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Rodrigo Araújo recebe apoio dos advogados de Poconé: “Estamos fechados com a chapa 10”

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As informações são da Assessoria do candidato

O candidato a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Várzea Grande (OAB/VG), Rodrigo Araújo, que encabeça a Chapa 10 – “Advocacia Unida, OAB + Forte” -, se reuniu na sexta-feira (22.10) com os advogados de Poconé para ouvir a demanda da classe e recebeu apoio irrestrito dos colegas.

A reunião foi na casa do advogado Namir Luiz Brenner. O anfitrião ressaltou sua confiança no projeto da Chapa 10, que para ele é a mais preparada e capacitada. “O Rodrigo é um excelente advogado, atuante, e é isso que nós precisamos para nos representar. A advocacia dele é diária, no Fórum, no balcão, na Secretaria, e precisamos de alguém assim para representar nossa classe, que saiba da nossa realidade”.

A advogada Vera Lúcia de Souza, que compõe a Chapa 10 na função de secretária-adjunta, falou do desafio em ser a primeira representante de Poconé a compor um grupo para disputar a eleição da Subseção de Várzea Grande.

“Estou extremamente feliz, a nossa Comarca é antiga, uma das primeiras do Estado, e é a primeira vez que a advocacia poconeana tem de fato uma representante na chapa para a subseção de Várzea Grande, e isso é motivo de muita felicidade, mas também de muita responsabilidade. Somos uma classe treinada para o debate e temos que ser assim, pois, advogado calado, sociedade, no mínimo, com dúvida. E com a Chapa 10 teremos voz”, disse ao completar que a receptividade ao projeto da Chapa 10 em Poconé tem sido enorme, “isso é engrandecedor, mas ao mesmo tempo chama a responsabilidade” complementou.

Lauro Eubank, advogado atuante em Poconé, conclamou os colegas para votarem na Chapa 10, nas eleições que ocorrem em 26 de novembro. “É um prazer estar aqui e falar do momento político que os advogados brasileiros vivem, meu pai dizia que nós não podemos pecar por omissão, podemos até pecar por ação, ah escolheu errado, mas por omissão não, e hoje nós estamos aqui porque assumimos uma posição em defesa da sua candidatura Rodrigo. Porque nós acreditamos que em sua gestão vai continuar olhando por Poconé, assim como o atual presidente da seccional Leonardo Campos, filho daqui, tem feito, principalmente porque dentre dos seus companheiros você colocou a doutora Vera, que tem um excelente trabalho representando a defesa das prerrogativas dos advogados aqui em Poconé, eu tenho certeza que nós vamos continuar sendo muito bem representados tendo você e sua equipe lá em Várzea Grande” destacou.

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Ele também relatou as demandas de Poconé e disse ter certeza que Rodrigo Araújo é o mais preparado para ajudar a advocacia poconeana a solucionar os entraves vivenciados no dia-a-dia da profissão.

“Nós que vivemos o dia-a-dia, sabemos das dificuldades que enfrentamos para ser advogado, principalmente ser advogado do interior, às vezes você vai para o Fórum, não tem juiz, enfrentamos dificuldades porque os mais antigos funcionários do Fórum se aposentaram e estamos sendo atendidos por estagiários, na grande maioria das vezes, deficitários. Então Rodrigo, você conhece a nossa realidade e você tem alguém da nossa confiança, do nosso município junto com você, aqui, com a sua chapa, estamos vivendo a realidade do dia-a-dia forense. Nós somos a lança e por ser a lança escolhemos apoiar você, apoiando a chapa 10 e você é realmente 10” declarou.

Já o advogado Luís Eubank, lembrou que Poconé é a primeira Comarca do Estado de Mato Grosso, e que precisa de atenção e confia no Rodrigo Araújo para defender os interesses da advocacia do município. “Poconé hoje conta apenas com uma juíza competentíssima, para responder por mais de 12 mil processos, um absurdo, e nós precisamos de alguém que defenda os interesses da classe e essa pessoa é você Rodrigo, nós confiamos em você, e temos certeza que você representará muito bem os advogados de Poconé”.

O ex-presidente da OAB de Mato Grosso, advogado Ussiel Tavares, participou da reunião e afiançou seu compromisso com Rodrigo Araújo, para ajudá-lo no que for preciso para por em prática seus projetos.

Ele lembrou o bom tramite que Rodrigo Araújo tem, o que, sem dúvida nenhuma, o ajudará a cumprir todos os compromissos firmados. “O Rodrigo Araújo não é um desconhecido, ele tem uma advocacia efetiva em Várzea Grande, ele conhece o Conselho Seccional e tem um bom relacionamento com todas as instâncias da OAB, isso vai ser muito importante para o momento que nós vivemos, nós temos ai grandes desafios pela frente e me coloco a inteira disposição do Rodrigo, para poder ajudar, poder participar da sua gestão. O Rodrigo conhece a Ordem, e o grande desafio hoje é colocar os juízes nas Comarcas, este é um problema fundamental e é crônico em Poconé, a vida inteira foi assim, além de ter uma estrutura deficitária no número de juízes, também a estrutura cartorária é muito ruim, e isso, com uma atuação forte da OAB, com o respaldo que o Rodrigo tem, tenho certeza que com a posse dos novos juízes será priorizado um atendimento melhor à Várzea Grande”.

