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Prefeitura de VG vai premiar servidores da Saúde com bônus de até R$ 7 mil

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Por Alisson Gonçalves

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), encaminhou à Câmara Municipal um Projeto de Lei Complementar que cria o “Prêmio Saúde”, pagamento extra destinado a servidores da rede municipal de Saúde com valores que podem variar de R$ 1 mil a R$ 7 mil.

O benefício será concedido apenas a quem cumprir metas de desempenho estabelecidas pela administração.

Segundo a Prefeitura, a proposta atende a uma demanda antiga, aguardada há mais de 20 anos, e também cumpre promessa de campanha feita por Flávia e pelo vice-prefeito Tião da Zaeli (PL).

O pagamento terá caráter transitório, não integrará o salário e dependerá de critérios como produtividade, pontualidade, trabalho em equipe, qualidade no atendimento, cumprimento de prazos e comprometimento com as funções.

O não cumprimento de qualquer requisito suspenderá o repasse no mês correspondente. A avaliação individual de desempenho definirá o valor a ser pago, de acordo com o cargo e a função do servidor.

Para a prefeita, a medida é uma forma de valorizar quem atua na linha de frente da saúde pública. “A regulamentação do Prêmio Saúde é mais do que um compromisso de campanha, é um ato de reconhecimento aos servidores que cuidam da nossa população”, afirmou.

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Caso a proposta seja aprovada pelos vereadores, o programa poderá começar a valer ainda este ano, contemplando profissionais de diferentes setores da rede municipal.

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

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Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

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TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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