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Ações de prevenção ao Sarampo em Várzea Grande são intensificadas em dezembro

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Saúde intensifica ações de prevenção ao Sarampo com estratégia de vacinação em bairros

Com altíssimo potencial de transmissão, o sarampo é uma doença viral grave, que pode ser fatal. Sua propagação ocorre quando o indivíduo contaminado tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar a contaminação pelo vírus do sarampo é com a vacina tríplice viral. Diante da situação epidemiológica no Brasil, e apesar de Várzea Grande não registrar nenhum caso da doença, foram intensificadas as ações de prevenção na aplicação de vacinas em escolas, bairros, além dos pontos fixos nas unidades de Saúde.

A Campanha de Vacinação contra o sarampo vai até o final do mês de dezembro. Segundo dados da Vigilância em Saúde Municipal, Várzea Grande já atingiu uma cobertura de 80% com a vacina contra o sarampo, em crianças de um ano a menores de dois anos, o preconizado pelo Ministério da Saúde é chegar em 95%.

Esta campanha nacional de vacinação contra o sarampo prevê atualização da vacina tríplice viral em carteira de vacinação de crianças com idade entre 06 meses e menores de 05 anos e adultos jovens com idade entre 20 a 29 anos.

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De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde de Várzea Grande, Relva Cristina Silva de Moura, esta campanha está voltada para essas duas faixas etárias e para atualização da carteira vacinal. “Esta campanha não é voltada para doses extras, mas sim para aquelas pessoas que ainda não se imunizaram contra o sarampo. Por isso, o ideal é levar a carteira de vacinação para que o profissional de saúde verifique se a criança ou adulto estão imunizados contra o sarampo”, detalha, informando ainda que as novas estratégias adotadas busca atender todas as comunidades, principalmente aquelas pessoas que não conseguem procurar uma unidade de saúde durante a semana.

“Vamos atingir cobertura dentro do recomendado pelo Ministério da Saúde para crianças menores de dois anos. Já a situação vacinal do adulto nos preocupa, principalmente aquele que não tem certeza de ter as duas doses. Fazemos o alerta para estas pessoas. O sarampo tem vacina, que é gratuita e está disponível na rede pública. As unidades estão disponíveis e aplicando as doses, além de diferenciarmos neste mês de dezembro indo com equipes nos bairros, escolas e lugares com grande movimento. É importante que a população adulta verifique o cartão de vacina e os pais vão neste mês de dezembro levar suas crianças aos Postos de Saúde”, destacou o secretário de saúde Diógenes Marcondes.

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Além disso, as equipes da atenção primária das Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município fortaleceram a busca ativa nas suas áreas de cobertura. “A única forma de evitar a doença é manter a população vacinada. Por isso, as equipes das unidades farão o rastreamento em busca dos não vacinados, bem como profissionais de saúde e as crianças de 6 a 11 meses que devem tomar a dose extra. Isso inclui a ida em escolas públicas e privadas, instituições de saúde, supermercados, aeroporto, rodoviária, igrejas, rede hoteleira, entre outros. Dessa forma, é possível garantir a cobertura vacinal, mínima de 95%, para as crianças menores de quatro anos e garante que os demais públicos fiquem protegidos contra o sarampo”, desse o secretário Diógenes Marcondes.

Desde o início de dezembro as equipes de saúde de vacinação já percorreram os bairros, Capela do Piçarrão, Novo Mato Grosso, Costa Verde, Residencial Júlio Campos, e aplicou 1.193 doses da vacina de sarampo em crianças e jovens.

Por: Da Redação –

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Saúde

Governo do Brasil lança Programa Nacional de Pesquisa Clínica e anuncia R$ 120 milhões para impulsionar a inovação no SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta sexta-feira (17), na abertura da Feira SUS Inova Brasil, no Rio de Janeiro, o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin). A iniciativa cria diretrizes para integrar instituições científicas, órgãos reguladores e o setor produtivo, com foco em transformar conhecimento em soluções práticas para o SUS. Na ocasião, também foi anunciado investimento de R$ 120 milhões para fortalecer a pesquisa clínica no Brasil, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). De 2023 a 2025, os investimentos em pesquisa clínica somaram mais de R$ 1,4 bilhão, quase triplicando em relação ao período anterior.

No mesmo evento, o Ministério da Saúde também firmou parcerias estratégicas com a Anvisa, para alinhar a regulação sanitária às políticas de inovação, e com a HU Brasil, para transformar hospitais universitários em polos de pesquisa clínica. Além disso, lançou o hackathon “Desafio Tecnológico para o SUS”, focado em atrair startups para desenvolver soluções em diagnóstico, monitoramento e instrumentação oncológica.

“O grande esforço do Governo do Brasil é fazer com que mais brasileiros tenham acesso às inovações na área da saúde e que sejam adequadas às características da população brasileira. Um estudo, financiado pelo Ministério da Saúde, mostrou que o nosso país tem uma das maiores diversidades genéticas do mundo. Além disso, temos as características de desigualdade no Brasil, o clima, como as pessoas vivem nas cidades, que fazem com que doenças comuns em outros hemisférios, tenham características diferentes aqui. Então, investir em pesquisa clínica aqui no Brasil é descobrir medicamentos, formas de diagnóstico e terapias para a realidade do povo brasileiro”, destacou o ministro Alexandre Padilha.

Na base do PPClin, estão as ações que envolvem a melhoraria da infraestrutura dos centros de estudo, treinamento dos profissionais, diretrizes para o financiamento, além do desenvolvimento de um sistema digital moderno para manter e disseminar informações de forma transparentes para a população.

