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Mauro Mendes dispara em congresso do agronegócio e alerta para “shutdown” do governo federal em 2027: “Estamos correndo para o colapso do Brasil” Veja o vídeo

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por Ana Paula Figueiredo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, voltou a endurecer o discurso contra o governo federal durante sua participação no 3º Congresso Serialista Brasileiro (ACEBRA), que acontece nos dias 26, 27 e 28 de novembro, no Malai Manso, em Cuiabá. Diante de uma plateia formada por empresários, produtores rurais, governadores e lideranças nacionais do agronegócio, Mendes fez duras críticas à política econômica conduzida por Brasília e afirmou que o país caminha para um cenário crítico de colapso fiscal.

Segundo o governador, o Tribunal de Contas da União já aponta para um risco de shutdown da máquina pública federal a partir de 2027, devido ao avanço acelerado do endividamento brasileiro, que já alcança trilhões de reais. Mendes comparou a situação a um navio em rota de naufrágio: “O Estado é como um Titanic. Se ele afundar, não vai ter bote salva-vidas para todo mundo”, declarou.

Durante o discurso de boas-vindas aos representantes do setor, Mauro classificou o momento como decisivo para o futuro do país, ressaltando que o Brasil sofre com decisões equivocadas, juros sufocantes e excesso de burocracia. Para ele, o governo federal tem sido incapaz de entender o papel do empreendedorismo nacional e, ao invés de estimular a economia, tem contribuído para travar investimentos e empurrar empresas para fora do país.

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“Juro de 15%, carga tributária na casa dos 30%, e o empreendedor tendo que lutar contra um Estado que atrapalha. Só nós brasileiros conseguimos sobreviver num ambiente tão hostil”, afirmou. O governador destacou ainda que muitos empresários têm deixado o país por não suportarem mais os custos gerados pela máquina pública e pela falta de estímulo oficial ao setor produtivo.

Mauro Mendes lembrou que o agronegócio sustenta boa parte da economia nacional e que o Brasil só consegue seguir adiante graças à resiliência de produtores e investidores. Para ele, o crescimento de Mato Grosso é resultado da perseverança e da capacidade dos pioneiros que enfrentaram décadas de dificuldades – e não de políticas federais.

“Parece até que tudo foi planejado para o Brasil não dar certo. É tanta burocracia, tanta trava, tanto vício público, que às vezes a gente se pergunta como esse país ainda funciona”, ironizou.

O governador alertou que o país vive um momento “emblemático e perigoso”, e disse que a hora exige coragem e enfrentamento para evitar que o rombo fiscal e a política econômica levem o Brasil ao colapso. “Se nós brasileiros não retomarmos novamente a rédea desse país, estaremos correndo para o colapso. O Brasil precisa reencontrar o seu rumo.”

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Por fim, Mauro Mendes ressaltou que 2026 será um ano crucial para redirecionar o país. Ele defendeu menos Estado, menos tributação e um ambiente de negócios que permita ao Brasil usar seu potencial. “Temos habilidade, temos competência e temos um povo resiliente. O que falta é uma liderança capaz de tirar o país desse caminho perigoso”, concluiu.

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

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O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

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Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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