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Alvo da PF, vereador Feitoza alega perseguição política e nega compra de votos

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Por Alisson Gonçalves

O vereador Kleber Feitoza (PSB) afirmou nesta terça-feira,11, que está sendo perseguido por conta das denúncias que tem feito contra a atual gestão da Prefeitura de Várzea Grande.

Ele foi alvo da operação Escambo Eleitoral, deflagrada pela Polícia Federal nesta manhã.

“Eu sou um político, estou denunciando muita gente, é natural que eu seja perseguido”, declarou Feitoza, negando qualquer envolvimento em compra de votos.

O parlamentar é investigado por supostamente oferecer combustível e fornecimento de água em troca de apoio nas eleições de outubro passado.

O vereador também negou qualquer vínculo com pessoas presas na operação.

“Eu fui conduzido porque quis falar na PF. Eu posso, tenho direito de ir e vir, justamente para esclarecer uma situação da qual não tenho conhecimento”, afirmou.

Feitoza sugeriu que sua atuação crítica à prefeita Flávia Moretti pode ter relação com a operação.

“Dei uma entrevista para a Gazeta falando das atrocidades da prefeita, e essa entrevista não saiu. Então a gente tem que entender o que está acontecendo”, disse. No entanto, ele não atribuiu diretamente a Moretti uma suposta perseguição.

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O parlamentar afirmou que vem recebendo ameaças e que pretende denunciar ataques contra ele nas redes sociais e na imprensa.

“Tenho sentido várias pressões. Estão usando todas as forças contra mim”, concluiu.

A operação Escambo Eleitoral investiga um suposto esquema de compra de votos em Várzea Grande.

Mais informações em instantes.

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Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT

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Por Emerson Teixeira

 

Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção

A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.

A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.

Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.

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Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.

De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.

Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.

As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.

Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.

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A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.

A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.

 

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