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Ussiel Tavares também lembrou que Rodrigo Araújo terá outro desafio que é fazer a nova sede da OAB de Várzea Grande, e disse que estará ao lado dele para contribuir, para buscar dinheiro, pois, conforme ele, não pode depender só da OAB. “Vamos ter que ter um trânsito no Conselho Federal, vamos precisar do envolvimento de todos os advogados e me coloco a sua inteira disposição para ajudar no que for possível” garantiu.

Ao discursar, Rodrigo Araújo agradeceu a confiança de todos os advogados e afiançou que Poconé terá a atenção que merece.

“Esse apoio incondicional à advocacia de Poconé está representado aqui, com a doutora Vera na nossa chapa. Pela primeira vez na historia das eleições da subseção de Várzea Grande, Poconé terá um representante. Pela primeira vez, Poconé terá o respeito que merece e a atenção que os advogados necessitam. Tenho certeza que a doutora Vera irá encurtar a distância que existe entre Várzea Grande e Poconé, e que ela irá colaborar para que todos os anseios sejam atendidos”.

Rodrigo Araújo se comprometeu em trabalhar arduamente, se eleito, para levar para Poconé a segunda Vara, tão esperada pelos colegas advogados. “Quando comecei essa caminhada, no primeiro evento que tive aqui em Poconé, um colega confidenciou que o maior problema aqui de Poconé é ter uma única Vara, e os colegas podem ter certeza, esse é um compromisso que eu faço com a advocacia de Poconé, nós vamos brigar para trazer uma segunda Vara para Poconé. Estamos a poucos dias das nomeações de novos magistrados, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso já está concluindo o concurso, e os colegas podem ter certeza que será uma bandeira minha, vamos trazer mais magistrados para atuarem aqui” prometeu.

Ao finalizar, Rodrigo Araújo pediu para que os advogados venham para dentro da OAB. “Nossos projetos, nossas bandeira não tenho dúvida que são as melhores, mas para termos uma OAB forte é necessário que a advocacia esteja unida e presente, e quero que cada colega esteja dentro de uma Comissão, participando efetivamente, só assim conseguiremos alcançar nossos objetivos. Sem o advogado dentro da Ordem a nossa instituição perde a credibilidade” pontuou.

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TJMT abre debate sobre sigilo judicial e convoca imprensa para ajudar a frear escalada da violência contra a mulher em Mato Grosso

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JB News

por Nayara Cristina

Diante do avanço dos casos de violência doméstica e feminicídio em Mato Grosso, o Tribunal de Justiça do Estado decidiu transformar a informação em ferramenta de prevenção. Na manhã desta quarta-feira (15), a Corte abriu as portas de sua sede, em Cuiabá, para reunir jornalistas, magistrados, especialistas e representantes da rede de proteção em um encontro que marcou o início de uma nova estratégia institucional para enfrentar a violência de gênero. O “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher” foi mais do que uma agenda institucional: foi um chamado público para construir, junto com quem leva a notícia à população, uma rede de alerta, acolhimento e proteção às mulheres.

Recepcionado pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim Nogueira, e pela vice-presidente da Corte, Maria Erotides Kneip Baranjak, o encontro foi idealizado pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), em parceria com a Coordenadoria de Comunicação do TJMT. A proposta foi construir uma comunicação mais responsável, mais humana e mais eficiente para orientar vítimas, reduzir a revitimização e conter os efeitos sociais que a cobertura inadequada de crimes dessa natureza pode provocar.

O alerta do Judiciário tem como pano de fundo uma realidade preocupante. Mato Grosso encerrou 2025 com 53 feminicídios consumados, número superior ao registrado em 2024, quando houve 47 casos. A maioria das vítimas foi assassinada dentro de casa e, em grande parte das ocorrências, o autor era companheiro ou ex-companheiro. O cenário evidencia a persistência da violência doméstica como principal porta de entrada para crimes letais contra mulheres. Só no primeiro trimestre de 2026, o Estado já acumulava novos casos, mantendo a curva de preocupação em alta.

Ao abrir o encontro, José Zuquim defendeu que o Judiciário não pode atuar apenas depois da tragédia consumada. Segundo ele, a imprensa tem papel central nesse esforço porque chega primeiro à sociedade e pode ajudar a romper o ciclo da violência ao informar com responsabilidade, orientar vítimas e divulgar caminhos de proteção. Para o presidente do TJMT, comunicar bem também é uma forma de prevenir crimes.

Maria Erotides reforçou que a cobertura de violência de gênero precisa ir além do impacto do fato policial. A desembargadora defendeu uma mudança de cultura na forma de noticiar esses casos, evitando a exposição excessiva da vítima, a culpabilização da mulher e a reprodução de estigmas que acabam naturalizando a agressão. Segundo ela, uma narrativa comprometida com os direitos humanos pode salvar vidas antes mesmo da intervenção do Estado.

