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Marcas do desenvolvimento econômico de Nova Ubiratã

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Município pujante, destacado pela potencialidade e riqueza transparecida pelos exemplos da agricultura ao longo dos anos. No tempo que estive frente da Secretaria de Agricultura de Nova Ubiratã acompanhei “in loco” as dificuldades do homem no campo. Nessa terra, obtive conhecimento, ou seja, me preparei tecnicamente, através da graduação de Agronomia, executando trabalhos voltados a minha profissão diuturnamente para ajudar os produtores rurais, por meio do incentivo, além de buscar meio para a implantação de novas tecnologias para otimizar a execução das atividades no campo, dando celeridade, visibilidade, além do aumento do cultivo, resultando na valorização da produção da região.
É visível as mudanças e o fortalecimento da agricultura quando estive comandando a pasta. Trilhamos novos caminhos nesse rico setor de tanta importância para Nova Ubiratã. A proximidade com os produtores, o desenvolvimento e conquistas consideráveis, alavancando o município como região potencializada do agronegócio, tornando igualitária as outras cidades pertencentes ao eixo da BR-163. Trabalhos que me fez colher resultados para ir avante, tanto que fui eleito prefeito do município por dois mandatos.
Como chefe executivo municipal de Nova Ubiratã recebi vários desafios bem maiores de quando fui secretário de Agricultura. Essa força, garra e determinação que carrego desde que cheguei na região me fez superar e ir avante, abraçando as responsabilidades em prol de uma Nova Ubiratã de referência no estado, desenvolvida economicamente em todos os âmbitos, propondo melhor qualidade de vida à população.
A batalha foi grande e a luta árdua, porém o caminho foi correto, valendo a pena. Durante minha gestão de 2013 e 2020 a cidade foi ganhando notoriedade em comparação com os municípios vizinhos da região, no quesito econômico e estrutural, através do avanço considerável, atingindo metas e objetivos que antes pareciam inatingíveis. Visando o futuro, planejamos metas e cumprimos. O progresso nunca esteve tão intenso, como foi na minha administração
Estive à frente da presidência do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Alto Teles Pires (Cidesa), durante dois anos. O Cidesa é formado por 12 cidades do norte de Mato Grosso e possui entre suas propostas a descentralização das licenças ambientais junto a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e a regularização fundiária nas áreas rurais e urbanas dos assentamentos, principalmente porque o mesmo atende mais de 7,5 mil famílias e tem como meta o fomento da agricultura familiar. Também fui presidente do Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires. Com isso, agregamos proposituras e ações direcionadas ao campo e a saúde. Durante a gestão nesses consórcios, tive a oportunidade de conhecer as maiores dificuldades enfrentadas em nossa região. Adquiri experiência regional para definir prioridades. Batalhei incansavelmente em prol do crescimento regional. Foi preciso expandir essas prioridades em torno da saúde, economia, educação, infraestrutura, moradia e segurança. Levando esses investimentos aos moradores de todas as cidades do Médio Norte de Mato Grosso.

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Um dos momentos emocionantes enquanto prefeito de Nova Ubiratã foi a realização do sonho de muitas famílias com a chegada da energia elétrica em 100% das propriedades rurais, na qual tornou a cidade a capital da Titulação Agrária, ajudando inúmeros produtores rurais. Um marco histórico com a titulação agrária, exemplo para a criação do Programa Titula Brasil, do Governo Federal. Ação de grande magnitude que me enche de orgulho e satisfação.
Dos quatro assentamentos de Nova Ubiratã, com 960 lotes, a Titulação Agrária foi responsável pela entrega de mais de 700 títulos. Contando com a ilustre presença do presidente da república Jair Bolsonaro na cerimônia de entrega das documentações aos produtores rurais.
Posso afirmar que Nova Ubiratã caminhou à passos largos na infraestrutura, com a pavimentação de ruas de alguns bairros. Em oito anos de gestão, expandiu de forma considerável a arrecadação do município, registrando crescimento do orçamento, passando de 28 milhões para 86 milhões, em 2022, ou seja, 207% de aumento na arrecadação , o que garantiu mais investimentos no campo e na cidade. Em minha administração conquistamos 13 hectares para a construção de 270 casas populares, garantindo moradia há centenas de famílias.
Acompanhei o desenvolvimento do projeto da instalação de indústria de etanol no município desde o início. A empresa gerou centenas de empregos e renda para a população, também trazendo benefícios econômicos para a região através da receita. Fui responsável pelos estudos e a busca por investimentos para o asfaltamento de rodovias que ligam Nova Ubiratã as cidades de Lucas do Rio Verde e Vera, onde contribuirá para a logística e o escoamento dos produtos agrícolas para fora de Mato Grosso. Projetos de pavimentação de estradas que logo tornará realidade.
Nesse período de crescimento a cidade também obteve uma alta valorização imobiliária. Além da realização de projetos sociais em oito anos à frete da prefeitura, com investimento em Saúde, Educação, Esporte e Lazer. Em dois mandatos, Nova Ubiratã se destacou em estrutura e qualidade de vida, tanto que atraiu pessoas de outros estados brasileiros para morar na região.

