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TCE-MT lança ferramenta inédita que monitora dados do coronavirus no Brasil e em MT

Radar Covid-19

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) lança nesta segunda-feira (20), ferramenta inédita entre as Cortes de Contas do Brasil: o Radar Covid-19, painel de análise e monitoramento do coronavírus em Mato Grosso e no Brasil.

O novo módulo do Radar já está disponível para acesso da população e dos jurisdicionados (https://covid.tce.mt.gov.br). Na ferramenta, é possível acompanhar os casos de coronavírus, análise da estrutura hospitalar disponível, com base nos dados do CNES-DataSUS do Ministério da Saúde e a população de risco.

“O TCE-MT demonstra mais uma vez que neste período de pandemia do coronavírus, está atuando fortemente na missão constitucional de controle externo. Além disso, vem auxiliando os gestores e consequentemente a população no enfrentamento dessa pandemia, com sugestões, orientações e disponibilizando recursos”, afirmou o presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Maluf.

De acordo com a auditora e assessora técnica da Secretaria-geral de Controle Externo, Lisandra Hardy Barros, o cidadão e os jurisdicionados podem ver no painel, por município ou em nível estadual, a estrutura hospitalar disponível para o enfrentamento da COVID-19.

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“O painel apresenta detalhes dos números de leitos de internação e de UTI, respiradores e equipe médica, apontando quantos médicos, enfermeiros e equipe disponível. A população e os gestores podem conferir também a análise da população de risco, onde fizemos uma projeção com base nas estimativas populacionais do IBGE para a faixa etária da população de risco. Estimamos município a município, quantas pessoas estão no grupo de risco, comparando com a quantidade de leitos”, explicou.

Diariamente, o Radar COVID-19 será atualizado. No Módulo Brasil, o cidadão e o jurisdicionado podem ver todos os dias, com base nas informações do Ministério da Saúde, analisar e acompanhar os casos confirmados de coronavírus e óbitos de todos os estados, assim como a distribuição e progressão da curva epidemiológica no país.

No Módulo Mato Grosso, é possível ver as informações provenientes da Secretaria de Estado de Saúde, analisar e acompanhar os casos confirmados, casos notificados de síndrome respiratória e óbitos no estado e municípios, assim como, a progressão da curva epidemiológica no estado e municípios com casos confirmados. Também apresenta análise georreferenciada dos casos nos municípios com visualização em mapa de densidade dos casos confirmados

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Acordo de R$ 30 milhões abre caminho para salvar a Santa Casa e encerrar dívida histórica

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O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo Crédito – Mayke Toscano/Secom

JB News

por Nayara Cristina

 

A proposta de R$ 30 milhões apresentada pelo Governo de Mato Grosso para a aquisição definitiva do prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá foi aceita pela comissão de credores e pode representar o avanço mais concreto dos últimos anos para encerrar um passivo trabalhista que se arrasta há quase uma década. A sinalização favorável no processo que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região reacende a esperança de um desfecho para uma das crises mais emblemáticas da saúde pública mato-grossense.

 

O entendimento foi consolidado após meses de negociação entre o Estado e os representantes dos trabalhadores. A proposta inicial, de R$ 25 milhões, foi ampliada para R$ 30 milhões à vista pelo então secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, em ofício encaminhado ao TRT em março. O pagamento imediato foi determinante para a concordância dos credores, que convivem há anos com a incerteza sobre o recebimento de verbas rescisórias e outros direitos acumulados.

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O passivo trabalhista da antiga Santa Casa é estimado entre R$ 41 milhões e R$ 43,7 milhões e atinge cerca de 860 ex-funcionários, muitos deles à espera de uma solução desde o fechamento da unidade, em 2019. A dimensão da dívida tornou o caso símbolo da crise estrutural enfrentada por um dos hospitais mais tradicionais de Mato Grosso.

O tamanho do impasse ficou ainda mais evidente nas tentativas frustradas de leiloar o prédio histórico. A Santa Casa foi colocada à venda judicial em duas ocasiões no ano passado: na primeira, com lance mínimo de R$ 54,7 milhões, equivalente a 70% da avaliação do imóvel; na segunda, com valor reduzido para R$ 39,1 milhões. Em nenhuma das tentativas houve interessados. O fracasso dos leilões reforçou a dificuldade de encontrar uma saída viável para o prédio e para os trabalhadores que aguardam reparação.

Fundada no século XIX, a Santa Casa de Cuiabá se tornou ao longo de décadas uma referência em atendimentos de média e alta complexidade e símbolo da assistência hospitalar em Mato Grosso. O prédio carrega valor histórico, social e afetivo para a população cuiabana, o que torna ainda mais sensível qualquer decisão sobre seu destino.

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Mais do que uma solução financeira, a proposta do Estado abre caminho para reposicionar a unidade dentro da rede pública de saúde. O plano do governo prevê manter serviços estratégicos já existentes, como oncologia, nefrologia, cirurgias e atendimentos ambulatoriais, além de ampliar áreas consideradas prioritárias, como cuidados paliativos, home care, hospital-dia, central de diagnósticos e o Serviço de Verificação de Óbito.

A reestruturação projetada busca transformar a Santa Casa em um polo estadual de atendimento especializado, ajudando a desafogar a rede hospitalar da capital e da Baixada Cuiabana. Se o acordo for homologado e a compra for concluída, Mato Grosso poderá não apenas encerrar um longo capítulo de insegurança jurídica e trabalhista, mas também preservar um patrimônio centenário e devolvê-lo à população com uma nova função estratégica no SUS.

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