AGRONEGÓCIOS

Mapa trabalhará para reconhecimento de equivalência do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica

Publicados

em

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou, nesta terça-feira (12), que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) irá trabalhar para aumentar o alcance dos produtos orgânicos brasileiros para parceiros comerciais.

“A gente está tratando de intensificar as relações comerciais por reciprocidade para os orgânicos brasileiros com os países que o Brasil tem relação comercial”, disse Fávaro.

O Brasil atua com o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg) que já é reconhecido pelo Chile como equivalente ao seu sistema e o Brasil também reconhece o sistema chileno. Isso significa que produtos orgânicos brasileiros certificados com este selo podem ser comercializados no Chile sem necessidade de recertificação. E o mesmo vale para produtos orgânicos chilenos.

O objetivo é intensificar a reciprocidade com países do Mercosul, fortalecer e propiciar o crescimento do setor no Brasil.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Seminário debate segurança jurídica no campo e impactos das demarcações de terras

AGRONEGÓCIOS

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

Publicados

em

Por

A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Leia Também:  Agronegócio fecha 11 meses com superávit de R$ 115,9 bilhões

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Leia Também:  Levantamento mostra que acesso precário à internet limita o potencial do campo

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA