SUSTENTABILIDADE
Operação Tolerância Zero apreende maquinários e aplica R$ 14 milhões em multas
Apreensão de tratores, caminhões e até colheitadeiras gera prejuízo imediato aos infratores e impede a continuidade dos danos ambientais
Por Lorena Bruschi
A primeira grande operação contra o desmatamento ilegal do ano aplicou R$ 14 milhões em multas por crimes ambientais em seis municípios do Norte e Médio-Norte de Mato Grosso. A operação Tolerância Zero foi realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), em parceria com o as Policias Civil e Militar, e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).
Durante a ação foram apreendidos 12 tratores, 6 caminhões, 3 colheitadeiras de grãos , 3 motosserras. A remoção dos maquinários impede a continuidade dos danos ambientais, e descapitaliza de imediato os infratores, que podem perder o bem com a conclusão do processo de responsabilização. Também foram aprreendidas 450 cabeças de gado por estar em área embargada.
As multas foram aplicadas por desmatamento ilegal, declaração de limpeza de área em desacordo com a legislação, descumprimento de embargado de área, transporte e comércio de madeira em desacordo com a guia florestal.
“A fiscalização não parou durante a pandemia, pelo contrário, as ações estão sendo intensificadas e o combate aos ilícitos ambientais é permanente por parte da fiscalização da Sema, e de órgãos parceiros, e temos obtido resultados que mostram que este é o caminho correto para impedir o desmatamento ilegal em Mato Grosso”, explica o superintendente de Fiscalização (SUF) da Sema, Bruno Nascimento.
Quatro pessoas foram conduzidas para a delegacia por transporte ilegal de madeira em dois caminhões carregados com toras, totalizando 245 m³ de madeira, na cidade de Feliz Natal.
Créditos: Sema-MT
Fiscais flagraram o desmate de 3.800 hectares do Bioma Amazônico, após a emissão de alertas de desmatamento por meio do monitoramento por satélite efetuado pela Sema-MT.
Operação
A ação conjunta durou 10 dias, entre 24 de fevereiro e cinco de março, e fiscalizou alertas de desmatamento dos municípios Feliz Natal, Itaúba, Matupá, Peixoto de Azevedo, Tapurah e Nova Maringá.
A Operação foi planejada e executada pela Sema por meio da Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento e Coordenadoria de Fiscalização de Flora, com o apoio do Indea-MT, por meio da Coordenadoria de Defesa e Tecnologia Florestal, da Gerência de Operações Especiais (GOE), Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e do 25º Batalhão de Polícia Militar.
O Governo de Mato Grosso implantou a política da tolerância zero com o desmatamento ilegal, e está investindo no monitoramento e fiscalização para prevenir as ilicitudes. Ao identificar a alteração de vegetação por imagens de satélite precisas, o Estado avisa por e-mail ao produtor sobre o alerta, e providencia a fiscalização in loco para proceder com a penalização do infrator.
O Estado aplica multas, embarga áreas, e apreende equipamentos e maquinários utilizados na ação criminosa, descapitalizando os infratores para evitar a reincidência. Atualmente, em parceria com o Ministério Público do Estado (MPE), e Ministério Público Federal (MPF), quem desmata ilegalmente responde também nas esferas criminal e civil, além de processo administrativo.
O objetivo do Estado é a redução do desmatamento ilegal. Entre agosto de 2020, e janeiro de 2021, houve a redução de 31,5% nos alertas de desmatamento em território mato-grossense, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O dado oficial é do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
SUSTENTABILIDADE
Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas
O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.
Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)
Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.
Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.
O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.
A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.
O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.
As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
-
Policial6 dias atrásPolícia Civil desarticula esquema milionário de desvio de dinheiro na Prefeitura de Livramento operação mira ex-servidora, empresário, secretário e PM
-
Policial7 dias atrásLíder religioso é condenado por enganar adolescentes e usar religião para cometer crimes sexuais
-
Economia6 dias atrásEm Cuiabá, Aldo Rebelo critica alta de gastos e impostos por parte do governo federal e diz que Brasil trava seu potencial de crescimento, VEJA O VÍDEO
-
Economia6 dias atrásEm Cuiabá, Meirelles faz alerta duro sobre guerra, dólar e gastos públicos, defende industrialização como saída para blindar o Brasil “Mato Grosso é o eixo estratégico”
-
CUIABÁ7 dias atrásPaula Calil diz que Plano Diretor de Abilio segue modelo “estilo Curitiba”, mas alerta: Cuiabá não tem o mesmo clima, transporte de qualidade, estrutura para levar polo ecoindustrial à Guia
-
Destaque4 dias atrásDesembargadora Maria Erotides recebe Diploma Bertha Lutz por atuação no combate à violência contra a mulher
-
Destaque4 dias atrásTJMT abre debate sobre sigilo judicial e convoca imprensa para ajudar a frear escalada da violência contra a mulher em Mato Grosso
-
Cidades3 dias atrásIncêndio de grade proporção atinge casa noturna Gerônimo West Music no centro de Cuiabá, VEJA O VÍDEO








