VÁRZEA GRANDE
Agosto termina com 93 registros de acidentes de trânsito em Várzea Grande
A Guarda Municipal de Várzea Grande – órgão de segurança municipal que integra a Secretaria de Defesa Social – divulgou o relatório de atividades realizadas pela corporação durante todo o mês de agosto. Segundo os dados operacionais foram registrados neste período 93 atendimentos de ocorrências de trânsito sem vítimas.
De acordo ainda com o relatório, a Avenida da Feb concentrou o maior número de registros, seguida das Avenidas Sen. Filinto Muller, Júlio Campos, Ulisses Pompeo de Campos, Couto Magalhães e Mário Andreazza.
Como explica o comandante, Álison Baracat Salgado, embora a Guarda Municipal tenha como atribuição a fiscalização no trânsito, os acidentes ainda continuam ocorrendo em vários pontos da cidade, principalmente, nas vias de grande circulação de veículos, onde os motoristas ultrapassam a velocidade permitida para a via. “A falta de conscientização de alguns condutores de veículos, aliada a pressa e ao uso de bebida alcoólica são fatores que têm contribuído para o aumento das ocorrências de acidentes no município. Essas questões são preocupantes porque muitas vezes os acidentes não causam apenas danos materiais, mas traumas físicos e até óbitos”, destacou.
Para o comandante é preciso que os motoristas tenham consciência e que respeitem as leis de trânsito, só assim os números de acidentes irão diminuir. “Caso contrário estaremos registrando todos os meses números elevados de acidentes, o que para o poder público não é satisfatório, uma vez que muitos desses acidentes acabam danificando bens e espaços públicos, além disso compromete o atendimento da rede de saúde, aumentando o número de acidentados que necessitam de procedimentos cirúrgicos”.
EDUCAÇÃO: Com objetivo de formar cidadãos mais conscientes no trânsito, a Guarda Municipal tem atuado nas escolas da rede pública, chamando a atenção das crianças e jovens sobre a importância de se atentar a todas as questões, dentre elas a prevenção de acidentes de trânsito.
O projeto “Arte de Proteger”, que trabalha com a projeção de bonecos, chama a atenção dos alunos para os cuidados que se devem ter no trajeto de casa para a escola, e os cuidados com as sinalizações de trânsito que devem ser respeitadas. O grupo, além do trânsito trabalha com diversas temáticas dentre elas: bullying, dengue, violência sexual contra criança e adolescentes, Lei Maria da Penha e preservação do meio ambiente.
POLITICA
“São pessoas que não tocam a vida pra frente”, dispara Flávia Moretti ao reagir a áudios e suposto grampo em Várzea Grande
JB News
por Nayara Cristina
A suspeita de um possível esquema de escuta clandestina no gabinete da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, ganhou novos contornos e aprofundou o clima de tensão política no município, já marcado por embates entre o Executivo e o Legislativo e por rupturas internas na própria gestão. O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Decor), após a identificação de sinais eletromagnéticos considerados atípicos durante uma varredura técnica realizada no último dia 19 de março.
A inspeção teve início por volta das 8h, com o objetivo de detectar eventuais dispositivos clandestinos de captação e transmissão de áudio e vídeo. Durante o procedimento, um detector portátil de radiofrequência modelo K18 indicou atividade incomum em três tomadas instaladas no gabinete da prefeita. Os pontos, originalmente ligados ao sistema de campanha e atualmente inoperantes, não tinham função aparente, mas ainda assim apresentaram resposta ativa ao equipamento, sugerindo possível emissão de sinais compatíveis com transmissões ocultas. Dois desses pontos foram isolados e o material recolhido encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável por apontar se há, de fato, algum tipo de escuta ou outro dispositivo irregular.
Em meio à repercussão, Flávia Moretti se pronunciou na manhã desta sexta-feira, durante evento do Governo do Estado voltado ao combate à violência contra a mulher, realizado em parceria com o Ministério Público, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa. Ao abordar o caso, a prefeita adotou cautela e afirmou que não há qualquer conclusão até o momento.
“Foi para a perícia. Eu não tenho resultado da Politec. Eu não sei se é uma escuta, se é uma câmera, o que que é. Às vezes é só um aparelho eletrônico que já estava ali há algum tempo”, disse, ao explicar que o dispositivo identificado ficava em sua mesa e, até então, era visto como algo comum, possivelmente até uma simples campainha sem funcionamento.
A prefeita também afirmou não ter suspeitas sobre quem poderia ter tido acesso ao local para eventual instalação de equipamento clandestino, destacando o fluxo constante de pessoas em seu gabinete. “A sala é de porta aberta, entram servidores, secretárias, muita gente. Eu sou uma prefeita de porta aberta mesmo”, declarou.
O episódio ocorre paralelamente à circulação de áudios atribuídos à prefeita, que passaram a ser divulgados nos bastidores políticos e nas redes, aumentando ainda mais a instabilidade. Moretti afirmou desconhecer o conteúdo e colocou em dúvida a autenticidade das gravações. “Eu desconheço esses áudios, não reconheço ter falado algumas coisas que estão sendo ditas”, afirmou.
Segundo ela, a situação já está sendo tratada pelo setor jurídico da prefeitura, que deve apurar a origem e possíveis manipulações do material. “O meu jurídico vai tomar as providências para saber quem está fazendo isso, como estão fazendo e por que estão fazendo”, disse.
Ao relacionar os episódios ao cenário político local, a prefeita foi direta ao apontar motivações por trás da crise. “Querem criar confusão, querem criar pecuinha em Várzea Grande. São pessoas inconformadas, talvez até por questões eleitorais, que querem me tirar o foco de administrar”, afirmou.
A declaração ocorre em meio a um ambiente de desgaste político envolvendo a gestão municipal. Desde o início do mandato, Moretti enfrenta embates com vereadores e também passou por uma crise interna que culminou na saída do então vice-prefeito Sebastião dos Reis, episódio que evidenciou divisões dentro da administração e ampliou o cenário de instabilidade.
Apesar das turbulências, a prefeita reforçou que não pretende se desviar da condução da gestão. “Pode ter certeza que eu não vou tirar esse foco”, garantiu.
A confirmação sobre a existência ou não de escutas clandestinas depende agora do laudo técnico da Politec. Até lá, o caso segue sob investigação e se soma a um contexto político já tensionado, onde denúncias, vazamentos e disputas de poder têm marcado o ritmo da administração municipal em Várzea Grande.
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