Economia

Governo estadual paga servidores nesta quinta-feira, incluindo 50% do 13° salário aos efetivos

Publicados

em

JB News

Com o pagamento serão injetados quase R$ 1 bilhão na economia estadual
Por Ademar Andreola

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Fazenda (Sefaz), vai pagar nesta quinta-feira (30.06), os salários dos servidores do Poder Executivo, relativos ao mês de junho. A folha inclui também o valor referente a 50% do 13º salário dos efetivos, pensionistas e aposentados. O total da folha líquida alcança R$ 935.813.826. Deste total, 603 milhões são relativos à salários e R$ 332 mi, da primeira parcela do 13º.

A exemplo dos meses anteriores, a remuneração será paga dentro do mês trabalhado, seguindo o cronograma de pagamento divulgado no início do ano pelo governador Mauro Mendes.

“Este é mais um compromisso que cumprimos com os nossos servidores. Salário rigorosamente em dia e metade do 13° antecipado aos efetivos. Vai aliviar o bolso de milhares de servidores e também aquecer a nossa economia. Todo mundo sai ganhando”, destaca o governador Mauro Mendes.

De acordo com dados da Secretaria Adjunta do Tesouro Estadual, do total da folha líquida dos servidores ativos, R$ 406.238.218 são referentes ao salário do mês de junho e R$ 192.389.815 são da primeira parcela do 13º salário. 

Leia Também:  Grupo Flor Ribeirinha celebra os seus 27 anos com uma live muito especial nesta segunda-feira

“Num momento de turbulência na área econômica, com inflação em alta, o governo faz a sua parte e injeta quase um bilhão de reais no comércio, indústria e serviços. O governo adotou medidas necessárias para alcançar o equilíbrio fiscal e colocar em ordem as finanças do Estado, para que pudéssemos, dentre outras ações, pagar os salários em dia. Temos nos empenhado para continuar cumprindo com este compromisso rigorosamente”, afirma o secretário”, afirma o secretário estadual de Fazenda, Fábio Pimenta.

Vale lembrar que na primeira parcela do 13º salário não há dedução de IR. Para os comissionados, o pagamento será em parcela única, no dia 17 de dezembro.

Conforme o calendário de pagamento divulgado no início do ano, a segunda parcela do 13º salário dos servidores efetivos, pensionistas e aposentados será quitada no dia 19 de dezembro, junto com o 13º salário dos servidores comissionados. A folha de dezembro estará liberada no dia 23.

Cerca de 115 mil servidores ativos, inativos e pensionistas vão receber seus proventos. As ordens de pagamento foram encaminhadas ao Banco do Brasil nesta quarta-feira (29.06) e a previsão é de que que até o meio dia de quinta-feira (30/06) todos os depósitos já terão sido processados pela instituição financeira.

Leia Também:  Situação dos professores e de povos indígenas é tema de reunião na AL

 

COMENTE ABAIXO:

Economia

Mourão fala sobre impacto de guerras, inflação global, critica pacto federativo, e cobra equilíbrio fiscal do governo federal durante Fórum LIDE em Cuiabá

Publicados

em

Por

JB News

por Emerson Teixeira

Durante participação no Fórum LIDE Mato Grosso 2026, nesta terça-feira, em Cuiabá, o senador Hamilton Mourão fez uma análise ampla sobre os principais entraves econômicos e institucionais enfrentados pelo país e defendeu uma agenda de reequilíbrio fiscal, fortalecimento do pacto federativo e pacificação entre os Poderes. Em sua passagem pela capital mato-grossense como palestrante do encontro, Mourão afirmou que o Brasil atravessa um momento decisivo e precisa corrigir distorções estruturais para voltar a crescer com estabilidade.

Ao abordar a realidade fiscal do país, Mourão criticou a concentração de receitas na esfera federal e afirmou que o modelo atual de arrecadação se tornou insustentável para estados e municípios. Segundo ele, a União concentra a maior parte dos tributos, enquanto prefeitos e governadores assumem a maior parte das demandas da população, especialmente nas áreas mais sensíveis da gestão pública. Na avaliação do senador, esse desequilíbrio compromete a capacidade de investimento local, trava obras, limita políticas públicas e enfraquece a capacidade de resposta dos municípios diante das necessidades diárias da população.

