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Reforma tributária pode condenar a Região Centro-Oeste do Brasil a ser um Bolsão de desindustrialização diz Fábio Garcia

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Da Redação

O deputado federal por Mato Grosso, Fábio Garcia (União), comentou sobre  a Reforma Tributária que está em debate no congresso nacional, e os impactos econômicos que ela pode causar no desenvolvimento da Região do Centro Oeste.

Segundo o deputado,  a reforma como ela está pode condenar a toda a região Centro Oeste do Brasil ao subdesenvolvimento, e a desindustrialização. E alertou a grande preocupação com a retirada dos incentivos fiscais para a instalação de industrias para continuar o desenvolvimento em toda a região.

Para Fabio Garcia é fácil de entender o momento econômico do estado e de toda a região Centro Oeste, e se faz necessário incentivar os investimentos para que a industrialização possa acontecer, por conta da grande distância entre os estados que integram a região, aos grandes portos em todo o Brasil que escoam a  produção ao mercado consumidor.

“Portanto  mesmo que tivermos infraestrutura, vamos continuar longe a quase dois mil quilômetros dos portos, e tirar os incentivos fiscais desta região, irá condenar esse  desenvolvimento. Foi assim que foi feito  a constituição, para desenvolver o Centro Oeste, o Norte e o Nordeste do Brasil.” Destacou.

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“Tirar isso de nós,  é na verdade transformar definitivamente menos competitivo, e criar um bolsão de prosperidade na região Sudeste, e criar um bolsão de produção primária e de desindustrialização  a região centro Oeste do país, e nós não vamos aceitar isso.” Disse do deputado.

Fabio Garcia também comentou que a bancada federal vai se reunir com os governadores do Centro Oeste, onde está Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás , para criar uma espécie de política única, criando força conjunta entre os estados  para poder enfrentar o debate no congresso, e com isso convencer a comissão que atua na redação do novo texto da lei da Reforma tributária a não cometer esse tipo de equivoco prejudicando todo uma região do Brasil.

Ainda segundo Garcia Mato Grosso vive um novo momento econômico, e por conta disso a industrialização vai oferecer oportunidade e emprego e bom salário,  ao povo do estado. E mesmo que o estado tenha uma bancada menor defendendo a economia no congresso, “quando se junta três estados importantes economicamente como é MT, MT do Sul e Goiás com a mesma posição, é um peso muito forte, que certamente terá que ser considerado por aqueles que estão construindo a o relatório da reforma tributária brasileira.” Disse o Deputado.

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O governador Mauro Mendes também já atacou por várias vezes o novo texto da lei, inclusive chegou a dizer que o estado poderia perder até R$ 7 bilhões de reais com a nova forma de arrecadação de ICMS, que deixará de ser cobrado na produção, para ser cobrado no consumo. O que para Mato Grosso como é um estado de produção primária, este tipo de arrecadação irá impactar drasticamente na economia do estado.

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Mourão fala sobre impacto de guerras, inflação global, critica pacto federativo, e cobra equilíbrio fiscal do governo federal durante Fórum LIDE em Cuiabá

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por Emerson Teixeira

Durante participação no Fórum LIDE Mato Grosso 2026, nesta terça-feira, em Cuiabá, o senador Hamilton Mourão fez uma análise ampla sobre os principais entraves econômicos e institucionais enfrentados pelo país e defendeu uma agenda de reequilíbrio fiscal, fortalecimento do pacto federativo e pacificação entre os Poderes. Em sua passagem pela capital mato-grossense como palestrante do encontro, Mourão afirmou que o Brasil atravessa um momento decisivo e precisa corrigir distorções estruturais para voltar a crescer com estabilidade.

Ao abordar a realidade fiscal do país, Mourão criticou a concentração de receitas na esfera federal e afirmou que o modelo atual de arrecadação se tornou insustentável para estados e municípios. Segundo ele, a União concentra a maior parte dos tributos, enquanto prefeitos e governadores assumem a maior parte das demandas da população, especialmente nas áreas mais sensíveis da gestão pública. Na avaliação do senador, esse desequilíbrio compromete a capacidade de investimento local, trava obras, limita políticas públicas e enfraquece a capacidade de resposta dos municípios diante das necessidades diárias da população.

