato, Moretti enfrenta embates com vereadores e também passou por uma crise interna que culminou na saída do então vice-prefeito Sebastião dos Reis, episódio que evidenciou divisões dentro da administração e ampliou o cenário de instabilidade.
Apesar das turbulências, a prefeita reforçou que não pretende se desviar da condução da gestão. “Pode ter certeza que eu não vou tirar esse foco”, garantiu.
A confirmação sobre a existência ou não de escutas clandestinas depende agora do laudo técnico da Politec. Até lá, o caso segue sob investigação e se soma a um contexto político já tensionado, onde denúncias, vazamentos e disputas de poder têm marcado o ritmo da administração municipal em Várzea Grande.
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