Economia
Para o governador Mauro Mendes a retirada de MT da Amazônia Legal só é benéfica desde que não tire da indústria a capacidade de pleitear até 75% na isenção de impostos
JB News
Por Alisson Gonçalves
O governador Mauro Mendes (UB), comentou nesta sexta-feira 11.03, sobre o projeto do deputado federal Juarez Costa (MDB), que pede a exclusão de MT da Amazônia Legal, dando uma liberdade maior de exploração para produção em MT.
Em seu ponto de vista Mauro disse que todo projeto tem seu lado positivo e negativo, e citou o exemplo, dizendo que se nós sairmos da Amazônia Legal nós vamos perder um dos meios mais importantes de mecanismo da industrialização do estado de MT, onde uma indústria pode pleitear a isenção de até 75% de imposto, por estamos priduzindo dentro da Amazônia.
“Olha este projeto,por um lado pode abrir uma capacidade de ampliar a produção primária do Agronegócio em MT, já por outro lado podemos perder um dos mais importantes mecanismo da industrialização, por exemplo quando uma empresa aqui se instala, ela pode pleitear um incentivo na (SUDAM), por estar na Amazônia Legal uma isenção de 75% sobre os imposto de renda”.Disse o governador
Para Mauro esse tipo de mecanismo, foi o maior incentivador de processo de industrialização que movimentou até hoje no estado de MT..Disse aí da que é a favor do projeto desde que não perca esse benefício.
O projeto da retirada de MT da Amazônia legal é de autoria do deputado federal Juarez Costa (MDB),a inicia da proposta se deu porque os estados que estão dentro da Amazônia Legal só pode explorar cerca de 20%do solo para a produção plantio, sendo os 80% do solo tem que ser preservado. Como a retirada do estado da Amazônia Legal, esse número pode crescer mais 30%, o que daria uma capacidade de 50% de área com capacidade de produção, aumentando nossas áreas de plantios.
Veja o vídeo da entrevista:👇
AGRONEGÓCIOS
“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.
Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.
Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.
A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.
Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.
“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.
Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.
O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.
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