Mourão ressaltou que os municípios são os entes mais pressionados dentro da estrutura federativa, porque são eles que recebem diretamente as demandas por saúde, educação, assistência social, mobilidade urbana, saneamento e infraestrutura básica. Segundo ele, esse descompasso entre obrigação e arrecadação gera um efeito em cascata: compromete serviços, dificulta planejamento e aumenta a dependência de transferências federais e emendas parlamentares. Para o senador, o Brasil precisa discutir uma nova lógica de repartição de recursos, com critérios mais justos e maior autonomia para estados e cidades.

Leia Também:  Prefeitos de MT vão participar de videoconferência para unificar ações de combate á Covid-19

Ao comentar a reforma tributária, Mourão reconheceu o esforço do Congresso Nacional para destravar uma pauta histórica e afirmou que o Parlamento atuou de forma intensa para construir o texto aprovado. Segundo ele, houve mobilização de lideranças, debates técnicos e articulação política para viabilizar a proposta. No entanto, o senador demonstrou preocupação com a etapa seguinte: a implementação prática da reforma.

Na avaliação de Mourão, o maior desafio agora não está mais na aprovação da lei, mas na capacidade do governo federal de colocar em funcionamento toda a nova estrutura de arrecadação, compensação e distribuição prevista. Ele citou como pontos sensíveis o funcionamento do comitê gestor, os mecanismos de transição para estados exportadores, a compensação de perdas e a segurança jurídica para o setor produtivo. Segundo Mourão, qualquer falha nessa engrenagem pode provocar insegurança para investidores, impactar cadeias produtivas e gerar efeitos negativos sobre emprego e arrecadação.

Ao falar especificamente de Mato Grosso, o senador destacou que o estado precisa acompanhar de perto os desdobramentos da reforma por ocupar posição estratégica na economia brasileira. Mourão lembrou que Mato Grosso é um dos maiores produtores de alimentos do país, tem forte participação nas exportações e exerce papel central na balança comercial nacional. Para ele, mudanças mal calibradas na estrutura tributária podem afetar desde o produtor rural até os setores de transporte, armazenagem, indústria e comércio.

O senador também chamou atenção para o cenário externo e afirmou que o Brasil vive um momento de pressão econômica global que exige prudência e estabilidade. Mourão citou os conflitos internacionais, a instabilidade geopolítica, a elevação do preço do petróleo e os impactos inflacionários como fatores que pressionam custos internos e reduzem margens de crescimento. Segundo ele, em um cenário de incerteza mundial, países que não oferecem previsibilidade institucional acabam sofrendo mais com fuga de investimentos, retração econômica e perda de competitividade.

Leia Também:  Situação dos professores e de povos indígenas é tema de reunião na AL

Na avaliação de Mourão, o Brasil precisa se preparar para esse ambiente internacional adverso com responsabilidade fiscal, contas públicas equilibradas e ambiente favorável à produção. O senador defendeu medidas que deem segurança ao setor privado, estimulem investimentos e permitam ao país manter sua capacidade de crescimento mesmo diante de turbulências externas.

Em sua análise política, Mourão também fez um alerta sobre o momento institucional do país. Segundo ele, o ambiente de tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário tem fragilizado a confiança da população e criado um cenário de instabilidade que afeta diretamente a economia e a governabilidade. O senador afirmou que o pacto institucional firmado com a Constituição de 1988 passa por um momento de desgaste e precisa ser preservado com diálogo, equilíbrio e respeito às atribuições de cada Poder.

Para Mourão, quando há insegurança institucional, quem mais sofre é a população, que sente os efeitos da paralisação administrativa, da demora nas decisões e da ausência de consensos mínimos para enfrentar problemas estruturais. Em Cuiabá, o senador defendeu que o Brasil retome uma agenda centrada em previsibilidade, responsabilidade e cooperação institucional, como base para recuperar a confiança, impulsionar investimentos e garantir desenvolvimento sustentável para o país.
VEJA :

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA