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PF encontra documentos na casa de ex-ministro da justiça, que para Flávio Dino era preparação para um golpe

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Por Alisson Gonçalves

A Polícia Federal (aPF), comunicou que  encontrou na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, documentos que  pedia anulação e correção das eleições de 2022.

Segundo às informações da PF, o documento tinha um objetivo, reverter e tirar a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A medida alegava abusos de poder e medidas ilegais tomadas pelo ministro do (STF) Supremo Tribunal Federal e também presidente do (TSE) Alexandre de Moraes.

Com esses fatos, logo seria pedido restabelecimento imediato da lisura e correção da eleição de 2022, porém vale lembrar que a medida seria “Inconstitucional”.

Alexandre de Moraes expediu uma prisão preventiva contra Anderson Torres, nesta quarta-feira 11 de janeiro, porém até o momento Torres ainda não voltou de suas férias nos Estados Unidos.

Aínda ontem ao saber do mandato de prisão, Torres disse que cancelaria às férias e retornaria ao Brasil, para responder a justiça.

Para o ministro da Justiça Flavio Dino, os documentos encontrados na casa do ex-ministro  era preparado para um golpe, e classificou como espantosa.

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Em nota Torres comunicou que recebe a minuta do decreto de terceiros  num dos vários eventos que participou durante sua estadia no cardo de ministro da justiça. E que todos os documentos empilhados em sua residência serviria para descarte.

Flávio Dino disse que a conduta do seu antecessor configura crime de prevaricação. E que daria voz de prisão imediatamente a quem entregasse um documento  é um pedido como este. “ É um crime contra o Estado democrático  direito”.

 

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Polícia Federal

Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT

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Por Emerson Teixeira

 

Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção

A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.

A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.

Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.

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Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.

De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.

Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.

As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.

Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.

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A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.

A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.

 

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