Economia

Aumento na exportação de Mato Grosso contribui para geração de empregos no estado

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Por Gustavo Ourique

O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF-MT) verificou que para cada 1% de aumento na exportação do estado de Mato Grosso, aumenta também o número de empregos gerados. O perfil de exportação no estado contempla, em sua maioria, o setor da agricultura, com produtos destinados ao mercado chinês.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são 52 empregos qualificados e 1.236 não qualificados a mais para cada ponto percentual de aumento nas exportações oriundas do estado. O diretor de pesquisa do IPF-MT, Maurício Munhoz, explica que a cadeia de produção alavanca diversos outros setores. “O avanço das exportações mostra que a economia está em expansão, o que contribui, em especial, para a geração de emprego para o próprio setor, além de outros”.

Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, o processo de industrialização no estado precisa avançar, já que outros estados que diversificam seus produtos, destinados à exportação, geram mais empregos. “Mato Grosso, além de ser o celeiro do mundo, tem potencial industrial enorme. O processo de industrialização irá gerar valor aos produtos comercializados e, consequentemente, aumento na geração de empregos”, disse.

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Ainda de acordo com o Ipea, os estados da região Sudeste do país, que diversificam suas produções com máquinas e equipamentos, alimentação e bebidas, minerais, metalurgia, madeira e papel, e tem países como os Estados Unidos e da União Europeia como destinos, conseguem gerar mais empregos, tanto de mão de obra qualificada quanto não qualificada.

O presidente da Fecomércio-MT informou, ainda, que além desses dados que relacionam as exportações com o aumento na geração de emprego, outras informações irão compor o estudo ‘Onde Investir em Mato Grosso’, que está sendo elaborado pelo IPF-MT. “No dia 31 de agosto, a federação disponibilizará mais este trabalho do seu Instituto de Pesquisa, que com certeza contribuirá para o fomento de novos negócios e de investimentos para Mato Grosso”.

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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