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TCE multa Emanuel Pinheiro por manter ex-secretário em três cargos de forma irregular
JB News
O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) multou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro por ter mantido por seis meses o ex-secretário Marcus Brito, em três cargos de forma irregular, desrespeitando o princípio de segregação de funções.
Na decisão (nº 683/2022) de julgamento singular, apesar da recomendação para que o chefe do Poder Executivo municipal observe o princípio administrativo, afastou uma segunda irregularidade classificada como grave e que atinge a autonomia do sistema de controle interno da Capital.
O processo de representação de natureza interna foi proposto em 2018 pela Secretaria de Controle Externo (Secex) do TCE-MT e apresentou duas irregularidades consideradas de natureza grave, ambas relacionadas a nomeação do ex-secretário Marcus Antônio de Souza Brito, que desde janeiro de 2017 ocupava o cargo de Controlador Geral do Município, e um ano depois, em janeiro de 2018 também passou a exercer o cargo de secretário de Inovação e Comunicação da Capital.
Em março do mesmo ano, Brito também foi nomeado Ouvidor Geral do Município, ocupando as três cadeiras simultaneamente por seis meses, conforme apontado pela equipe técnica da Corte de Contas.
O conselheiro relator do processo, Guilherme Antonio Maluf, destacou que “a segregação de funções se caracteriza como princípio basilar do Sistema de Controle Interno, consistindo na separação das funções de autorização, execução, controle e contabilização das operações, evitando que um mesmo servidor exerça simultaneamente atividades incompatíveis entre si”.
“Dessa forma, o mencionado princípio visa impedir que a responsabilidade de fiscalizar determinada atividade seja atribuída ao próprio servidor que a exerce, abrindo margem a fraudes e erros”, reforçou o conselheiro.
Outra irregularidade apontada pela Secex/TCE, foi que o responsável pela Unidade de Controle Interno da Capital – à época Marcus Brito – não pertencia ao quadro efetivo do órgão, regra estabelecida pelo artigo 1º da Resolução Normativa do TCE nº 05/2013.
O relator chegou a remeter à 4ª Secretaria de Controle Externo a análise da irregularidade, e a secretaria emitiu parecer para que o prefeito mantenha no cargo comissionado de Controlador-Geral, servidor efetivo de carreira de Auditor Público Interno, “considerando a natureza tipicamente técnica do cargo, a manutenção do grau razoável de independência funcional com o chefe do Executivo e a desvinculação com as demais autoridades municipais”, justificou.
Apesar disso, e do parecer do Ministério Público de Contas emitiu parecer pelo saneamento da primeira irregularidade e pela manutenção da segunda irregularidade, com aplicação de multa ao gestor
e expedição de recomendações para se cumprir o princípio da segregação de funções e que a equipe de controle interno, inclusive o cargo de chefia, fosse preenchido por servidores de carreira, “com vistas a garantir a sua independência no desempenho das funções e a continuidade dos serviços”, pontuou.
Mesmo diante dos argumentos, o conselheiro Guilherme Maluf afastou a irregularidade grave sob a justificativa de que a nomeação de servidor exclusivamente comissionado para o cargo de Controlador Interno do Município, “havendo permissivo de legislação local e quadro próprio de servidores na carreira de auditor interno, razão pela qual afasto a irregularidade EB09 e recomendo que a equipe de controle interno, inclusive o cargo de chefia, pertença ao quadro efetivo da carreira de Auditor Público Interno do órgão, com vistas a garantir a sua independência no desempenho das funções e a continuidade dos serviços”, justificou.
A multa aplicada pelo TCE ao prefeito Emanuel Pinheiro – em razão por ter mantido Marcus Brito por seis meses na chefia de três órgãos diferentes – foi de 6 UPF/MT, que no valor de junho de 2022, equivale a R$ 220,02, cujo valor somado equivale a R$ 1.320,12.
Ação Popular
Com questionamento semelhante, aguarda julgamento a Ação Popular ajuizada pela vereadora por Cuiabá, Edna Sampaio (PT), que também questiona a ocupação do cargo de Controlador Interno do Município por servidor não pertencente à carreira.
O processo tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá e será julgado pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques.
Destaque
Seminário em Cuiabá capacita gestores e contabilistas para a elaboração de orçamentos públicos
JB News
Cuiabá sedia nos dias 13 e 14 de maio o 2º Seminário de Contabilidade Pública – Orçamento Público: do planejamento à entrega de resultados, evento promovido pela Associação Mato-grossense de Contadores Públicos em parceria com a ATAME, assessoria especializada em ações de formação e capacitação no setor público.
O Presidente da AMCP, Luiz Mário de Barros, destaca a importância da elaboração correta do orçamento público, alicerce estratégico de qualquer gestão. “É por meio do orçamento que as diretrizes de governo se convertem em políticas públicas efetivas e o desenvolvimento local ganha materialidade. Contudo, a complexidade da execução orçamentária e a rigorosa pressão pela conformidade legal tornaram o ciclo PPA, LDO e LOA um desafio constante para contadores, planejadores e parlamentares. Lacunas no planejamento costumam resultar em baixa eficiência na aplicação de recursos, apontamentos pelos órgãos de controle e, primordialmente, na perda de oportunidades para a sociedade”.
O auditor do TCE-MT Francisney Liberato, palestrante e coordenador pedagógico do seminário, ressalta a importância desta capacitação focada na elaboração dos orçamentos públicos, que objetiva contribuir para que os gestores, auditores e contabilistas superem uma barreira fundamental: a distância entre o que se planeja e o que se entrega.
“Este seminário foi criado para fechar essa lacuna. Essa é a maior dor de quem trabalha com orçamento público pois um Plano Plurianual que não dialoga com a Lei de Diretrizes e a Lei Orçamentária Anual, está fora da realidade, contraria as recomendações e normas do Tribunal de Contas, e quem paga a conta é a população pois não terá os serviços e políticas públicas previstos no orçamento”, afirma o auditor.
Em dois dias de imersão, contadores, secretários de finanças, gestores municipais e auditores vão aprender, na prática, como estruturar um ciclo orçamentário sólido — com segurança jurídica e até inteligência artificial aplicada ao gasto público.
O seminário terá a presença de palestrantes do mais alto nível: Conselheiros do TCE-MT, o Procurador-Geral do Ministério Público de Contas e um Juiz do TJ-MT. E no segundo dia, três oficinas práticas intensivas — com vagas limitadas.
Entre os palestrantes estão o conselheiro do TCE-MT Antonio Joaquim; o conselheiro Waldir Júlio Teis, mediador de um dos painéis de debate; o auditor do TCE e professor Francisney Liberato; o Procurador-geral do Ministério Público de Contas, William Brito; o Contador Geral de Cuiabá, Eder Galiciani; a diretora técnica de Planejamento Estratégico da Prefeitura de Cuiabá, Silvina Maria dos Anjos; o Secretário Adjunto do Orçamento Estadual da Sefaz-MT, Ricardo Capistrano; o juiz do TJ-MT, Vinícius Paiva Galhardo e o Gestor Governamental do Estado de Mato Grosso, Cícero Rodrigues Garcia.
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