Saúde

Em MT, cerca de 150 a cada 100 mil habitantes recebe prognóstico de câncer colorretal

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JB News 

  1. Por Fábio Monteiro

Especialista alerta sobre sintomas e importância de detecção precoce

Setembro é considerado o mês de conscientização e alerta para a incidência do câncer colorretal, que atinge a área do intestino. Elencado como o terceiro tipo mais comum no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), as estimativas apontam que, por ano, quarenta mil novos casos sejam identificados.

Em Mato Grosso, de acordo com o cirurgião oncológico da Oncolog, Dr. Rafael Sodré, o prognóstico é de 150 a 180 casos para cada cem mil habitantes. O tumor, que surge no intestino grosso e reto, em 90% dos casos, tem origem a partir de um pólipo adenomatoso que, ao longo dos anos, passa por alterações progressivas em suas células.

“O câncer colorretal é silencioso. Por isso, a colonoscopia é o melhor método de rastreamento e vigilância. Quanto antes for realizado o diagnóstico, mais cedo é possível iniciar o tratamento e, dessa forma, maiores são as chances de cura para o paciente”, comenta o especialista.

Para diminuir as probabilidades, de acordo com o Dr. Rafael Sodré, é importante estar com as consultas médicas em dia e prestar atenção aos possíveis sinais de alerta. Entre eles, sangue ou alterações na forma física das fezes, dor ou desconforto abdominal, anemia, perda de peso sem causa aparente e na massa abdominal.

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“A recomendação das sociedades de oncologia é que pessoas acima de 45 anos façam a colonoscopia, mesmo sem fatores de risco, pólipo (verruga) ou doença inflamatória. Se estiver tudo normal, pode repetir o exame dentro de cinco anos. Se identificar um pólipo, repetir anualmente”, pontua o cirurgião oncológico.

A grande problemática, alerta o especialista, é que tanto a doença, quanto o exame que a identifica, são considerados um tabu entre as pessoas. “O que precisa ser entendido é que quanto mais soubermos, conhecermos sobre os sintomas, mais chances temos de identificar de uma maneira precoce. E no câncer, isso salva vidas”, diz Sodré.

Ainda quanto a prevenção, o médico reforça que alguns hábitos saudáveis podem ser adotados no dia-a-dia, como evitar o tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas, praticar atividades físicas com regularidade, ter alimentação rica em fibras e livre de alimentos ultraprocessados e menor ingestão de carne vermelha.

“A doença tem cura e as chances estão inteiramente relacionadas à fase em que o tumor é diagnosticado, sendo que a probabilidade pode variar entre 10% e 95%”, reitera Sodré. Conforme dados do Radar do Câncer, 75% dos casos diagnosticados em 2021 foram em fases mais avançadas.

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O portal Radar do Câncer apontou também que 78.97% das pessoas em Mato Grosso iniciaram o tratamento, em 2022, com idades acima de 50 anos. O estado também ocupa o 7º lugar no ranking em que a população busca o tratamento de maneira muitas vezes considerada tardia.

Perdendo apenas para os estados de Goiás, Espírito Santo, Rondônia, Acre, Alagoas e a cidade de Brasília (DF).

Estrutura 

Muitas cidades não apresentam a infraestrutura necessária para atendimento dos pacientes oncológicos e por isso surge a necessidade de deslocamento até uma região em que a assistência seja mais eficiente. No caso do câncer colorretal, 54,96% dos pacientes de Mato Grosso fizeram procedimentos fora do seu município de residência.

Pensando nisso a OncoLog, clínica moderna e completa para prevenção e tratamento de câncer, prioriza um atendimento humanizado e possui unidades de atendimento na sua sede, que fica localizada no Santa Rosa Tower, e em unidades no Hospital do Câncer de Mato Grosso e no Santa Helena.

Além disso, podem ser encontradas unidades de infusão na Clínica Vida, em Várzea Grande, no Hospital das Clínicas de Primavera do Leste e no São Matheus, no município de Cáceres.

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Saúde

Estudantes participam de imersão federal em gestão do SUS no Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde recebe em Brasília (DF), até sexta-feira (17), estudantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo para uma imersão federal sobre o funcionamento da gestão do Estado brasileiro. A atividade, que teve início na segunda-feira (13), tem como objetivo proporcionar que os estudantes entendam o ciclo das políticas públicas, desde a sua criação e implementação até a análise de resultados e desafios práticos.

A metodologia da atividade prevê perguntas problematizadoras para que os alunos possam propor soluções para os principais desafios enfrentados pela saúde pública no país na atualidade. Serão trabalhados temas como financiamento e governança do SUS, além de compras governamentais e judicialização em saúde.

O secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda, deu as boas-vindas aos alunos e fez uma contextualização da gestão federal do SUS. Apontou os principais avanços alcançados na gestão vigente, como a retomada de políticas e programas estratégicos, em especial, a ampliação do acesso à atenção especializada, com o programa Agora Tem Especialistas, como também pontuou os principais desafios atuais. 

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“Avançamos em muitas frentes, mas alguns desafios ainda persistem. Assim, contamos com o apoio dos futuros administradores públicos, desde já, a construir soluções tecnológicas e inovadoras para tornar o SUS cada vez mais universal, integral e com equidade”, defendeu.

A iniciativa integra uma disciplina do curso de Administração Pública da FGV e tem como dinâmica divisão em grupos e alocação dos estudantes em diferentes órgãos públicos federais, como ministérios ou agências reguladoras. Neste semestre, a turma está dividida entre o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Saúde (MS) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

“Para além de adquirir conhecimento técnico, a imersão é importante para que os alunos observem o cotidiano do gestor público federal e, assim, possam compreender as complexidades do dia a dia da administração pública”, relatou André Guzzi, vice-coordenador do curso de graduação em Administração Pública da FGV.

Antes da viagem para Brasília, o grupo responsável pela temática da saúde pesquisou sobre a atuação do Ministério da Saúde na gestão federal do SUS. Ao final da semana de imersão, os estudantes apresentarão os aprendizados em uma banca avaliadora, incluindo professores da FGV e membros do ministério.

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Além da imersão federal, o curso de Administração Pública da FGV conta ainda com outras etapas práticas para formar uma visão completa da gestão, desde etapas imersivas em níveis da gestão municipal e estadual, até uma conexão internacional com países do hemisfério sul. 

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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