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Max Russi defende segurança jurídica e união institucional para Mato Grosso seguir crescendo com desenvolvimento social, VEJA O VÍDEO

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Por Nayara Cristina

Cuiabá sedia fórum que fortalece debate sobre desenvolvimento e projeta Mato Grosso no cenário nacional

Cuiabá recebe nesta terça-feira um dos principais encontros voltados ao debate sobre desenvolvimento econômico, institucional e social do país. O Fórum de Desenvolvimento Econômico Institucional, promovido pelo LIDE em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, reúne lideranças políticas, empresariais e especialistas de diversas regiões do Brasil para discutir temas estratégicos como segurança jurídica, ambiente de negócios, inovação, sustentabilidade e fortalecimento das instituições.

Em um momento em que Mato Grosso consolida sua posição como potência econômica nacional, especialmente pela força do agronegócio e pela expressiva contribuição à balança comercial brasileira, o evento ganha ainda mais relevância ao colocar o estado no centro das discussões sobre crescimento sustentável e planejamento de longo prazo. O fórum busca criar pontes entre o setor produtivo, o poder público e as lideranças institucionais, com foco em soluções concretas para o desenvolvimento social e econômico.

Um dos principais articuladores do encontro, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, destacou que a parceria entre o Parlamento estadual e o LIDE tem como principal objetivo aproximar experiências, compartilhar conhecimento e promover um debate qualificado sobre os desafios e as potencialidades de Mato Grosso. Segundo ele, trazer a Cuiabá nomes de referência nacional para palestrar e debater temas estruturantes fortalece não apenas a economia, mas também a capacidade institucional do estado.

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Max Russi ressaltou que a Assembleia Legislativa tem buscado ampliar seu papel para além da atividade parlamentar tradicional, atuando também como ponte de diálogo entre instituições, investidores, empresários e a sociedade. Para o deputado, o fórum é uma oportunidade de mostrar o trabalho do Legislativo estadual e sua contribuição na construção de um ambiente mais estável, moderno e favorável ao desenvolvimento.

O parlamentar lembrou ainda que a realização da segunda edição do evento em Cuiabá é resultado do sucesso da primeira edição, que teve ampla repercussão e gerou demanda por novos encontros. Segundo ele, o retorno do fórum confirma a importância de manter espaços permanentes de reflexão e construção coletiva sobre o futuro do estado.

Na avaliação de Max Russi, o atual momento de crescimento de Mato Grosso exige planejamento, responsabilidade e ações que fortaleçam ainda mais o estado dentro do cenário nacional. Ele afirmou que é necessário investir em projetos estruturantes, ampliar oportunidades e garantir que o desenvolvimento econômico se transforme em geração de emprego, renda e qualidade de vida para a população.

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O presidente da Assembleia também destacou a importância da segurança jurídica para consolidar esse processo. Segundo Russi, oferecer estabilidade institucional e regras claras é fundamental para atrair investimentos, estimular o setor produtivo e permitir que empresários e investidores tenham tranquilidade para ampliar seus negócios, gerar riqueza e impulsionar o desenvolvimento dos municípios.

Ao reunir lideranças nacionais em Cuiabá, o fórum reforça a posição estratégica de Mato Grosso no Brasil e evidencia que o crescimento do estado precisa estar acompanhado de instituições sólidas, diálogo permanente e compromisso com inovação, tecnologia e bem-estar social. O encontro, segundo os organizadores, representa mais do que um debate: é uma oportunidade de construir caminhos para um futuro mais seguro, próspero e equilibrado para Mato Grosso e para o país.

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Mourão fala sobre impacto de guerras, inflação global, critica pacto federativo, e cobra equilíbrio fiscal do governo federal durante Fórum LIDE em Cuiabá

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por Emerson Teixeira

Durante participação no Fórum LIDE Mato Grosso 2026, nesta terça-feira, em Cuiabá, o senador Hamilton Mourão fez uma análise ampla sobre os principais entraves econômicos e institucionais enfrentados pelo país e defendeu uma agenda de reequilíbrio fiscal, fortalecimento do pacto federativo e pacificação entre os Poderes. Em sua passagem pela capital mato-grossense como palestrante do encontro, Mourão afirmou que o Brasil atravessa um momento decisivo e precisa corrigir distorções estruturais para voltar a crescer com estabilidade.

