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Operação das Polícias Civis de todo o País causa prejuízo de mais de R$ 155 milhões ao crime organizado

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Brasília, 01/07/2025 – A Operação Narke 4, de repressão ao tráfico de drogas, foi concluída com a prisão de 664 pessoas e a apreensão de 5,8 toneladas de entorpecentes. Os agentes das Polícias Civis das 27 unidades da Federação envolvidas também cumpriram 342 mandados de prisão, apreenderam 128 veículos, além de documentos e valores em espécie. A ação ocorreu de 21 a 29 de junho e causou ao crime organizado prejuízo estimado de mais de R$ 155 milhões.

Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (1º). Na ação, os agentes de segurança pública também incineraram 71,2 toneladas de drogas, que já tinham sido apreendidas anteriormente. Os resultados parciais demonstram o impacto positivo do enfrentamento ao narcotráfico, especialmente em áreas urbanas mais vulneráveis à ação de facções criminosas.

O diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Rodney da Silva, observa que a ação evidencia, de maneira clara e concreta, como a integração entre as Polícias Civis estaduais, com atuação estratégica, coordenada e inteligente, tem capacidade de desarticular cadeias criminosas extremamente complexas e estruturadas.

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“Ao combater o tráfico de drogas em todas as suas frentes, atacamos diretamente a principal engrenagem financeira das organizações criminosas, o que repercute de forma significativa na redução de homicídios, furtos, roubos, lavagem de dinheiro, tráfico de armas e outras práticas”, ressalta. A Senasp é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo o diretor, o tráfico de entorpecentes representa atualmente um dos maiores vetores de violência urbana no território brasileiro. “A presença e o fortalecimento de redes criminosas fortemente armadas, muitas vezes associadas ao tráfico internacional de armas, homicídios encomendados e corrupção, tornam o enfrentamento ao narcotráfico uma questão central de segurança pública e de manutenção da ordem pública e social”, esclarece Silva.

Contra o abuso e o tráfico

A Operação Narke foi deflagrada em alusão ao Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, celebrado em 26 de junho, com as 27 Polícias Civis dos estados e do Distrito Federal, por intermédio de suas unidades especializadas no enfrentamento ao narcotráfico e sob a coordenação da Diopi.

Essa ação nacional, estratégica e simultânea teve como objetivo principal intensificar o combate ao tráfico de drogas ilícitas e asfixiar financeiramente as organizações criminosas envolvidas neste tipo de crime. A operação contou com a mobilização de centenas de agentes de segurança pública, o emprego de tecnologias de inteligência policial, atuação conjunta entre estados e articulação direta com o MJSP.

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Renarc

A operação também contribui para o fortalecimento da Rede Nacional de Unidades de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc), consolidando um modelo eficaz de cooperação interestadual, com foco no planejamento operacional integrado, compartilhamento de dados de inteligência e execução coordenada de ações voltadas ao desmantelamento de estruturas criminosas ligadas ao tráfico de entorpecentes.

Para mais informações sobre a Renarc e suas ações, áreas de atuação, estrutura e estratégias adotadas no enfrentamento ao narcotráfico, os interessados podem acessar o site da rede.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Prazo de consulta pública sobre o Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial é prorrogado até 4 de maio

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Brasília, 22/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), prorrogou até 4 de maio o prazo para contribuições à consulta pública do Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial para o Usuário Brasileiro. A decisão foi formalizada pelo Edital nº 3/2026, assinado pelo secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (17).

Lançada em 20 de março, a consulta tinha prazo original de encerramento em 19 de abril. A prorrogação amplia a janela de participação e garante que cidadãos, especialistas, servidores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil possam contribuir para o aperfeiçoamento do documento. As sugestões, devidamente fundamentadas, devem ser encaminhadas pela Plataforma Brasil Participativo, no portal Brasil Participativo, no campo específico relativo à consulta. Ao encerrar o prazo, a Sedigi realizará a consolidação e análise das contribuições, que poderão ser incorporadas à versão final do guia.

“A consulta pública tem registrado ampla adesão, com contribuições qualificadas de diversos atores públicos e privados. Diante de solicitações de prorrogação e do elevado nível técnico dos debates, considerou-se oportuno ampliar o prazo, a fim de fortalecer a participação e aprofundar ainda mais a qualidade das contribuições”, afirma o diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan.

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Elaborado em parceria com o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da Universidade de São Paulo (CIAAM/USP) e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a versão atual do Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial – Definições, Direitos e Governança de IA no Brasil, com 75 páginas, serve de base para que os interessados respondam ao questionário e apresentem suas contribuições.

Com escrita em linguagem simples e acessível, o guia orienta a população sobre o funcionamento da inteligência artificial, seus usos, limitações, riscos e os direitos e deveres dos cidadãos na interação com essas tecnologias.

O documento está organizado em três partes:

A Parte I apresenta uma visão geral em formato de perguntas e respostas — o que é IA, como ela é criada, o que são alucinações, como a tecnologia impacta o cotidiano e quais são os direitos e deveres de usuários e desenvolvedores.

A Parte II aprofunda os conceitos: algoritmos, aprendizado de máquina, big data, ciclo de vida da IA e seu potencial prático no Brasil, além de tratar de limites e desafios como vieses e discriminação, opacidade, deepfakes, desinformação, privacidade e os impactos específicos sobre crianças, adolescentes e saúde mental.

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A Parte III aborda direitos e governança, reunindo temas como transparência e explicabilidade, contestação e revisão de decisões automatizadas, proteção de dados, direitos do consumidor, equidade, sustentabilidade e responsabilização. O guia ainda conta com glossário e referências bibliográficas.

A iniciativa integra a Ação 50 do Eixo 5 do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), principal instrumento da política federal para o desenvolvimento e uso responsável da tecnologia, com previsão de investimentos superiores a R$ 20 bilhões entre 2024 e 2028.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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