Mourão ressaltou que os municípios são os entes mais pressionados dentro da estrutura federativa, porque são eles que recebem diretamente as demandas por saúde, educação, assistência social, mobilidade urbana, saneamento e infraestrutura básica. Segundo ele, esse descompasso entre obrigação e arrecadação gera um efeito em cascata: compromete serviços, dificulta planejamento e aumenta a dependência de transferências federais e emendas parlamentares. Para o senador, o Brasil precisa discutir uma nova lógica de repartição de recursos, com critérios mais justos e maior autonomia para estados e cidades.

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Ao comentar a reforma tributária, Mourão reconheceu o esforço do Congresso Nacional para destravar uma pauta histórica e afirmou que o Parlamento atuou de forma intensa para construir o texto aprovado. Segundo ele, houve mobilização de lideranças, debates técnicos e articulação política para viabilizar a proposta. No entanto, o senador demonstrou preocupação com a etapa seguinte: a implementação prática da reforma.

Na avaliação de Mourão, o maior desafio agora não está mais na aprovação da lei, mas na capacidade do governo federal de colocar em funcionamento toda a nova estrutura de arrecadação, compensação e distribuição prevista. Ele citou como pontos sensíveis o funcionamento do comitê gestor, os mecanismos de transição para estados exportadores, a compensação de perdas e a segurança jurídica para o setor produtivo. Segundo Mourão, qualquer falha nessa engrenagem pode provocar insegurança para investidores, impactar cadeias produtivas e gerar efeitos negativos sobre emprego e arrecadação.

Ao falar especificamente de Mato Grosso, o senador destacou que o estado precisa acompanhar de perto os desdobramentos da reforma por ocupar posição estratégica na economia brasileira. Mourão lembrou que Mato Grosso é um dos maiores produtores de alimentos do país, tem forte participação nas exportações e exerce papel central na balança comercial nacional. Para ele, mudanças mal calibradas na estrutura tributária podem afetar desde o produtor rural até os setores de transporte, armazenagem, indústria e comércio.

O senador também chamou atenção para o cenário externo e afirmou que o Brasil vive um momento de pressão econômica global que exige prudência e estabilidade. Mourão citou os conflitos internacionais, a instabilidade geopolítica, a elevação do preço do petróleo e os impactos inflacionários como fatores que pressionam custos internos e reduzem margens de crescimento. Segundo ele, em um cenário de incerteza mundial, países que não oferecem previsibilidade institucional acabam sofrendo mais com fuga de investimentos, retração econômica e perda de competitividade.

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Na avaliação de Mourão, o Brasil precisa se preparar para esse ambiente internacional adverso com responsabilidade fiscal, contas públicas equilibradas e ambiente favorável à produção. O senador defendeu medidas que deem segurança ao setor privado, estimulem investimentos e permitam ao país manter sua capacidade de crescimento mesmo diante de turbulências externas.

Em sua análise política, Mourão também fez um alerta sobre o momento institucional do país. Segundo ele, o ambiente de tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário tem fragilizado a confiança da população e criado um cenário de instabilidade que afeta diretamente a economia e a governabilidade. O senador afirmou que o pacto institucional firmado com a Constituição de 1988 passa por um momento de desgaste e precisa ser preservado com diálogo, equilíbrio e respeito às atribuições de cada Poder.

Para Mourão, quando há insegurança institucional, quem mais sofre é a população, que sente os efeitos da paralisação administrativa, da demora nas decisões e da ausência de consensos mínimos para enfrentar problemas estruturais. Em Cuiabá, o senador defendeu que o Brasil retome uma agenda centrada em previsibilidade, responsabilidade e cooperação institucional, como base para recuperar a confiança, impulsionar investimentos e garantir desenvolvimento sustentável para o país.
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