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Produtor que vaiou Mauro Mendes no incio do governo volta atrás e pede aplausos a gestão

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Da Redação

Das vaias aos aplausos: tudo indica que o governador Mauro Mendes deu a volta por cima na relação com os produtores rurais. Em 2019, o recém-empossado governador foi vaiado pela classe em um evento em Sorriso, por conta de ter reeditado a cobrança do Fethab.

Porém, em evento ocorrido nesta quinta-feira (09) na Aprosoja, um dos produtores rurais que o vaiou naquela ocasião, Thiago Fabris, desta vez pediu aplausos, uma vez que na atual gestão o Fethab de fato tem sido aplicado na melhoria da Infraestrutura.

“Hoje eu quero pedir aplausos ao nosso governador. E isso porque nós fomos agraciados com a licitação do nosso projeto da MT-130 no distrito de Santiago do Norte. Toda vez que a gente ia na Sinfra o Marcelo Padeiro [secretário de Infraestrutura] dizia ‘traga o projeto que ele será licitado’. E foi isso o que aconteceu. Nós conseguimos elaborar o projeto, fomos na Sinfra e agora dia 2 de dezembro foi licitado dois trechos da MT-130 em Santiago do Norte. Quero parabenizar o governador por isso. Naquele momento ele foi vaiado para hoje ser aplaudido”, afirmou Fabris, cuja fala foi aplaudida por produtores de todas as regiões que estavam no evento.

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Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio

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Por Emerson Teixeira

A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.

Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.

As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.

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Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.

Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.

Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.

 

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