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Marco histórico – CONTAG elege a primeira mulher para ocupar o cargo de presidente da instituição

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A Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) realizou a eleição de seus novos dirigentes na última quinta-feira (3) durante as atividades do 14º Congresso Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (14º CNTTR) ocorrido no município de Luziânia (GO). O pleito resultou em um momento histórico –  Vânia Marques foi a primeira mulher eleita como presidente da CONTAG em mais de 60 anos de história da Confederação. A Secretária-Executiva Marília Leão e o assessor técnico Alfredo Pereira do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), representaram a instituição na cerimônia de abertura. 

Na ocasião, foi estabelecida a nova Diretoria, Conselho Fiscal e Suplentes da CONTAG para a gestão 2025-2029.  A chapa unitária “Unidade e Empoderamento: Fortalecendo a Agricultura Familiar” obteve 1.338 votos representando um percentual de 96,6% dos votos válidos. Vânia Marques Pinto é agricultora familiar, formada em Pedagogia da Terra e Mestra em Educação do Campo. Atualmente, desempenhava a função de secretária de Política Agrícola na Confederação.  

Vânia Marques recebe a missão de ser a primeira mulher exercendo o comando da instituição com muito entusiasmo. “Estou confiante de que esse projeto não é só meu é um projeto coletivo onde represento várias outras mulheres e pretendo construir coletivamente”. Afirmou. Ela reitera a importância da união das mulheres agricultoras nesse processo que culminou em sua vitória. “Uma frase que eu gosto de dizer é: eu sou porque nós somos. 

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A dirigente também ressaltou a importância do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). Vânia relatou o quão prejudicial foi o período em que o Conselho esteve desativado. “Quando o Consea foi extinto nós vimos os números alarmantes que a população brasileira foi submetida a uma fragilidade na alimentação voltando inclusive ao mapa da fome”, declarou.  

Vânia Marques ratificou a relevância da Confederação integrar o Conselho. “A participação da CONTAG dentro do Consea é fundamental. Nós representamos a agricultura familiar, estamos em quase quatro mil municípios e temos a responsabilidade de discutir com muita seriedade as pautas que são trazidas para dentro do Consea a exemplo das políticas públicas que garantem a segurança e a soberania alimentar” finalizou.

Juntamente com Maria José Morais, Vânia Marques foi conselheira do Consea no mandato 2023-2025. Ambas estão indicadas para representar a CONTAG no próximo mandato que terá início após a apreciação e nomeação das (os) novas (os) conselheiras/os pelo Presidente da República.


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Fonte: Secretaria-Geral

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Projeto que acaba com a escala 6×1 atende a uma demanda histórica dos trabalhadores, dizem ministros

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O Governo do Brasil encaminhou ao Congresso Nacional, com regime de urgência, o projeto de lei que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa apenas um na semana. A iniciativa integra a agenda de valorização dos trabalhadores e trabalhadoras do país.

O anúncio foi detalhado em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (15), no Palácio do Planalto, com a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

A proposta foi enviada pelo presidente Lula com o objetivo de garantir a aprovação  no menor tempo possível. “Fim da escala 6×1 é um grito de liberdade do trabalhador brasileiro”, disse o ministro Guilherme Boulos

Ele acrescentou que proposta enviada pelo presidente Lula ao Congresso busca garantir mais qualidade de vida, tempo para as famílias e melhores condições de trabalho no país.

O ministro Marinho ressaltou que a proposta também dialoga com desafios estruturais do mercado de trabalho brasileiro, especialmente no que diz respeito à saúde e à produtividade. “Melhorar o ambiente de trabalho é fundamental. Um ambiente saudável reduz o absenteísmo, melhora a concentração e o foco, sem levar ao adoecimento ou ao estresse. Jornadas excessivas e situações como assédio moral tornam o ambiente prejudicial e podem levar ao adoecimento mental”, afirmou.

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Ele acrescentou que condições adequadas de trabalho contribuem para prevenir doenças profissionais, reduzir acidentes e elevar a produtividade. “A produtividade é o que o Brasil precisa. Um trabalhador com mais qualidade de vida produz mais e melhor”, disse.

Histórico

Durante a coletiva, o ministro Guilherme Boulos destacou o caráter histórico da medida e sua importância para a população trabalhadora. “É um dia muito importante. O fim da escala seis por um representa um verdadeiro grito de liberdade do trabalhador brasileiro. Trata-se de uma escala desumana. A jornada de 44 horas semanais existe desde a Constituição de 1988. Já são 38 anos sem redução da jornada de trabalho no Brasil”, afirmou.

Segundo o ministro, a iniciativa responde a uma demanda crescente da sociedade e deve ser compreendida como uma política voltada à “família trabalhadora”. “O presidente ouviu o clamor de trabalhadores e trabalhadoras que estão exaustos, adoecendo, enfrentando burnout, sem tempo para descanso, para o autocuidado ou para estar com suas famílias. O fim da escala seis por um é uma reparação histórica: devolve tempo ao trabalhador”, acrescentou.

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A proposta integra um conjunto de ações do governo federal voltadas à promoção do trabalho digno e à melhoria das condições de vida da população. De acordo com os ministros, o tema vem sendo debatido com o Congresso Nacional, o setor produtivo e a sociedade civil.

A tramitação em regime de urgência – até 45 dias na Câmara e 45 dias no Senado –  estabelece prazos mais curtos para análise da matéria, sem dispensar o diálogo entre os Poderes. O objetivo é assegurar celeridade à proposta e avançar na garantia de direitos para trabalhadores e trabalhadoras de todo o país.

O debate agora segue no Congresso Nacional, onde a proposta será analisada. A expectativa do governo é de que a medida avance com rapidez, consolidando mais um passo na valorização do trabalho e na construção de um país mais justo.

Fonte: Secretaria-Geral

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