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CNJ pauta julgamento de magistrados de MT envolvidos em escândalos de corrupção e venda de sentenças

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JB News

Por Alisson Gonçalves

Dois magistrados de Mato Grosso, o juiz federal Raphael Casella de Almeida Carvalho e o desembargador João Ferreira Filho, terão seus casos analisados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no dia 5 de agosto, durante a 10ª Sessão Ordinária do órgão.

A sessão foi marcada por determinação do presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, e poderá resultar na abertura ou continuidade de processos disciplinares contra os acusados.

Raphael Casella, vinculado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), responde a cinco Processos Administrativos Disciplinares (PADs).

Quatro deles apuram a atuação do magistrado como sócio oculto de empresas, conduta proibida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman) e pelo Código de Ética da categoria.

O quinto PAD trata de uma acusação grave: supostos atos de corrupção para favorecer um traficante entre 2013 e 2014, conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

O CNJ também investiga indícios de enriquecimento ilícito por parte de Casella.

O juiz, afastado desde dezembro de 2022, teria ocultado propriedades rurais, empresas e até um hotel por meio de laranjas. Relatórios apontam movimentações financeiras incompatíveis com sua remuneração, além de depósitos suspeitos, sonegação fiscal e indícios de lavagem de dinheiro.

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Todos os processos contra ele estão sob responsabilidade do conselheiro João Paulo Schoucair.

Já o desembargador João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), está sendo alvo de uma Reclamação Disciplinar em sigilo, cujo julgamento poderá resultar na abertura de um PAD. Ferreira foi afastado de suas funções em agosto de 2024, por decisão do próprio CNJ, e novamente em novembro do mesmo ano, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele é investigado por suposto envolvimento em esquema de venda de sentenças, revelado após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, em Cuiabá.

O caso também envolve o desembargador Sebastião de Moraes Filho. Ambos foram alvos da Operação Sisamnes, da Polícia Federal, e estão sendo monitorados por tornozeleira eletrônica.

A operação investiga uma rede de corrupção instalada dentro do Judiciário mato-grossense, com ramificações que, segundo apurações, teriam gerado prejuízos à integridade da Justiça.

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Integração entre Samu e Corpo de Bombeiros amplia atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso

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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não será interrompido e seguirá atendendo normalmente

Ana Lazarini | SES-MT
Integração permite maior agilidade no socorro às vítimas
Crédito – Secom-MT

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) segue ativo e não será interrompido em Mato Grosso. O serviço é essencial para a assistência à população e continuará operando normalmente, de forma integrada ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

Firmada em junho de 2025, a atuação conjunta entre Samu e Corpo de Bombeiros ampliou a capacidade de resposta no atendimento pré-hospitalar em todo o Estado. O tempo-resposta às chamadas já foi reduzido em 36%, enquanto o número de atendimentos prestados à população aumentou em 30%. A cooperação também possibilitou a ampliação em 100% da cobertura na região da Baixada Cuiabana.

A integração permite maior agilidade no socorro às vítimas, especialmente em ocorrências como acidentes de trânsito, emergências clínicas, resgates e situações de risco.

“O Samu permanece como um dos pilares do atendimento de urgência e emergência em Mato Grosso. A integração com o Corpo de Bombeiros vem para somar esforços e garantir um serviço ainda mais eficiente à população”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

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Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) e as chamadas para os números de emergência médica 192, do SAMU, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.

A SES faz a gestão direta do Samu da Baixada Cuiabana – nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. Os 20 serviços de Samu que estão ativos em outras cidades do interior são administrados pelos próprios municípios.

A Secretaria enfatiza que não há qualquer medida para o encerramento do Samu. Ao contrário, o Estado tem promovido ações para qualificar o serviço, como a renovação da frota de ambulâncias, a capacitação de profissionais, o aprimoramento da estrutura de regulação e a implantação de pelo menos 20 novos serviços municipais do Samu, com aporte financeiro do Estado.

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