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Galvan defende isenção de imposto de renda para quem ganha até quatro salários mínimos

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Uma proposta do candidato a senador e presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan (PTB), pretende isentar contribuintes que ganham até quatro salários mínimos de pagarem o imposto de renda anual de pessoa física (IRPF).

Atualmente o valor do salário mínimo gira em torno de R$ 1.212 mensais. Dessa forma, todos que ganham R$ até 4.848 mensais ficariam totalmente isentos do imposto de renda.

O projeto prevê ainda que os contribuintes que ganham mais de quatro salários mínimos só sejam tributados com base no percentual que ultrapassa o valor da isenção.

“Uma pessoa que ganha mais de cinco mil reais só será tributada com base no percentual que ultrapassa o valor isenção “, explica o candidato a senador.

Nas regras atuais declarar o imposto de renda é obrigatório para quem ganha R$ 1.903,98 por mês. Quem recebe menos do que isso está isento, ou seja, não precisa pagar. 

De acordo com Galvan, a redução da carga tributária vai ajudar na recuperação da economia nacional após o período de pandemia, além de melhorar a qualidade de vida das famílias.

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“Precisamos de menos impostos para melhorar a vida das pessoas, oportunizar mais comida na mesa e estimular a economia do nosso país”, reforça o candidato bolsonarista.

O candidato garante ainda que o aumento da faixa de isenção não vai prejudicar a administração pública, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro já vem trabalhando para reduzir os gastos públicos. Além disso, Galvan defende também que o Congresso Nacional e o Governo Federal façam um esforço concentrado para fazer uma ampla reforma administrativa e tributária no país.

“Junto com o presidente Bolsonaro nós defendemos que o contribuinte pare de viver para pagar impostos”, frisa o candidato conservador.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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