Mulher
Primeira Dama Virgínia Mendes volta a defender pena de morte para feminicidas e cobra ação de Lula e do Congresso, Veja o vídeo
JB News
por Alisson Gonçalves
Do local Danilo Figueiredo
A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, defendeu nesta quarta-feira (8) a adoção da pena de morte para assassinos, incluindo autores de feminicídios, e criticou a falta de rigor nas leis brasileiras.
A declaração foi dada em meio ao aumento da violência contra mulheres no país, quando Virgínia fez um apelo direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Congresso Nacional para que promovam mudanças na legislação penal.
“Tem que exigir isso do presidente Lula, porque são mulheres que estão morrendo. Ele governa para o Brasil inteiro e precisa olhar para isso, mudar as leis. Só ele pode fazer com que isso mude”, afirmou.
Virgínia declarou ser favorável tanto à prisão perpétua quanto à pena de morte, classificando o sistema penal brasileiro como “retrógrado e antigo”. Para ela, o atual modelo de punição não tem sido suficiente para coibir crimes violentos. “Tem que ter pena de morte para quem matou, constatou que matou. As leis do nosso país são retrógradas e antigas”, reforçou.
Apesar da defesa por punições mais duras, Virgínia reconheceu que o tema enfrenta forte resistência no Brasil.
“No Brasil é muito complicado implantar pena de morte. Infelizmente, não há leis severas”, pontuou, destacando que o debate precisa ocorrer no âmbito federal. “Isso precisa ser discutido entre deputados federais e senadores. Não é algo que depende de governador ou prefeito”, acrescentou.
A primeira-dama também criticou a ineficácia das medidas de proteção às mulheres em situação de risco, como o botão do pânico e as tornozeleiras eletrônicas, que, segundo ela, não têm evitado mortes.
“Mesmo com medida protetiva, tornozeleira e botão do pânico, os agressores encontram maneiras de agir. Às vezes a mulher está num bar com as amigas, e o cara chega lá tornozelado. Ela não consegue reagir. Pode colocar uma polícia para cada mulher, que ainda assim não conseguimos impedir essas tragédias”, afirmou.
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Mulher
Ministra das Mulheres visita obra da Casa da Mulher Brasileira em Foz do Iguaçu
Em agenda oficial, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, esteve hoje (22/4) em Foz do Iguaçu, no Paraná. Durante a visita, a ministra acompanhou a obra da Casa da Mulher Brasileira, que já está em fase de concretagem e com previsão de entrega para outubro de 2026. O projeto une inovação tecnológica, economia de recursos e articulação social na região da Tríplice Fronteira.
Diferente de construções convencionais, a unidade de Foz do Iguaçu foi projetada com a metodologia BIM (Building Information Modeling). O uso dessa tecnologia tridimensional garante segurança estrutural, redução de desperdícios e melhor gestão do dinheiro público. Além disso, é um ambiente projetado para se adaptar às diversas necessidades de atendimento.
Acolhimento
Consolidada no Brasil, a Casa da Mulher Brasileira foi inspirada em experiências internacionais, como Ciudad Mujer, em El Salvador. O ambiente funcionará como um centro de atendimento humanizado, reunindo em um único espaço Delegacia Especializada e Patrulha Maria da Penha; Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública; equipes psicossociais e alojamento de acolhimento provisório; Cuidoteca – espaço dedicado às crianças enquanto as mães recebem atendimento.
“Ter esse espaço de acolhida para as mulheres faz parte da rede de atendimento, prevenção e acolhimento, para que cada vez mais Foz do Iguaçu seja uma cidade livre de violências contra as mulheres”, declarou a ministra.
Expansão
A implantação da Casa da Mulher, em Foz do Iguaçu, faz parte de uma estratégia do governo federal no combate à violência contra as mulheres. Atualmente, o país conta com 43 casas em processo de construção e licitação. Os espaços estão integrados ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, liderado pelo Governo Federal em conjunto com os Três Poderes. Para a ministra Márcia Lopes “não existe desenvolvimento econômico ou sustentável em uma sociedade onde a vida das mulheres é banalizada. O foco agora é o acolhimento, a justiça e a proteção integral”.
Outras agendas
Durante a visita ao Paraná, Márcia Lopes também cumprirá outras agendas, como Reunião com a Rede de Proteção das Instituições da Casa da Mulher Brasileira; Visita à Comunidade Terapêutica Sagrada Família; Reunião com a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA); Aula Magna para a Comunidade Acadêmica da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).
Fonte: Ministério das Mulheres
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