POLITICA
Presidente do TCE-MT reforça potencial turístico da região em visita a Araguainha e Alto Araguaia
JB News
O potencial turístico do Vale do Araguaia foi reforçado pelo presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, durante visita a Araguainha e Alto Araguaia no mês de janeiro.
De acordo com o presidente, é preciso promover o desenvolvimento da região, e o turismo é um setor que deve ser explorado. Citou como exemplo Araguainha, o menor município de Mato Grosso, com pouco mais de mil habitantes e o terceiro menor do Brasil.
“Estamos aqui no Domo de Araguainha, onde há cerca de 245 milhões de anos caiu um meteorito, formando uma cratera de 40 km de diâmetro. Essa é a maior cratera de impacto da América do Sul e uma das maiores do mundo. Onde estamos era mar e a queda desse meteorito mudou toda a história de uma região. Temos que apresentar essa história para o mundo vir conhecer”, argumentou o presidente.
Uma das sugestões do presidente foi a criação de um museu no município para receber turistas. Também em Araguainha, o presidente subiu a Serra da Arnica e viu o pôr do sol da região, acompanhado do prefeito do município, Francisco Gonçalves Naves, e do presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin. “Araguainha tem um potencial grandioso para o turismo. É um assunto importante para se discutir e buscar políticas públicas na área do turismo”, reforçou Sérgio Ricardo.
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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O prefeito de Araguainha classificou como “momento histórico” a visita do presidente do TCE-MT à cidade e seus pontos turísticos. “Estamos no centro da cratera do Domo de Araguainha, um local que precisa de investimento para podermos fomentar o turismo. Hoje, estamos vivendo um momento histórico para a cidade, por receber o presidente do Tribunal de Contas. Estou emocionado porque nunca aconteceu um evento desse, promovido pelo TCE-MT e com a participação do Governo do Estado, AMM e outras instituições. O Sérgio Ricardo veio trazer a discussão para desenvolver nosso município e a região”, afirmou o prefeito.
Antes de chegar em Araguainha, os presidentes do TCE-MT e AMM visitaram Alto Araguaia, onde foram recebidos pelo prefeito Gustavo Melo, na sede da Prefeitura.
“Destacamos a importância do papel do Tribunal de Contas junto aos municípios. Quero cumprimentar a iniciativa do presidente e de todos os conselheiros pela iniciativa de virem até nossa região. Sou testemunha do quanto o TCE-MT é parceiro na orientação aos gestores para poderem prestar um bom serviço à sociedade”, comentou o prefeito.
TCE em Movimento
O TCE-MT esteve na região Vale do Araguaia para debater soluções para a redução das desigualdades regionais durante o TCE em Movimento – Sustentabilidade e Desenvolvimento, realizado na quinta-feira (18).
O encontro contou com a participação de prefeitos, vereadores, gestores e sociedade civil organizada dos municípios de Araguainha, Alto Garças, Alto Araguaia, Ribeirãozinho, Torixoréu e Ponte Branca.
Representantes do Governo do Estado, Assembleia Legislativa (ALMT), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e Sebrae também participam do encontro para discutir o desenvolvimento dos municípios.
Agricultura Familiar
O presidente também observou durante o encontro sobre a necessidade de investimentos na agricultura familiar de Araguainha e alertou sobre a demora na concessão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), onde 85 licenças foram pedidas e apenas 5 autorizadas.
“Além do turismo, essa região tem outras alternativas que podem ser exploradas como a agricultura familiar que sustenta, gera emprego. E o Governo do Estado pode, por meio da Sema, avaliar os pedidos de CAR. Os produtores da cidade querem produzir e não conseguem e não é só aqui. Quando vemos os números, são 130 mil CAR que estão em análise, e o Estado tem apenas 8 mil aprovados. No menor município do Estado, tem muitos pedidos que não são analisados”, alertou.
Em contato com a Sema, o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, explicou que existem inconsistências no cadastro do CAR e em breve os pedidos poderão ser feitos diretamente, sem a presença de um técnico. Também disse que iria levar todos os pedidos pendentes de análise de Araguainha.
Sérgio Ricardo sugeriu então para que a AMM crie uma estrutura interna para auxiliar os produtores a montar processos referente ao CAR, sugestão acatada pelo presidente Leonardo Bortolin. “Muitas vezes, o produtor não tem a expertise para entrar com a solicitação. Será interessante agilizar esses procedimentos para atender gratuitamente os prefeitos, a pedido dos produtores. A burocracia não deixa o mundo andar, precisamos mudar isso”, disse o presidente do TCE-MT.
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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