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Por Valdenir José dos Santos –engenheiro agrônomo e ex-prefeito de Nova Ubiratã

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Parece que foi ontem

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Por Antônio Joaquim

Parece que foi ontem. Dia 7 de abril de 2000. A lembrança da minha nomeação ao Tribunal de Contas de Mato Grosso ainda me vem com nitidez, como se o tempo não tivesse passado com a velocidade que, hoje percebo, ele realmente passou. São 26 anos de uma jornada que começou com expectativas, desafios e um profundo senso de responsabilidade pública. Ao revisitar essa trajetória, o sentimento que emerge é uma mistura de saudosismo e gratidão. Saudosismo pelas etapas vividas, pelas pessoas que caminharam ao meu lado e pelos momentos que ajudaram a construir quem sou hoje. E gratidão pela oportunidade de servir ao Estado de Mato Grosso e o Brasil em diferentes frentes ao longo da vida pública.

Antes mesmo de chegar ao Tribunal de Contas, tive a honra de atuar no Parlamento. Primeiro como um aguerrido deputado estadual, na trincheira da oposição, inclusive durante a Constituinte Estadual. Fui o “brizolinha pantaneiro”, em referência ao guerreiro Leonel Brizola, nosso líder no PDT. Tinha como marcas de atuação a determinação e a lealdade. Aprendi desde cedo que você pode ser firme, convicto, mas precisa sempre respeitar aliados e adversários. Depois, na Câmara dos Deputados, vivi momentos especiais como deputado federal, um dos mais votados de Mato Grosso. Foram experiências que moldaram minha compreensão sobre a importância das instituições e do compromisso com o bem comum.

No Governo Dante de Oliveira, pude contribuir com políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do nosso Estado, em um período de grandes transformações estruturais em um Estado que estava quebrado, falido se o poder público pudesse falir. Fui secretário de Infraestrutura e Secretário de Estado de Educação, com letras maiúsculas. Disparado, a maior e mais inesquecível experiência, pelas marcas deixadas em minha trajetória pública. Vem desse período minha verdadeira paixão pela causa da educação pública. Eu acredito no poder transformador da educação. Transforma a si, transforma o próximo. Transforma e melhora a sociedade. Aproveito para homenagear todos aqueles que dedicam a vida ao ensino, a começar pela minha esposa Tânia, professora de carreira, minha educadora.

Mas foi no Tribunal de Contas que encontrei um espaço permanente de construção. Aqui, ao longo desses anos, fortaleceu-se em mim a convicção de que o controle externo vai muito além da fiscalização da gestão dos recursos públicos: ele é instrumento de cidadania. Por isso, sempre defendi o fortalecimento do controle social, como forma de aproximar a sociedade da gestão pública e, com a participação cidadã, retroalimentar o controle externo. O cidadão está sempre onipresente. Quando participa, fala, denuncia, cobra, transforma a vida social e impulsiona as instituições. Acredito que cidadãos bem-informados participam melhor, cobram melhor e ajudam a construir governos mais responsáveis. Impossível não lembrar de iniciativas como o projeto Consciência Cidadã, que nasceram dessa crença. Não fui pai desse projeto, mas fui padrinho, padrasto.

