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“Sei que não é obrigação do Estado, mas não tem nada dizendo que o governo não pode contribuir” Diz Botelho na tentativa de derrubar veto do governo

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VETO SOBRE CRECHES

Da Redação

O  Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (UB), comentou nesta manhã de quinta-feira 07.02, sobre o veto do governo na emenda 290, que destina recursos para a construção de creches no estado.

O projeto é de autoria de Botelho, e prevê R$  450 milhões de reais na Lei Orçamentária Anual. Que segundo o Conselheiro do Tribunal de Contas de MT, Antônio Joaquim, existe um déficit de mais de 15 mil vagas nas creches espalhadas pelo Estado.

Segundo o governo a responsabilidade sobre as educação infantil é dos municípios, como prevê a Constituição Federal de 88. Afirma ainda que a emenda não apresentou o impacto orçamentário e financeiro. Uma vez que os recursos seriam tirados de outras ações previstas já alocadas para a Secretaria de Educação, e que a retirada deste recurso poderia prejudicar o ensino médio e fundamental de responsabilidade do estado e da união.[

Para Botelho  existia uma carência de creche muito grande no estado, e o governo pode ajudar a diminuir esse déficit mesmo não sendo obrigação do governo.

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“Eu estou pregando a importância do projeto das creches por conta da carência que existe. E o governo pode ajudar os municípios a resolver esse problema que é grave dentro do estado. Sei que não é obrigação do governo, mas não tem nada dizendo que o estado não pode contribuir. O estado pode e deve contribuir poque  cuidar das crianças é obrigação de todos” Destacou Botelho.

Ainda segundo o deputado, o projeto foi coordenado pelo TCE coordenou o trabalho formado pelo Gaepe ,  formando por representantes da justiça, da ALMT, MPE e representantes da sociedade civil, onde estudos demonstraram as grandes deficiências que estado tem sobre as creches e as dificuldades que os municípios estão tendo para atender essa demanda.

A ALMT tentam derrubar  nesta quinta-feira o veto do governo sobre apoio financeiros a clubes de futebol inscritos na Federação Mato-grossense de Futebol, e a construção de novas pontes de madeiras no estado. O governo argumenta que a medida é inconstitucional e usurpa a competência do executivo.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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JB News

pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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