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Veja Vídeo: Otaviano Pivetta descarta CPI, propõe reforma nos consignados e apresenta novo projeto a ALMT 

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Por Alisson Gonçalves

 

O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), esteve nesta quarta-feira,11, na Assembleia Legislativa para apresentar um projeto de lei que reformula a concessão de empréstimos consignados aos servidores públicos estaduais.

A proposta surge após a suspensão dos descontos em folha por parte do Governo, que atingiu cinco operadoras de crédito, e diante da crescente preocupação com o superendividamento dos servidores.

A iniciativa inclui o fim dos cartões de crédito consignado, a proibição de descontos com base em percentuais, a limitação da atuação de instituições financeiras apenas a bancos com presença física no Estado e um teto de 35% sobre os vencimentos dos servidores.

“Estamos criando normas que trazem mais estabilidade e segurança para quem trabalha pelo Estado”, explicou Pivetta.

Além disso, o governador em exercício confirmou que o Executivo recebeu repasses financeiros dos bancos relacionados aos empréstimos dos servidores, mas frisou que essa prática será encerrada. O projeto prevê ainda uma prestação de contas sobre os valores arrecadados.

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“Vamos mostrar tudo com clareza. Esse fundo será utilizado conforme a determinação do Governo e com total transparência”, afirmou.

Questionado sobre os pedidos de deputados da oposição para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Pivetta foi enfático ao dizer que, por ora, não vê necessidade.

Segundo ele, as falhas foram reconhecidas, estão sendo corrigidas e os órgãos de controle como a CGE, o TCE, o Ministério Público e a Polícia Civil já estão apurando os fatos.

No entanto, ele não descarta apoiar uma CPI caso as investigações em curso não esclareçam os acontecimentos de forma satisfatória.

“Se daqui a dez dias ainda houver dúvidas, eu mesmo defenderei uma CPI”, declarou.

Pivetta afirmou que a postura do Governo é de responsabilidade e compromisso com a verdade.

“Não temos pacto com erro ou má-fé. Essa proposta mostra que estamos atentos às demandas da sociedade e agindo com seriedade.”

A crise dos consignados gerou grande repercussão nos últimos dias e colocou o Executivo sob pressão. Agora, com a proposta em mãos, o Governo busca reorganizar o setor e restaurar a confiança dos servidores.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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