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Um dos pontos centrais do encontro foi a palestra do delegado do Distrito Federal, Marcelo Zago, que apresentou estudos sobre o chamado efeito “copycat” — fenômeno em que crimes violentos podem ser reproduzidos ou estimulados a partir da repetição massiva de imagens chocantes, detalhes cruéis ou narrativas sensacionalistas. A recomendação aos jornalistas foi clara: evitar descrições mórbidas, preservar a dignidade da vítima e sempre incluir informações úteis sobre canais de ajuda.

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa afirmou que a informação de qualidade é uma ponte entre o sistema de Justiça e a mulher em situação de risco. Para ela, combater a desinformação e garantir uma linguagem acessível e acolhedora é parte essencial da política de enfrentamento à violência doméstica.

Durante o debate, jornalistas também foram diretos ao cobrar mais transparência do Judiciário em relação aos casos de violência doméstica e feminicídio. O principal ponto levantado foi o excesso de informações mantidas sob segredo de justiça, o que, na avaliação dos profissionais da imprensa, muitas vezes dificulta explicar à sociedade a gravidade do crime, o andamento do processo, as decisões judiciais e as responsabilizações dos autores.

Em resposta, Maria Erotides reconheceu que o sigilo processual, embora necessário para resguardar a intimidade da vítima, preservar provas e evitar constrangimentos em casos de violência familiar, precisa ser constantemente revisto para não se transformar em barreira à informação de interesse público. A desembargadora sinalizou que o Tribunal vai estudar formas de aperfeiçoar esse fluxo de comunicação, buscando um equilíbrio entre a proteção legal das partes e o direito da sociedade de compreender como a Justiça atua nesses casos.

A discussão abriu espaço para um novo eixo de trabalho entre Judiciário e imprensa: a construção de protocolos que permitam divulgar, com mais clareza, decisões, medidas protetivas, condenações e estágios processuais, sem violar a intimidade das vítimas. A ideia é que a sociedade tenha acesso a informações mais completas sobre punições, respostas do Estado e instrumentos de proteção, fortalecendo a confiança no sistema de Justiça e ampliando o efeito preventivo da informação.

Entre os representantes da imprensa que participaram do encontro, o diretor do portal JB News em Mato Grosso, José Teixeira, popularmente conhecido como Jota de Sá, que reforçou o compromisso do veículo com a construção de uma comunicação mais responsável no enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo ele, o jornalismo tem papel essencial não apenas na divulgação dos fatos, mas também na orientação da sociedade e na proteção de quem vive em situação de risco.

Jota de Sá afirmou que o JB News estará ao lado do Poder Judiciário nessa mobilização permanente em defesa da vida. “O JB News assume esse compromisso de caminhar junto com o Judiciário, levando informação com responsabilidade, sensibilidade e compromisso social. Nosso papel é ajudar a orientar, acolher e dar visibilidade aos caminhos de proteção. Não podemos aceitar a escalada da violência como algo normal. Vamos somar forças para que a informação ajude a construir paz, segurança e dignidade para as mulheres e para as famílias de Mato Grosso”, destacou.

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O coordenador de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Ranieri Queiroz, destacou que o encontro com os jornalistas foi estruturado a partir de uma escuta ativa dos próprios profissionais da imprensa, com o objetivo de compreender dificuldades, demandas e possibilidades de construção conjunta. Segundo ele, a proposta do Judiciário não é interferir na liberdade editorial dos veículos, mas abrir um espaço de diálogo para refletir sobre o impacto social da informação e sobre a responsabilidade coletiva na cobertura de casos de violência contra a mulher.

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Outro dado destacado no encontro foi o alto índice de esclarecimento dos feminicídios em Mato Grosso. Segundo magistrados e integrantes da rede de proteção, praticamente todos os casos recentes tiveram resposta rápida das forças de segurança, com identificação dos autores, prisões e responsabilização penal, restando raríssimas exceções de suspeitos ainda foragidos. O dado foi usado como argumento para reforçar que, embora a resposta repressiva exista, o grande desafio ainda está na prevenção e na capacidade de impedir que a violência chegue ao desfecho fatal.

Como encaminhamento prático, Judiciário e imprensa começaram a discutir a criação de um protocolo de cobertura responsável para casos de violência doméstica e feminicídio. Entre as diretrizes em debate estão evitar exposição indevida da vítima, não reproduzir versões que a culpem, não divulgar imagens degradantes e sempre informar onde buscar ajuda.

Em Mato Grosso, mulheres em situação de violência podem buscar ajuda pelo telefone 180, canal nacional gratuito que funciona 24 horas. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190. O Estado também conta com Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, além da Patrulha Maria da Penha e da rede de apoio psicossocial do próprio Judiciário. O recado final do encontro foi claro: em um estado onde os números ainda assustam, a informação correta — dada na hora certa — pode ser decisiva para impedir que uma ameaça vire tragédia.

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