CUIABÁ

Rafael Ranalli confirma que ex-prefeito Emanuel Pinheiro prestará depoimento à CPI da CS MOBI

Publicados

em

JB News

Por Alisson Gonçalves

Em entrevista à imprensa nesta segunda-feira,01, o vereador de Cuiabá, Rafael Ranalli, confirmou que o ex-prefeito Emanuel Pinheiro irá comparecer à Câmara Municipal na próxima segunda-feira, às 14h, para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o contrato da empresa CS MOBI.

Segundo Ranalli, Pinheiro foi receptivo à convocação, entregue por sua equipe na tarde anterior, e deverá esclarecer diversos pontos relacionados ao contrato firmado durante sua gestão.

A convocação partiu de uma solicitação do vereador Demilson Nogueira, o Dilemário, para que Pinheiro explique, entre outros aspectos, por que alterou o fundo garantidor de pagamento do contrato sem passar pela aprovação da Câmara Municipal, algo que conforme pareceres de procuradores do município, seria necessário.

“Queremos entender o que o ex-prefeito viu de vantajoso nesse contrato na época, os valores envolvidos, e especialmente essa mudança no fundo garantidor, feita sem a devida autorização legislativa”, afirmou Ranalli.

O vereador também comentou o pedido feito pela empresa A CSMOBI ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para intervir no pagamento de uma dívida de R$ 650 mil que a Prefeitura teria deixado de repassar.

Leia Também:  Sugestão de Pauta: Prefeitura entrega 2ª unidade do Espaço de Acolhimento da Mulher na UPA Verdão nesta terça-feira (30)

“Vejo com naturalidade. Cada parte tem seus direitos. A empresa está no direito de cobrar. Pelos números, já deveriam ter sido pagos cerca de R$ 22 milhões, mas apenas R$ 9 milhões foram efetivamente repassados”, explicou.

Ranalli destacou que muitos questionamentos recentes sobre reajustes e responsabilidades estão, de fato, previstos no contrato, e reiterou o compromisso da CPI em tornar tudo transparente. Ele se dispôs, inclusive, a fornecer o contrato à imprensa e à população para que todos possam entender seus termos.

“A cidade assinou um contrato, e nosso trabalho aqui é garantir que ele seja cumprido, seja de maneira legal ou não tão legal”, pontuou, ao mencionar que, mesmo diante das polêmicas, a obra do mercado público está em avanço e com previsão de entrega até dezembro.

Sobre o estacionamento rotativo, alvo de críticas, o vereador esclareceu que a administração é da Prefeitura, que repassa essa gestão à empresa, sendo que toda a arrecadação vai inicialmente para os cofres públicos antes do repasse à concessionária.

Leia Também:  Michelly anuncia acordo e ressalta inteligência política do prefeito e compromisso com a valorização dos professores

Ele lamentou a desinformação em torno do tema e defendeu uma maior organização entre Prefeitura e empresa para resolver impasses.

Ranalli concluiu que a atual crise é reflexo do antagonismo entre a gestão anterior e a atual, e reforçou a necessidade de diálogo e coordenação: “Cuiabá precisa de alguém que organize, coloque o prefeito para sentar com a empresa e resolver as dúvidas para melhorar para todo mundo”.

Veja :

COMENTE ABAIXO:

CUIABÁ

Parlamentar defende desenvolvimento da capital com inclusão e dignidade

Publicados

em

Por

Ana Conrado | Assessoria da vereadora Baixinha Giraldelli 

A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) voltou a se manifestar sobre  as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor de Cuiabá durante a sessão de terça-feira (14), reforçando a necessidade de que o crescimento da cidade esteja alinhado à garantia de dignidade e inclusão social para a população.
Diferente de manifestações anteriores, a parlamentar direcionou sua fala ao impacto real do planejamento urbano na vida de quem já vive em regiões consolidadas, mas ainda invisíveis do ponto de vista legal. “Não é só sobre crescer, é sobre garantir que as pessoas tenham direito à cidade”, destacou.
Durante o discurso, Baixinha criticou a ideia de que bairros como Pedra 90, Coxipó e Parque Cuiabá devam esperar por uma valorização a longo prazo. Segundo ela, essa lógica ignora a urgência de milhares de famílias que convivem há décadas com a falta de regularização fundiária e infraestrutura básica.
A vereadora enfatizou que a ausência de regularização vai além da questão documental e impacta diretamente na qualidade de vida da população. “São bairros que existem de fato, mas não de direito. Isso gera insegurança, exclusão e abandono”, afirmou.
Baixinha também pontuou que a falta de regularização dificulta ou impede a chegada de serviços essenciais, comprometendo o desenvolvimento dessas regiões. Entre os principais problemas enfrentados, ela citou:
Falta de saneamento básico;
Ausência de pavimentação;
Problemas de drenagem;
Iluminação pública insuficiente.
Outro ponto abordado foi a ocupação de áreas inadequadas, como margens de rios e regiões de risco, o que agrava questões ambientais e aumenta a vulnerabilidade dessas famílias.
A vereadora defendeu que é preciso transformar o debate em ações concretas. “Todo mundo já sabe o que precisa ser feito. O que falta é vontade política, planejamento e prioridade real para que isso saia do papel”, declarou.
Ao encerrar, Baixinha reforçou que não é contra o crescimento urbano, mas defende que ele aconteça de forma responsável. “O Plano Diretor tem que permitir o crescimento, sim, mas não podemos esquecer do que já existe. Não podemos deixar essas comunidades para trás”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

Leia Também:  Investigação revela que vereador Chico 2000 comprou votos de eleitores ligados à atual presidente da Câmara de Cuiabá 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA