Tecnologia
Oceanário do Sesc será atração na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
O Oceanário do Serviço Social do Comércio do DF (Sesc) estará na 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), de 20 a 26 de outubro, em Brasília (DF).
Em uma cúpula inflável com projeções em 360º, o Sesc Oceanário – As Maravilhas do Fundo do Mar leva conhecimento científico de forma interativa para as escolas e ambientes públicos, estimulando a curiosidade e o debate sobre a importância de preservar os ecossistemas aquáticos.
O projeto conduz experiências imersivas para a população, com descobertas sobre a biologia marinha, o meio ambiente e a conscientização sobre os oceanos. Desenvolvido pelo Sesc-DF e inaugurado em 2020, já recebeu diversas visitas, promovendo o interesse de crianças, jovens e adultos pela ciência, pela conservação dos mares e rios, pelo meio ambiente e pela sustentabilidade.
O Oceanário é uma das unidades móveis do Sesc que atende escolas privadas e, preferencialmente, escolas públicas, levando experiências educativas diretamente até as instituições de ensino. A estrutura também pode ser utilizada em eventos e em espaços comunitários.
Stand Coraluz
Além do Oceanário, o Sesc-DF apresentará a exposição Coraluz: Planeta Água, com a proposta de fazer o público refletir sobre a importância da preservação dos oceanos e do meio ambiente. O percurso terá estações interativas que unem ciência, arte e educação.
A iniciativa busca proporcionar uma experiência educativa, sensorial e participativa, com o propósito de despertar a curiosidade científica e inspirar atitudes de cuidado com o planeta diante dos desafios das mudanças climáticas.
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
Com o tema Planeta Água: Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no Meu Território, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia tem o objetivo de destacar a importância da preservação dos recursos hídricos e o papel da ciência na adaptação às mudanças do clima.
Coordenada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o evento contará com diversas programações, incluindo shows, feiras de ciência, entrega de medalhas, exposições de fósseis e de material espacial.
Tecnologia
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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