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Projeto que acaba com a escala 6×1 atende a uma demanda histórica dos trabalhadores, dizem ministros

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O Governo do Brasil encaminhou ao Congresso Nacional, com regime de urgência, o projeto de lei que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa apenas um na semana. A iniciativa integra a agenda de valorização dos trabalhadores e trabalhadoras do país.

O anúncio foi detalhado em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (15), no Palácio do Planalto, com a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

A proposta foi enviada pelo presidente Lula com o objetivo de garantir a aprovação  no menor tempo possível. “Fim da escala 6×1 é um grito de liberdade do trabalhador brasileiro”, disse o ministro Guilherme Boulos

Ele acrescentou que proposta enviada pelo presidente Lula ao Congresso busca garantir mais qualidade de vida, tempo para as famílias e melhores condições de trabalho no país.

O ministro Marinho ressaltou que a proposta também dialoga com desafios estruturais do mercado de trabalho brasileiro, especialmente no que diz respeito à saúde e à produtividade. “Melhorar o ambiente de trabalho é fundamental. Um ambiente saudável reduz o absenteísmo, melhora a concentração e o foco, sem levar ao adoecimento ou ao estresse. Jornadas excessivas e situações como assédio moral tornam o ambiente prejudicial e podem levar ao adoecimento mental”, afirmou.

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Ele acrescentou que condições adequadas de trabalho contribuem para prevenir doenças profissionais, reduzir acidentes e elevar a produtividade. “A produtividade é o que o Brasil precisa. Um trabalhador com mais qualidade de vida produz mais e melhor”, disse.

Histórico

Durante a coletiva, o ministro Guilherme Boulos destacou o caráter histórico da medida e sua importância para a população trabalhadora. “É um dia muito importante. O fim da escala seis por um representa um verdadeiro grito de liberdade do trabalhador brasileiro. Trata-se de uma escala desumana. A jornada de 44 horas semanais existe desde a Constituição de 1988. Já são 38 anos sem redução da jornada de trabalho no Brasil”, afirmou.

Segundo o ministro, a iniciativa responde a uma demanda crescente da sociedade e deve ser compreendida como uma política voltada à “família trabalhadora”. “O presidente ouviu o clamor de trabalhadores e trabalhadoras que estão exaustos, adoecendo, enfrentando burnout, sem tempo para descanso, para o autocuidado ou para estar com suas famílias. O fim da escala seis por um é uma reparação histórica: devolve tempo ao trabalhador”, acrescentou.

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A proposta integra um conjunto de ações do governo federal voltadas à promoção do trabalho digno e à melhoria das condições de vida da população. De acordo com os ministros, o tema vem sendo debatido com o Congresso Nacional, o setor produtivo e a sociedade civil.

A tramitação em regime de urgência – até 45 dias na Câmara e 45 dias no Senado –  estabelece prazos mais curtos para análise da matéria, sem dispensar o diálogo entre os Poderes. O objetivo é assegurar celeridade à proposta e avançar na garantia de direitos para trabalhadores e trabalhadoras de todo o país.

O debate agora segue no Congresso Nacional, onde a proposta será analisada. A expectativa do governo é de que a medida avance com rapidez, consolidando mais um passo na valorização do trabalho e na construção de um país mais justo.

Fonte: Secretaria-Geral

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Jovens Defensores Populares celebra formação de lideranças comunitárias no Distrito Federal

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Brasília, 14/4/2026 – O programa Jovens Defensores Populares comemorou, no último sábado (11), a formação da primeira turma na capital federal. A solenidade foi realizada no auditório da Fiocruz Brasília (DF) e contou com a presença de 120 formandos das regiões de Ceilândia I, Ceilândia II, São Sebastião e Sobradinho.

Criado a partir de uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto faz parte do Pronasci II e oferece a jovens de 18 a 29 anos um percurso formativo voltado ao conhecimento, à identificação de violações de direitos e à defesa de direitos, promovendo a cidadania e fortalecendo comunidades periféricas.

Durante a solenidade, os jovens apresentaram mapas cartográficos sociais desenvolvidos ao longo de um ano de participação no projeto, retratando o cotidiano das comunidades a partir do olhar de quem vive essa realidade.

Além do Distrito Federal, o Jovens Defensores Populares também está presente nos estados da Bahia (BA), Pará (PA), Pernambuco (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), levando cultura, educação e conhecimento em direitos a diferentes regiões do País. Estima-se que mil jovens participem atualmente do projeto.

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Para a secretária nacional da Saju, Sheila de Carvalho, a inovação do programa está na combinação entre o saber jurídico e a vivência nas comunidades. “Esses jovens não estão apenas aprendendo sobre direitos, estão transformando seus territórios com ações concretas, fortalecendo redes e criando novas formas de acesso à Justiça”, destacou.

O tradicional “bailão”, que marca o encerramento do Jovens Defensores Populares, também ocorreu no encerramento da turma do DF. A festa foi realizada no Armazém do Campo e contou com ampla programação musical e artística, reforçando a importância da cultura como ferramenta de mobilização.

Também estiveram presentes a deputada federal Érika Kokay (PT); a coordenadora-geral de Justiça Racial da Saju, Priscilla Rocha; a diretora-executiva da Escola de Governo Fiocruz, Luciana Sepúlveda; a vice-diretora do campus Ceilândia da UnB, Laura Mangilli; o coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, André Sobrinho; e o coordenador distrital do projeto Jovens Defensores Populares, Gabriel Sales.

Realidade desafiadora

Embora o Distrito Federal lidere o ranking nacional de maior renda per capita do Brasil (R$ 4.538), há regiões onde a realidade é bem diferente. Um exemplo é o Sol Nascente, na Ceilândia, hoje considerado a maior favela do Brasil, onde cada pessoa sobrevive com aproximadamente R$ 845. Esse valor, segundo especialistas, escancara a desigualdade existente no Brasil.

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Nesse cenário, a participação no projeto Jovens Defensores Populares representa uma conquista que vai além do diploma: é um passo importante na formação de jovens para atuar como agentes de mudança em suas comunidades.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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