Ao abordar a realidade fiscal do país, Mourão criticou a concentração de receitas na esfera federal e afirmou que o modelo atual de arrecadação se tornou insustentável para estados e municípios. Segundo ele, a União concentra a maior parte dos tributos, enquanto prefeitos e governadores assumem a maior parte das demandas da população, especialmente nas áreas mais sensíveis da gestão pública. Na avaliação do senador, esse desequilíbrio compromete a capacidade de investimento local, trava obras, limita políticas públicas e enfraquece a capacidade de resposta dos municípios diante das necessidades diárias da população.

Mourão ressaltou que os municípios são os entes mais pressionados dentro da estrutura federativa, porque são eles que recebem diretamente as demandas por saúde, educação, assistência social, mobilidade urbana, saneamento e infraestrutura básica. Segundo ele, esse descompasso entre obrigação e arrecadação gera um efeito em cascata: compromete serviços, dificulta planejamento e aumenta a dependência de transferências federais e emendas parlamentares. Para o senador, o Brasil precisa discutir uma nova lógica de repartição de recursos, com critérios mais justos e maior autonomia para estados e cidades.

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Ao comentar a reforma tributária, Mourão reconheceu o esforço do Congresso Nacional para destravar uma pauta histórica e afirmou que o Parlamento atuou de forma intensa para construir o texto aprovado. Segundo ele, houve mobilização de lideranças, debates técnicos e articulação política para viabilizar a proposta. No entanto, o senador demonstrou preocupação com a etapa seguinte: a implementação prática da reforma.

Na avaliação de Mourão, o maior desafio agora não está mais na aprovação da lei, mas na capacidade do governo federal de colocar em funcionamento toda a nova estrutura de arrecadação, compensação e distribuição prevista. Ele citou como pontos sensíveis o funcionamento do comitê gestor, os mecanismos de transição para estados exportadores, a compensação de perdas e a segurança jurídica para o setor produtivo. Segundo Mourão, qualquer falha nessa engrenagem pode provocar insegurança para investidores, impactar cadeias produtivas e gerar efeitos negativos sobre emprego e arrecadação.

Ao falar especificamente de Mato Grosso, o senador destacou que o estado precisa acompanhar de perto os desdobramentos da reforma por ocupar posição estratégica na economia brasileira. Mourão lembrou que Mato Grosso é um dos maiores produtores de alimentos do país, tem forte participação nas exportações e exerce papel central na balança comercial nacional. Para ele, mudanças mal calibradas na estrutura tributária podem afetar desde o produtor rural até os setores de transporte, armazenagem, indústria e comércio.

O senador também chamou atenção para o cenário externo e afirmou que o Brasil vive um momento de pressão econômica global que exige prudência e estabilidade. Mourão citou os conflitos internacionais, a instabilidade geopolítica, a elevação do preço do petróleo e os impactos inflacionários como fatores que pressionam custos internos e reduzem margens de crescimento. Segundo ele, em um cenário de incerteza mundial, países que não oferecem previsibilidade institucional acabam sofrendo mais com fuga de investimentos, retração econômica e perda de competitividade.

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Na avaliação de Mourão, o Brasil precisa se preparar para esse ambiente internacional adverso com responsabilidade fiscal, contas públicas equilibradas e ambiente favorável à produção. O senador defendeu medidas que deem segurança ao setor privado, estimulem investimentos e permitam ao país manter sua capacidade de crescimento mesmo diante de turbulências externas.

Em sua análise política, Mourão também fez um alerta sobre o momento institucional do país. Segundo ele, o ambiente de tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário tem fragilizado a confiança da população e criado um cenário de instabilidade que afeta diretamente a economia e a governabilidade. O senador afirmou que o pacto institucional firmado com a Constituição de 1988 passa por um momento de desgaste e precisa ser preservado com diálogo, equilíbrio e respeito às atribuições de cada Poder.

Para Mourão, quando há insegurança institucional, quem mais sofre é a população, que sente os efeitos da paralisação administrativa, da demora nas decisões e da ausência de consensos mínimos para enfrentar problemas estruturais. Em Cuiabá, o senador defendeu que o Brasil retome uma agenda centrada em previsibilidade, responsabilidade e cooperação institucional, como base para recuperar a confiança, impulsionar investimentos e garantir desenvolvimento sustentável para o país.
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