Caso Alphaville 1

MP pede internação provisória da autora do disparo que matou Isabele

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Por Denise Niederauer

O Ministério Público Estadual pediu a internação imediata da adolescente B.O.C., 15 anos, autora do tiro que matou Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, no condomínio Alphaville 1, em Cuiabá, em 12 de julho.

O pedido de internação é desta segunda-feira (23.11) pelo prazo de 6 meses, podendo chegar a três anos. A cada seis meses são observadas e feitas as verificações da conveniência da continuidade ou baixa da medida socioeducativa de internação.

O processo está em sigilo de Justiça por se tratar de crime que envolve menores.

O habeas corpus (HC) concedido em setembro à adolescente B.O.C., que permitiu que ela deixasse a unidade socioeducativa em menos de 24 horas após a internação, consta na pauta de julgamento da Terceira Câmara Criminal desta quarta-feira (25.11). Segundo Vinícius Gahyva, promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado (MPE), que acompanha o procedimento, o pedido de internação foi protocolado com as alegações finais do MP nessa segunda-feira (23.11), na 2ª Vara da Infância e Adolescência da Capital.
A partir da data, a defesa da adolescente, que responde pelo ato infracional de homicídio doloso (quando há intenção de matar), tem prazo de 8 dias para se pronunciar. Gahyva espera que até o final da próxima semana a magistrada Cristiane Padim da Silva, da 2ª Vara da Infância e da Juventude finalize a ação, com decisão de aplicação de medida socioeducativa.
Caso a decisão seja por medida mais branda, que não seja a internação da adolescente, ele garante que o MP entrará com recurso. A internação está prevista no Estatuto da Criança e Adolescentes (ECA) para atos infracionais. Caso Alphaville 1
Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, foi morta no dia 12 de julho, na residência de Marcelo Cestari, no Condomínio Alphaville1, em Cuiabá. A versão de tiro acidental sustentado desde o começo pela adolescente B.O.C. de 15 anos, e que matou Isabele, mas foi derrubada pelas perícias feitas no local pela Politec MT. A Polícia Civil descartou essa versão na conclusão do inquérito, e a adolescente B.O.C., de 15 anos, foi indiciada por ato infracional análogo ao homicídio doloso, porque ela além de prática de tiro, e conhecimento do uso de
armas ao assumir o risco ao apontar e atirar com pouca distância no rosto da Isabele, essa foi a conclusão da investigação realizada pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

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Caso Alphaville 1

Protesto contra soltura da menor, marcam dois anos da morte de Isabele Guimarães com um tiro no rosto

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Por Alisson Gonçalves

Os Familiares e amigos  de Isabele Guimarães Ramos, organizam um movimento nesta terça-feira 12 de julho, para protestar contra a soltura da menor autora do crime, que matou a adolescente com um tiro no rosto.

O protesto acontece nesta terça-feira, na data em que faz dois anos desde o crime. O ato inicia  enfrente ao Colégio Maxi seguindo até o Tribunal de Justiça de MT.

O caso aconteceu em 2020 em uma casa de luxo no bairro Alphaville em Cuiabá, na época Isabele foi morta por sua melhor amiga com um tiro no rosto.

O protesto é contra a soltura da menor autora do crime, que ganhou liberdade no mês passado, após cumprir um ano de internação do complexo Pomeri.

A soltura da menor só foi possível, porque desembargadores mudaram de entendimento do crime passando de Homicídio doloso para Homicídio Culposo, quando não há intenção de matar.

Segundo a empresária Patrícia Guimarães Ramos, o ato é um pedido de justiça, uma vez que durante às investigações foi comprovada que a menor sabia manusear arma de fogo.

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Em sua rede social Patrícia desabafou “Não tem um dia que eu acorde ou durma sem pensar nesse crime e na falta que ela faz”, disse em sua publicação.

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