POLITICA
Senado aprova por unanimidade pacote antifeminicídio, da senadora Margareth Buzettil
Por Jad Laranjeira
PL 4.266/2023 segue agora para a Câmara dos Deputados
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (22), em votação nominal, por unanimidade, o projeto que cria o pacote antifeminicídio. A proposta, apresentada pela senadora Margareth Buzetti torna o feminicídio crime autônomo e aumenta a pena para mínima de 20 anos e máxima de 40 anos. A proposta ainda altera cinco leis já em vigor justamente para que sejam agravados crimes contra a mulher pelo simples fato de ser mulher, além do feminicídio. O relator da matéria na CCJ, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) , salientou que, uma vez aprovado o projeto no Congresso, o feminicídio terá a maior pena prevista.
“Essa será a maior pena privativa de liberdade prevista em nossa legislação penal, o que por certo dará grande visibilidade a importância e necessidade de se combater e prevenir esse delito. A tipificação do feminicídio de forma autônoma ainda permitirá registros policiais mais precisos, o que auxiliará na estimativa dos respectivos quantitativos e, consequentemente, orientará políticas públicas voltadas à proteção da mulher”, explica Alessandro Vieira.
*Outras medidas*
O PL 4.266/2023 aumenta as penas para os casos de lesão corporal contra a mulher, para os crimes contra a honra ou de ameaça e para o descumprimento de medidas protetivas. Nos “saidões” da prisão, o condenado por crime contra a mulher deve usar tornozeleira eletrônica. Ele também perde o direito a visitas conjugais.
Depois de proclamada a sentença, o agressor perde o poder familiar, da tutela ou da curatela. Também são vedadas a nomeação, a designação ou a diplomação em qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo entre o trânsito julgado da condenação e o efetivo cumprimento da pena.
O texto original previa o cumprimento de 70% da pena no caso de feminicídio para a progressão de regime. O relator alterou o percentual para, no mínimo, 55% da pena. Atualmente, o percentual é de 50%. Alessandro alertou para a gravidades dos casos de violência contra a mulher.
“De acordo com o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no ano de 2022, 1.437 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil e outras 2.563, vítimas de tentativa. Também foram registrados 245.713 casos de lesão corporal dolosa praticada no âmbito doméstico e concedidas 445.456 medidas protetivas de urgência. Esses números revelam que a violência contra as mulheres, sobretudo a cometida em ambiente doméstico e familiar, encontra-se em patamares altíssimos e deve ser urgentemente combatida”, argumenta.
*Emendas*
O relator acatou uma emenda sugerida pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O texto prevê tramitação prioritária e isenção de custas, taxas ou despesas em processos que apuram crimes contra a mulher. “Justiça lenta é sinônimo de impunidade e, consequentemente, um estímulo para que agressores continuem atuando. A isenção de custas, por sua vez, é uma barreira a menos para a mulher que procura a justiça para denunciar uma situação de violência”, explica Alessandro.
O relator também acatou uma emenda do senador Sergio Moro (União-PR). Ela prevê que a transferência de condenado ou preso provisório que ameace ou pratique violência contra a vítima ou familiares durante o cumprimento da pena. A regra vale para presos que tenham cometido crime de violência doméstica e familiar contra a mulher. Nesse caso, ele deve ser transferido para estabelecimento penal distante do local de residência da vítima, ainda que localizado em outro estado.
O projeto altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940), a Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688, de 1941), a Lei de Execução Penal (Lei 7.210, de 1984), a Lei de Crimes Hediondos (Lei 8.072, de 1990) e a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006).
_Com informações da Agência Senado_
POLITICA
Medeiros acompanha Flávio Bolsonaro em agenda na Norte Show
EM SINOP
JB News
O deputado federal José Medeiros chega a Sinop nesta quarta-feira (22) integrando a comitiva do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, para participação na Norte Show. A comitiva pousa no aeroporto do município às 14h40 e, em seguida, segue em motociata até o Parque de Exposições, onde ocorre o evento.
Esta é a primeira visita do presidenciável a Mato Grosso após ser anunciado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como seu nome para disputar a Presidência da República.
Medeiros destacou a importância da presença de Flávio Bolsonaro no estado e reforçou o compromisso do grupo político com o setor produtivo.
“O agro é a locomotiva do Brasil e precisa ser reconhecido como tal. O atual governo gosta do dinheiro do agro, mas persegue e dificulta o seu desenvolvimento. Nós, ao contrário, trabalhamos para fortalecer o Brasil que dá certo, garantindo resultados que impulsionam o crescimento do nosso estado e do país. A vinda do Flávio aqui reforça esse compromisso”, afirmou o parlamentar.
Considerada uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro, a Norte Show reúne produtores, empresários e lideranças políticas em torno de inovação, tecnologia e oportunidades de negócios no setor.
Após an agenda na feira, Medeiros retorna a Brasília às 19h30, em voo ao lado de Flávio Bolsonaro, para cumprir compromissos relacionados à pré-campanha presidencial na capital federal.
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