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União Brasil e PP anunciam saída do governo Lula e recomendam entrega de cargos

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por Nayara Cristina

Brasília, 2 de setembro de 2025 — O União Brasil e o Progressistas (PP) anunciaram nesta terça-feira (2) a decisão de deixar a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida foi formalizada após reunião das direções nacionais das legendas, que definiram também a recomendação para que todos os filiados deixem os cargos ocupados no Executivo federal.

Segundo comunicado feito pelo presidente da federação, Antônio Rueda, a determinação atinge tanto ministros quanto ocupantes de outros postos internos na estrutura do Planalto. O texto prevê penalidades para quem não cumprir a orientação. “Todos os detentores de mandato devem renunciar a qualquer posição que tenham no governo federal”, afirmou Rueda.

Atualmente, as siglas contam com dois ministérios em sua cota: o Turismo, comandado por Celso Sabino (União Brasil), e o Esporte, sob André Fufuca (PP). Apesar da decisão, não foi fixado um prazo oficial para a entrega dos cargos. Interlocutores, contudo, relataram expectativa de que as renúncias ocorram até a próxima quarta-feira (3).

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A definição pela saída do governo ocorreu no fim da tarde desta terça-feira, em reunião marcada por forte alinhamento entre as duas siglas. Ainda não há confirmação oficial sobre quando Sabino e Fufuca apresentarão seus pedidos de desligamento.

Rumo às eleições de 2026

Apesar do anúncio de rompimento, União Brasil e PP, que integram uma federação, ainda não definiram publicamente quais serão os próximos passos de sua atuação política. Nos bastidores, no entanto, cresce a sinalização de que as legendas, em articulação com outros partidos, pretendem lançar candidatura própria à Presidência da República nas eleições de 2026.

Segundo interlocutores, movimentos de aproximação e conversas entre lideranças já ocorrem desde agora, com o objetivo de marcar distância tanto do governo Lula quanto de possíveis candidaturas apoiadas pelo PT. A avaliação interna é de que será necessário tempo para que o eleitorado compreenda os motivos do distanciamento em relação ao Palácio do Planalto.

As informações ainda são preliminares, mas tudo indica que a decisão de sair da base do governo tem relação direta com a estratégia eleitoral voltada para o próximo ano.

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Otaviano Pivetta endurece regras no sistema prisional e veta visitas íntimas para condenados por feminicídio, estupro e pedofilia em MT

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por Nayara Cristina

O governador em exercício Otaviano Pivetta sancionou uma nova lei que endurece o tratamento a presos condenados por crimes de extrema gravidade em Mato Grosso. A norma, publicada nesta terça-feira (15), proíbe visitas íntimas a detentos com condenação definitiva por feminicídio, estupro e pedofilia em todas as unidades do sistema penitenciário estadual.

A nova legislação, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho, estabelece que a restrição vale exclusivamente para condenados com sentença transitada em julgado — ou seja, quando já não há possibilidade de recurso. A medida atinge diretamente autores de crimes marcados pela violência extrema, especialmente aqueles praticados contra mulheres, crianças e adolescentes.

Pelo texto sancionado, visita íntima é caracterizada como o encontro realizado em ambiente reservado, sem acompanhamento direto dos agentes penitenciários, em espaço fechado e com a presença exclusiva do preso e do visitante. A partir da entrada em vigor da lei, esse tipo de benefício passa a ser expressamente proibido para os condenados enquadrados nas condutas previstas.

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Apesar do endurecimento, a norma mantém o direito às visitas sociais, asseguradas pela Lei de Execução Penal. Esse tipo de visita continua permitido em espaços apropriados dentro das unidades prisionais, com supervisão dos servidores e dentro dos protocolos de segurança já existentes.

A sanção ocorre em meio ao debate nacional sobre o fortalecimento das políticas de proteção às vítimas de violência e o aperfeiçoamento das regras de execução penal. Com a nova regra, o governo de Mato Grosso reforça um posicionamento de maior rigor no enfrentamento a crimes que causam forte impacto social e amplia o recado institucional de intolerância à violência contra os grupos mais vulneráveis.

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