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“Servidor público é peça essencial para um governo, e o RGA vai chegar à Assembleia até a próxima semana”, afirma Pivetta, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A votação do RGA (Revisão Geral Anual) dos servidores públicos do Estado de Mato Grosso voltou a acirrar o embate entre o funcionalismo e o governo estadual. Historicamente marcada por fortes divergências, a reposição salarial deste ano enfrenta novo capítulo de tensão diante do atraso no envio do projeto de lei pelo Executivo à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A demora tem provocado críticas contundentes de servidores e parlamentares, que alertam para o risco de o reajuste não ser pago já no próximo mês, caso o calendário de votação continue sendo postergado.

Os servidores defendem a recomposição integral das perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos e afirmam que o índice correto deveria superar os 19%, percentual que, segundo representantes sindicais, corresponderia à defasagem salarial acumulada. Já o governo estadual mantém a posição de conceder apenas a reposição baseada no IPCA, com expectativa de fixar o índice em 4,26%, proposta que tem sido duramente criticada pelo funcionalismo. O clima de insatisfação se agravou na semana passada, quando havia a expectativa de que o projeto fosse encaminhado para votação em sessão extraordinária, o que acabou não acontecendo. Na mesma ocasião, também estavam previstas a apreciação das contas do governo, que igualmente não foram votadas.

Diante desse cenário, os servidores públicos do Estado já anunciaram uma manifestação para esta quarta-feira, com início previsto para 8 horas da manhã, em frente à sede da Assembleia Legislativa. O ato tem como objetivo pressionar o governo estadual a enviar imediatamente o projeto do RGA ao Parlamento e, ao mesmo tempo, cobrar dos deputados estaduais uma atuação mais firme junto ao Executivo. A estratégia do funcionalismo é transformar a Assembleia em um espaço de pressão política, tanto para acelerar o envio da proposta quanto para ampliar o debate sobre a possibilidade de um reajuste maior do que o percentual já sinalizado pelo governo.

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O presidente da Assembleia, Max Russi, afirmou que os deputados permanecem de sobreaviso e prontos para deliberar assim que a matéria chegar oficialmente à Casa. Segundo ele, após o protocolo do projeto, o Legislativo poderá convocar uma sessão extraordinária em até 24 horas, mobilizando parlamentares e servidores para a votação em plenário.

Em meio às críticas e à crescente pressão do funcionalismo, o vice-governador Otaviano Pivetta se manifestou e buscou sinalizar que o impasse deve ser resolvido nos próximos dias. De acordo com ele, a condução do tema está sob responsabilidade da Casa Civil, mas a expectativa é de que o projeto seja encaminhado em breve para apreciação dos deputados. “Eu acredito que nos próximos dias isso vai acontecer. Como eu falei, essa questão é tocada pela Casa Civil. Eu não tenho acompanhado de perto, mas acredito que essa semana ou, no máximo, na semana que vem, essa pauta vai para a Assembleia e os deputados vão decidir sobre isso”, declarou.

Pivetta também ressaltou a importância do funcionalismo público para o funcionamento do Estado, lembrando sua experiência como prefeito de Lucas do Rio Verde, onde governou por 12 anos. “Servidor público é peça essencial para qualquer governo. Durante os 12 anos em que fui prefeito, os servidores foram meus parceiros o tempo todo. Uma das minhas características sempre foi respeitar o servidor público”, afirmou.

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Ao falar sobre o futuro e sobre como pretende conduzir a relação com o funcionalismo caso venha a disputar e vencer as eleições de 2026, o vice-governador reforçou o compromisso com a valorização da categoria, mas destacou a necessidade de equilíbrio. “Nós continuaremos respeitando os servidores públicos, mas governamos para o conjunto da sociedade, para os 3,8 milhões de mato-grossenses. Valorizar o servidor é respeitar seus direitos e honrar compromissos. Isso o Estado tem feito ao longo do mandato e vai continuar fazendo”, disse.

Enquanto o projeto do RGA não é oficialmente enviado, a relação entre o funcionalismo e o Governo do Estado de Mato Grosso segue marcada por desconfiança, cobranças e mobilização. Deputados alertam que o atraso pode prejudicar diretamente os servidores, que correm o risco de não receber o reajuste no prazo esperado. A expectativa, reforçada pelo próprio vice-governador, é de que a matéria finalmente chegue ao Legislativo na próxima semana, mas, até lá, a pressão promete aumentar com a manifestação já marcada em frente à Assembleia Legislativa.

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Abílio se junta a Nikolas Ferreira em Brasília e declara: “Este é o ano do despertar do Brasil”, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que saiu de Minas Gerais com destino a Brasília, ganhou contornos políticos ainda mais amplos ao reunir manifestantes em defesa da liberdade, da justiça e de pautas associadas à direita brasileira. O ato contou neste sábado com a adesão do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), que se juntou ao grupo na capital federal após cumprir agenda administrativa de segunda a sexta-feira no município.

Na chegada ao ato, Abílio cumprimentou Nikolas Ferreira, elogiou a iniciativa e destacou a bravura do parlamentar pela condução da mobilização. Em meio aos manifestantes, o prefeito afirmou que este será “o ano do despertar do Brasil”, defendendo que o movimento representa um chamado nacional para que a população “acorde” diante do atual cenário político e institucional do país.

Além da defesa genérica da liberdade e da justiça, a mobilização também foi marcada por manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Segundo organizadores e participantes, o ato buscou denunciar o que a direita classifica como excessos e violações ao devido processo legal, especialmente após a repercussão da prisão de Bolsonaro e sua transferência para o Complexo da Papuda, conhecido popularmente como “Papudinha”.

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Na avaliação de apoiadores, os desdobramentos judiciais relacionados aos atos de 8 de janeiro e as decisões do Supremo Tribunal Federal teriam deixado a direita brasileira momentaneamente sem sua principal liderança, criando um vácuo político. Diante desse cenário, aliados afirmam que o movimento simboliza uma tentativa de reorganização do campo conservador, que agora busca novos nomes, novas lideranças e maior mobilização popular em nível nacional.

Durante a caminhada e nos atos realizados em Brasília, manifestantes enfrentaram sol e chuva como forma simbólica de resistência. A estratégia, segundo integrantes do movimento, é ampliar o alcance da pauta, angariar apoiadores e dar visibilidade às críticas ao que classificam como ameaças ao Estado Democrático de Direito.

Abílio Brunini, além de participar da mobilização, conversou com manifestantes e gravou vídeos para suas redes sociais. Nas gravações divulgadas, é possível ouvir palavras de ordem entoadas pelo prefeito em defesa da liberdade, da justiça e da reorganização da direita brasileira. A presença do gestor cuiabano reforçou o caráter político do ato e ampliou sua repercussão nas redes sociais.

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A caminhada liderada por Nikolas Ferreira segue sendo apresentada por seus apoiadores como um marco simbólico de resistência e de reconstrução política da direita no país, em um momento que, segundo os organizadores, exige mobilização popular e novas lideranças diante das mudanças no cenário nacional.

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