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PF fecha postos de combustíveis  e transportadoras utilizados para lavagem de mais de R$ 350 milhões do tráfico de drogas em MT

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Mais uma sequência da Operação Jumbo 2 foi realizada pela Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira 13.11, para o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão contra um grupo que atuam fortemente no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

A PF cumpriu os mandados na cidade de Cuiabá e Rosário D´Oeste. Três postos de combustíveis, e duas transportadoras  foram lacradas por determinação da justiça. Segundo a justiça, cerca R$ 350 milhões de reais foram circulados pelos criminosos, que se utilizavam das empresas para a lavagem de dinheiro do crime.

A operação teve início em 2022, quando a 7ª Vara Criminal de Cuiabá autorizou 8 cumprimentos de mandados de prisão contra pessoas que tinham papel de lideranças e criminosos que lavavam o dinheiro para o tráfico de drogas.

As investigações apontam que o grupo criminoso se utiliza até de mineradoras para a lavagem de dinheiro.

As novas fazes da operação iniciaram por conta de várias análises de conversas nos aparelhos celulares dos líderes do crime. Onde foram identificados pelos investigadores a utilização de pessoas físicas e jurídicas para o cometimento de vários crimes.

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As penas para os envolvidos podem chegar até 18 anos de prisão.

A PF comunicou que as diligências ainda serão feitas em desdobramento da operação, e contra o tráfico de rogas , com o intuito de prender os principais lideres das organizações que atuam na especificamente na lavagem do dinheiro do tráfico, e com isso fragilizar até prender os responsáveis.

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Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT

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JB News

Por Emerson Teixeira

 

Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção

A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.

A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.

Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.

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Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.

De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.

Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.

As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.

Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.

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A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.

A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.

 

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