Tecnologia
PTFE de titânio produzida no Brasil coloca o país como referência global na área odontológica
JB News
A primeira barreira de titânio totalmente nacionalizada é 80% mais barata que a vendida no mercado
A primeira PTFE de titânio começa a ser produzida no Brasil. Usada em cirurgias dentárias, a nova proteção é a primeira de titânio a ser produzida na América Latina e tem fabricação 100% brasileira.
Com a chegada da nova tecnologia ao Brasil, o nosso país se torna uma referência mundial no mercado odontológico. Este novo material causa grande revolução no mercado, reduzindo custo e tempo cirúrgico dos casos mais desafiadores. Por ser produzido nacionalmente, a tecnologia fica mais barata e pode começar a ser utilizada de forma popular.
Muito usada em cirurgias dentárias, principalmente na implantodontia, a PTFE de titânio feita no Brasil é 80% mais barata do que a manufaturada nos Estados Unidos pela única outra empresa que detém essa tecnologia no mundo. O material é produzido na maior fábrica de biomateriais da América Latina.
Para o que serve a PTFE de titânio?
Quando um dente é extraído, a cavidade começa a cicatrizar e acontece o fechamento da gengiva. Essa cicatrização traz para o paciente uma atrofia em altura e espessura óssea, então a região fica comprometida para receber um implante futuramente. A PTFE de titânio entra aí, ela faz uma regeneração óssea guiada, impedindo a cicatrização e a atrofia, preenchendo a cavidade sem perder a altura e espessura. Por ser de titânio, ela tem maior facilidade de manipulação, para conseguir encaixar na área que vai ser colocada.
Outras vantagens para a saúde do paciente são que o material não contamina a região bucal, evitando a perda da cirurgia; e a membrana é facilmente removida, não é necessário anestesia, sem precisar expor o paciente a uma segunda cirurgia.
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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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