AGRONEGÓCIOS

Prorrogadas até 28 de março as inscrições para o Edital de Fortalecimento Produtivo dos Territórios Pesqueiros

Publicados

em

Foram prorrogadas até o dia 28 de março as inscrições para o Edital de Fortalecimento Produtivo dos Territórios Pesqueiros Artesanais. O prazo foi estendido por mais cinco dias, no período de 24 a 28 de março. Os valores destinados a cada projeto variam entre R$ 25 mil e R$ 350 mil.

Pescadores e pescadoras ganharam mais tempo para participar da iniciativa, que busca fortalecer o protagonismo das mulheres na pesca artesanal. O edital tem como objetivo promover a geração de trabalho e renda, a autonomia econômica, a segurança alimentar e a melhoria da qualidade de vida das comunidades pesqueiras artesanais. Podem participar entidades privadas sem fins lucrativos, cooperativas com atuação social e organizações religiosas que desenvolvam projetos de interesse público.

Cronograma atualizado:

Envio das propostas pelas OSCs: de 12/02/2026 a 28/03/2026
Etapa competitiva de avaliação das propostas pela Comissão de Seleção: de 31/03/2026 a 24/04/2026
Divulgação do resultado preliminar: 27/04/2026
Interposição de recursos contra o resultado preliminar: de 28/04/2026 a 04/05/2026
Análise dos recursos pela Comissão de Seleção: de 05/05/2026 a 15/05/2026
Homologação e publicação do resultado definitivo da fase de seleção, com divulgação das decisões recursais (se houver): 18/05/2026

Leia Também:  Nova atualização sobre a suspensão de exportações em razão da gripe aviária

Confira o edital completo.

Confira os anexos do edital.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

COMENTE ABAIXO:

AGRONEGÓCIOS

Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

Publicados

em

Por

A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

Leia Também:  Agropecuária brasileira desafia crises e registra crescimento recorde em 2023

Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

Leia Também:  Agrodefesa endurece regras sanitárias contra brucelose e tuberculose

O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA