POLITICA
Mauro Mendes critica proposta de aumento de cadeiras no legislativo e alerta para riscos nas contas públicas
JB News
Por Alisson Gonçalves
Durante entrevista concedida na noite desta segunda-feira 23, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), posicionou-se de forma contrária à proposta que prevê a ampliação do número de cadeiras na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas.
A medida, que surge a partir da atualização dos dados do Censo Demográfico 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem como objetivo redistribuir a representatividade dos estados no Congresso Nacional.
Caso avance, Mato Grosso poderá ganhar duas novas vagas na Câmara Federal e até seis na Assembleia Legislativa.
Apesar do possível benefício para o Estado, Mendes foi enfático ao rejeitar a iniciativa.
Segundo ele, qualquer aumento no número de parlamentares implica diretamente em mais despesas públicas sem garantia de retorno efetivo para a população.
“Eu acho que nós temos que ter cuidado com o aumento do gasto público. Ninguém tem dúvida, quem entende um pouquinho de contas públicas, sabe que o governo federal arrecada um valor, mas gasta mais do que arrecada. Isso vai quebrar o nosso país”, alertou.
O governador reforçou que não vê sentido em ampliar estruturas que, na sua avaliação, não impactam positivamente na vida dos cidadãos.
“Nós não podemos, seja no Legislativo, no Executivo ou em qualquer lugar, aumentar despesas que vão cair no colo do cidadão. Nós é que vamos pagar por isso, pagar pela ineficiência do Estado”, destacou, ao criticar o que classificou como falta de compromisso com a gestão eficiente dos recursos públicos.
Mendes afirmou que só apoia gastos adicionais quando estão diretamente relacionados à melhoria da qualidade de vida da população. Para ele, simplesmente aumentar o número de deputados, seja no âmbito estadual ou federal, não representa avanço para o país.
“Sou contra aumentar qualquer despesa que não seja para melhorar a qualidade de vida do cidadão. E aumentar o número de deputados, sejam estaduais ou federais, não significa necessariamente melhorar a vida das pessoas”, concluiu.
Veja
POLITICA
Comissão aprova proposta de José Medeiros que impede crédito rural a invasores de terra
JB News
_O parecer teve três votos contrários de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT)_
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo apresentado pelo deputado e membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), José Medeiros (PL), ao Projeto de Lei 4705/2025, que impede invasores de propriedades rurais de acessar políticas públicas da agricultura familiar, como crédito do Pronaf e programas de compra de alimentos.
Em seu parecer, Medeiros, que é relator do projeto, afirma que a proposta busca impedir que invasores de propriedades sejam tratados como agricultores familiares e tenham acesso a recursos públicos.
“Não podemos admitir que criminosos, como os do MST, além de invadir propriedades que não lhes pertencem, ainda consigam acesso a benefícios. Precisamos cuidar para que recursos públicos não sejam usados em propriedades sem legitimidade fundiária, o que acaba incentivando invasões e gerando insegurança no campo”, afirmou o deputado.
O texto aprovado, relatado por Medeiros, proíbe que pessoas envolvidas em invasão de terras sejam beneficiadas por programas governamentais voltados à agricultura familiar. Além disso, exige a comprovação da propriedade ou posse legítima do imóvel e inscrição ativa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para participação em programas públicos.
Para Medeiros, a medida corrige falhas que vinham permitindo o acesso irregular a recursos públicos. Segundo ele, a proposta garante que os investimentos cheguem a quem realmente trabalha no campo, evitando que ocupações ilegais sejam beneficiadas.
“Os critérios passam a ser mais rígidos para o acesso a políticas públicas. Isso garante mais segurança jurídica e evita distorções na destinação de recursos”, explicou.
O parecer teve três votos contrários de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT). O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), antes de avançar na tramitação na Câmara dos Deputados.
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