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Para Mauro Mendes, “Tem muita gente por aí que gosta de fazer malandragem, e acha que tudo que vê alguém fazendo tem malandragem no meio” e rebate critica sobre Parque Nacional de Chapada

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Da Redação

O governador Mauro Mendes (UNIÂO), lamentou a denuncia do deputado estadual Valdir Barranco (PT), sobre a possiblidade do chefe do executivo estadual ser proprietário de um garimpo ilegal no Parque Nacional de Chapada dos Guimaraes anunciada pela revista Veja.

Diante da denuncia Barranco encaminhou para o conhecimento da Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, e ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA), cópias de documentos, onde afirma que Mendes possui uma mineradora atuando nos entornos do Parque Nacional, e que seu interesse pela estadualização poderia estar ligado seus próprios interesses pessoais.

Na denúncia o parlamentar também  afirmou que a empresa onde o governador é sócio, estaria extraindo minério em área de proteção ambiental.

Mauro rebateu a notícia falsa, dizendo que a “A empresa casa de Pedras existe na localidade há mais de 30 anos, e que a 10 anos faz parte como sócio do conglomerado, e que a exploração acontece em torno de três quilômetros da área amortecimento, e que não existe nenhum risco ao meio ambiente.

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Mendes destacou também o interesse do governo do estado pela área, e pela região, a começar pelo Parque Novo Mato Grosso. Rebateu também as críticas quanto aos investimentos anunciados caso o governo federal decida transferir o parque para o estado. Segundo o governador cerca de R$ 200 milhões de reais seriam investidos em infraestrutura para dar comodidade ao turista que deseja conhecer os pontos turísticos da localidade.

Alguns deputados sugerem quem o governador deveria investir o montante em outros parques, ao invés de investir no Parque Nacional. Para o governador, os investimentos seriam por conta do acesso ao cidadão e pela proximidade da área urbana do ponto turístico.

Segundo Mendes, existe uma lógica para os investimentos, e indagou que investir em parques a cerca de mil km da capital onde pouquíssimas pessoas frequentam, onde não tem atrações turísticas além de estar longe dos aeroportos e dos centros urbanos, se faz necessário investir em localidades mais centralizadas e mais visitadas.

Para Mauro Mendes, “tem muita gente por aí que gosta de fazer malandragem, e acha que tudo que vê alguém fazendo tem malandragem no meio”. Comentou.

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O governo de Mato Grosso iniciou neste ano de 2023 algumas ações para impedir a concessão por 30 anos do Parque Nacional para a empresa Parquetur, ganhadora do leilão  na bolsa de valores em dezembro do ano passado.

A Parquetur planeja investir em 30 anos cerca de R$ 18 milhões de reais em infraestrutura, o que para o governador não tem cabimento, e que os investimentos não irão contemplar melhorias robustas no parque. E garantiu que caso o governo federal transfira para MT a responsabilidade e domínio da concessão serão investidos cerca de R$ 200 milhões de reais em 4 anos. Somente neste ano de 2023 o governador esteve duas vezes em Brasília para cancelar o certamente.

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Wanderley Cerqueira abre investigação e condiciona decisão da Câmara à perícia oficial sobre escândalo dos áudios vazados em VG, VEJA

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Da redação

 

Crise política se agrava em várzea grande com suspeita de escuta clandestina e guerra entre poderes

A crise política em Várzea Grande se intensificou nos últimos dias e expôs um cenário de forte instabilidade institucional entre o Executivo e o Legislativo municipal. O ambiente já era considerado sensível desde o início da atual gestão, mas ganhou novos contornos após a renúncia do vice-prefeito Sebastião dos Reis, o Tião da Zaeli, e, mais recentemente, com a revelação de suspeitas de escuta clandestina dentro do gabinete da prefeita Flávia Moretti, além da circulação de áudios que passaram a repercutir nos bastidores políticos e nas redes sociais.

O episódio envolvendo o suposto monitoramento dentro da sede do Executivo elevou o nível de tensão política na cidade industrial. De acordo com informações apuradas, a prefeita acionou autoridades após identificar um objeto suspeito em seu gabinete, o que levantou a hipótese de interceptação ambiental irregular. A Polícia foi comunicada e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi chamada para analisar o material e verificar sua natureza. Até o momento, não há divulgação oficial sobre o resultado dessa análise.