Além disso, o fortalecimento da expansão territorial da pesquisa clínica contribui diretamente para o enfrentamento das desigualdades regionais. Ao descentralizar os centros de pesquisa pelo país, amplia-se e democratiza-se o acesso de pacientes a procedimentos, terapias e estudos com novos medicamentos ainda em fase de desenvolvimento. Com isso, mais pessoas passam a ser atendidas próximas de suas residências e têm acesso antecipado a tecnologias de saúde, seja em estudos voltados ao câncer, ao diabetes, entre outros. A estratégia promove maior equidade com a inclusão de populações sub-representadas e amplia, de forma concreta, o acesso a tratamentos inovadores no âmbito do SUS.

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Esse novo ambiente regulatório articula os estudos com o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), impulsionando a capacidade da nossa indústria de criar tecnologias em saúde de ponta, diminuindo a dependência do exterior. Esse novo marco, ainda abre oportunidades para a ampliação de postos de trabalho nas áreas da ciência e da saúde, já que gera a necessidade da formação e qualificação de profissionais. A expansão dos centros de pesquisa exige maior capacitação técnico-administrativa, criando vagas de emprego. Com isso, o ecossistema terá oportunidades não apenas para médicos e cientistas, mas para toda uma cadeia de trabalhadores brasileiros e possibilitando que a força científica nacional não migre para o exterior.

“Em dezembro incorporamos uma nova tecnologia que foi a vacina da bronquiolite. Quando o Ministério faz uma grande compra, a gente consegue atrair a indústria que produz essa vacina [localizada nos EUA] para vir fazer uma parceria, que no caso foi com o Instituto Butantan, para produzir essa tecnologia aqui ”, exemplificou Padilha.

Com a modernização das normas éticas e regulatórias pelo PPClin, o Brasil segue exemplos de países que investem nas políticas públicas para pesquisas clínicas como acontece na China, Austrália, Coreia do Sul, Reino Unido e em locais da União Europeia. A regulação e a governança são fundamentais para a atração de investimentos em pesquisas pela indústria, inclusive de empresas internacionais. O PPClin possibilitará o aumento da celeridade e da previsibilidade das avaliações, com regras ágeis e claras. Assim, o Brasil destrava processos e amplia sua inserção em grandes estudos multicêntricos globais. O ganho de desenvolvimento é que o Brasil passa a se posicionar como um polo estratégico global em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), alcançando maior soberania tecnológica e autonomia.

Recursos vão impulsionar modernização e qualificação

O investimento, realizado em parceria com o MCTI, integra a estratégia do programa e já viabiliza a execução do PPClin. Os recursos serão operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio do Fundo Setorial de Saúde (CT-Saúde). O cronograma prevê a seleção e contratação das propostas no segundo semestre de 2026, com execução até o final de 2028. Poderão submeter projetos as Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs), incluindo universidades, institutos de pesquisa, hospitais universitários, unidades do SUS, além de redes e consórcios de pesquisa.

A iniciativa, aprovada pelo Comitê Gestor do CT-Saúde em abril deste ano, foca na modernização da infraestrutura e na ampliação de ensaios clínicos de fases iniciais (Fase 1), essenciais para reduzir a dependência tecnológica externa. Ao responder aos desafios, o governo fortalece a rede nacional de pesquisa e fomenta tecnologias inovadoras, como Inteligência Artificial e tecnologias de alto interesse para o SUS, garantindo soberania e cuidado ágil para a população.

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O programa conecta cientistas, pesquisadores e indústria para que o Brasil desenvolva suas próprias tecnologias e está alinhado aos princípios centrais do Acelerador de Ensaios Clínicos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Fortalecimento

Ainda durante o evento, o Ministério da Saúde anunciou novos acordos de cooperação técnica. Com a Anvisa será priorizada a cooperação entre a política pública de inovação em saúde e o sistema de regulação sanitária do país. Já a segunda iniciativa, desenvolvida em conjunto com a HU Brasil, visa qualificar a rede de hospitais universitários federais como ambientes de inovação, para que sejam polos estratégicos para o desenvolvimento de pesquisas clínicas e inovação em saúde.

Para mobilizar soluções tecnológicas e impulsionar o atendimento público de saúde do Brasil, o Ministério da Saúde lançou o hackathon “Desafio Tecnológico para o SUS”. A iniciativa promoverá uma imersão colaborativa para estimular a inovação e o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O foco desta edição será a área de oncologia e vai reunir startups e atores do ecossistema de inovação para superar dois principais desafios: a criação de tecnologias que ajudem no diagnóstico e monitoramento do câncer; e o desenvolvimento de instrumentais e dispositivos médicos para ampliar a capacidade de realização de cirurgias em procedimentos oncológicos.

Mais avanços

A atual gestão promoveu outros avanços, como a regulamentação da Lei de Pesquisa Clínica, inspirada em modelos internacionais para atrair investimentos e acelerar o acesso a novos medicamentos. A legislação traz mais segurança jurídica, estimula a inovação e fortalece um setor estratégico para o desenvolvimento científico e industrial.

O modelo do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep) segue estruturas colegiadas independentes já consolidadas em diversos países, como Canadá e nações da União Europeia. O Sinep será composto por duas instâncias: a Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep) e a instância de análise ética em pesquisa, formada pelos CEPs.

Os Comitês de Ética em Pesquisa, por sua vez, permanecem como instâncias fundamentais na análise ética das pesquisas, atuando de forma independente e com mais autonomia. Agora estão organizados em dois níveis: credenciados (para estudos de baixo e médio risco) e acreditados (para todos os níveis de risco).

E pela Anvisa foi criado o Comitê de Inovação para priorizar tecnologias que podem impactar na qualidade de vida da população e na saúde pública.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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