POLITICA
Aprosoja e Assembleia doarão cestas básicas para famílias: Max Russi comemora parceira
JB News
Parlamentar está otimista quanto aos encaminhamentos do projeto de distribuição de alimentos, que poderá ser colocado em prática nos próximos 40 dias.
Mais de 100 mil famílias em situação de vulnerabilidade, que tiveram problemas econômicos agravados devido aos efeitos da pandemia, serão atendidas com a distribuição de alimentos em Mato Grosso. O projeto da ação social, que fará parte do Agrosolidário e terá parceria da Assembleia Legislativa, foi apresentado, nesta quarta-feira (09), pelo presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Fernando Cadore e pelo diretor executivo, Wellington Rodrigues de Andrade, ao presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (PSB). Os deputados Eduardo Botelho (DEM) e Janaína Riva (MDB) também participaram da reunião.
Ainda no mês de abril, Max Russi havia sugerido ao Fórum Agro MT pareceria nos trabalhos sociais desenvolvidos no Estado. Ele está otimista quanto aos encaminhamentos do projeto de arrecadação, que tem expectativa de ser colocado em prática nos próximos 40 dias, ou seja, início do segundo semestre.

“A gente se alegra com uma notícia dessas e estamos felizes com essa parceria, que levará alívio para os lares de muitas pessoas, nesse momento difícil que muitas famílias estão passando. Para cada cesta doada pela Aprosoja, a Assembleia entrará com mais uma. Tenho plena certeza que esse será um trabalho, que terá a aprovação de todos os deputados” assegurou.
Conforme a Aprosoja, o Agrosolidário atua em parceria com creches, asilos, hospitais, entidades filantrópicas, APAE, entre outros. Atualmente são 86 instituições beneficiadas que estão distribuídas em mais de 38 cidades mato-grossenses. São três frentes de atuação: distribuição de alimento à base de soja para crianças, idosos e enfermos; orientação nutricional para mães de baixa renda; e ajuda financeira para iniciativas culturais que dão oportunidades às crianças carentes.
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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