Paralelamente, áudios atribuídos a interlocuções internas da gestão municipal começaram a circular amplamente, com conteúdos que mencionam tratativas políticas, possíveis articulações institucionais e críticas a membros do Legislativo. A autenticidade do material, no entanto, ainda não foi confirmada por órgãos oficiais, nem há identificação formal dos autores das gravações.

Diante da repercussão, a Câmara Municipal convocou uma coletiva de imprensa para tratar do caso. O presidente do Legislativo, Vanderley Cerqueira, afirmou que a Casa irá instaurar procedimento para solicitar perícia técnica nos áudios antes de qualquer deliberação.

“Nós vamos pedir uma perícia técnica nesses áudios, até para ter a comprovação de forma correta e verdadeira. A gente precisa ter responsabilidade para não acusar ninguém injustamente”, declarou.

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O presidente também ressaltou, logo no início da coletiva, a necessidade de cautela por parte de agentes públicos diante da repercussão do caso. “A gente sendo pessoa pública, tem que medir as palavras. Esses áudios já estão circulando, mas nós vamos agir com responsabilidade”, afirmou.

Questionado sobre denúncias envolvendo suposta oferta de vantagens indevidas, o presidente afirmou que teve conhecimento apenas por meio da imprensa e que não há, até o momento, registro formal na Câmara.

“Eu tomei conhecimento pela imprensa. Não chegou nada oficialmente até a Casa”, disse.

Ao ser perguntado sobre possíveis providências antes da conclusão da perícia, Vanderley Cerqueira reforçou que a Câmara não irá se antecipar. “Nós queremos a veracidade dos áudios para tomar uma posição. Sem perícia, não podemos agir.”

Sobre a origem das gravações, o presidente afirmou não haver elementos técnicos que confirmem se o conteúdo foi obtido por meio de escuta no gabinete da prefeita ou em outro ambiente. “Só a perícia pode esclarecer isso”, pontuou.

Em relação à possibilidade de medidas administrativas ou políticas mais severas, como eventual processo de cassação, o presidente destacou que qualquer decisão dependerá da confirmação dos fatos e do devido processo legal. “Isso depende da Justiça. Primeiro precisamos da veracidade para depois tomar uma posição”, declarou.

Durante a coletiva, também foram abordadas falas atribuídas à prefeita que mencionariam articulações políticas envolvendo vereadores. O presidente reiterou que não é possível confirmar a autoria sem análise técnica. “Precisamos comprovar de quem é a fala antes de qualquer julgamento.”

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Sobre o teor dos áudios que circulam, afirmou que, caso sejam confirmados, o conteúdo é considerado grave. “Se aquilo for verdade, é muito grave e precisa ser tratado com responsabilidade”, disse.

Questionado sobre a relação entre os poderes, Vanderley Cerqueira afirmou que a Câmara mantém sua atuação institucional e que não há impedimentos na tramitação de projetos. “A Câmara tem aprovado os projetos do Executivo. Não há impedimento nas votações”, declarou.

Ao abordar as acusações envolvendo possíveis negociações políticas dentro do Legislativo, afirmou que não há confirmação oficial e que cada parlamentar responde individualmente por suas condutas. “Cada um responde por si”, disse.

O presidente também destacou que, após a conclusão da perícia, os vereadores deverão se reunir para definir os encaminhamentos. “No momento em que tivermos a perícia, vamos reunir os vereadores e tomar uma decisão com base em fatos concretos”, afirmou.

Até o momento, não há confirmação pública sobre a abertura de inquérito específico para investigar o conteúdo dos áudios. A análise do suposto dispositivo encontrado no gabinete da prefeita segue sob responsabilidade técnica da Politec, que deverá indicar se houve, de fato, interceptação irregular.

Caso seja constatada a existência de escuta clandestina, o caso poderá ser encaminhado para investigação criminal. Por outro lado, se os áudios não tiverem autenticidade comprovada, a apuração poderá avançar para eventual responsabilização pela produção ou disseminação de conteúdo falso.

O caso permanece em apuração e depende dos resultados técnicos para definição de eventuais medidas administrativas ou judiciais.

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