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Em nível nacional, tive a honra de contribuir para o desenvolvimento do sistema Tribunais de Contas. Na presidência da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, trabalhei para mudar o foco da entidade, direcionando esforços para a melhoria concreta das nossas instituições de controle externo. A Atricon, quando assumi, era uma instituição corporativa, voltada praticamente para o interesse do associado. Como os Tribunais de Contas até hoje carecem de um conselho nacional que os organiza e fiscaliza, a exemplo do CNJ para o Poder Judiciário, e o CNMP, para o Ministério Público (órgãos de controle criados pela Emenda Constitucional 40), entendi que a Atricon tinha que organizar o sistema e lutar pela melhoria dos Tribunais de Contas brasileiros.

Parece um passado longínquo, mas em 2012, existiam tribunais de ponta e muitos abaixo da linha do aceitável. Minha gestão foi um marco transformador. Falo isso pelo sem-número de homenagens que recebo constantemente por ter sido esse líder naquele momento histórico. Foi um período de intensa dedicação, do qual resultaram iniciativas estruturantes, como o Marco de Medição de Desempenho dos Tribunais de Contas, o MMD-TC, iniciado com outro nome o QATC, programa que avaliava a qualidade e agilidade dos tribunais. Atualmente, todos os 33 Tribunais de Contas se submetem a essa avaliação. Com certeza, a evolução de todos passou por esse programa.

Para essa época da minha vida, homenageio a memória do saudoso conselheiro Salomão Ribas (TCE-SC). Ele que inventou minha candidatura, em um congresso da Atricon em Belém (PA), uma ideia que teve a adesão de outros dois ícones, Thiers Montebello (TCM/RJ) e Chico Neto (TCM-BA). Disse-me Salomão, secretamente: “eu não posso, mas você, novo e pouco desconhecido, pode nos provocar um terremoto necessário”. Como desafio pouco é bobagem, aceitei fui lançado aos leões. Não custa lembrar que, diferente do CNJ e CNMP, era e ainda é a mensalidade dos associados que banca o trabalho da Atricon de melhorar instituições públicas. Por isso, fui amado, odiado, mas felizmente hoje exaltado.

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Ver, anos depois, o avanço dessas e outras ações na Atricon e em todo o Sistema Tribunais de Contas, como o Programa Nacional de Transparência Pública – minha última contribuição nacional mesmo apenas como membro da entidade, proposta de 2021 – reforça a certeza de que cada esforço valeu e continua valendo a pena. Logicamente, são conquistas que não pertencem a uma pessoa, mas a todos que acreditam na força das instituições.

No Tribunal de Contas de Mato Grosso, para além da atividade obrigatória voltada à fiscalização e o julgamento de contas públicas, uma das causas que mais têm mobilizado minha atuação é a educação pública, agora presidindo a Comissão Permanente de Educação e Cultura.  Em especial, a atenção à primeira infância e a defesa da construção de creches como política essencial para o futuro, com ajuda do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política de Educação (GAEPE), uma iniciativa de governança colaborativa.

Cuidar das nossas crianças é, sem dúvida, o maior investimento que podemos fazer enquanto sociedade. Essa causa tem-me nutrido diariamente, em conjunto com a atuação como conselheiro ouvidor do TCE-MT. Nessa área, basta lembrar que em menos de cinco anos, como trabalho de mobilização, orientação, treinamento, conseguimos influenciar e fazer com que praticamente todos os órgãos públicos tenham criado sua Ouvidoria Pública.

Ao olhar para trás, é impossível não sentir saudade. Mas é uma saudade serena, acompanhada do orgulho pelas sementes plantadas e pelos resultados alcançados. O tempo passou — rápido, talvez até mais do que eu gostaria —, mas deixou marcas positivas, aprendizados e realizações. Se hoje parece que foi ontem, é porque cada momento vivido foi significativo. E é com esse mesmo espírito que sigo adiante, renovando o compromisso com o serviço público, com a ética e com a construção de um Estado cada vez melhor.

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