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Nomeação de ex-assessor de adversário político revolta apoiadores da gestão em VG

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Por Alisson Gonçalves

 

Em uma declaração carregada de emoção e desabafo, o repórter Edvaldo Carvalho utilizou as redes sociais para manifestar sua indignação com a recente nomeação de Leandro Manduca como superintendente de Cultura de Várzea Grande.

Segundo Edvaldo, Manduca teria sido um dos principais apoiadores do ex-prefeito Kalil Baracat, adversário político direto da atual prefeita Flávia Moreto, durante a campanha eleitoral passada.

Edvaldo relembrou sua trajetória na campanha, onde concorreu como vereador pelo partido Podemos, coligado com o PL, e mesmo sem ser eleito, destacou seu empenho, presença constante nas ruas e dedicação à campanha vitoriosa da prefeita.

“Balancei bandeira de manhã, tarde e à noite”, disse ele, apontando que sua participação, assim como a de outros membros do Podemos, foi fundamental para a vitória do grupo político atual.

A revolta cresceu ao saber que Manduca, que segundo ele teria feito duras críticas à prefeita e ao então candidato Tião da Zaeli, foi agraciado com um cargo estratégico na administração municipal.

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Edvaldo também relembrou embates pessoais com Manduca durante o período eleitoral, citando ofensas à honra e capacidade da prefeita.

Outro ponto abordado foi a sua própria penalização por uma ação investigativa eleitoral, onde afirma ter sido injustamente multado em R$ 25 mil por algo que não cometeu.

Ele aproveitou para destacar sua origem humilde, formação acadêmica e compromisso com a cidade, reforçando sua decepção por não ver reconhecimento aos que estiveram do lado da vitória.

O repórter encerrou a declaração com um apelo à gestão municipal para que valorize quem esteve ao seu lado desde o início, sublinhando que ainda torce pelo sucesso da administração, mas acredita que nomeações como esta enfraquecem a confiança dos verdadeiros aliados.

Várzea Grande completou recentemente 158 anos de emancipação política, e Edvaldo deixou sua homenagem, apesar da insatisfação com os rumos de algumas decisões dentro da gestão.

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“São pessoas que não tocam a vida pra frente”, dispara Flávia Moretti ao reagir a áudios e suposto grampo em Várzea Grande

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por Nayara Cristina

 

A suspeita de um possível esquema de escuta clandestina no gabinete da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, ganhou novos contornos e aprofundou o clima de tensão política no município, já marcado por embates entre o Executivo e o Legislativo e por rupturas internas na própria gestão. O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Decor), após a identificação de sinais eletromagnéticos considerados atípicos durante uma varredura técnica realizada no último dia 19 de março.

A inspeção teve início por volta das 8h, com o objetivo de detectar eventuais dispositivos clandestinos de captação e transmissão de áudio e vídeo. Durante o procedimento, um detector portátil de radiofrequência modelo K18 indicou atividade incomum em três tomadas instaladas no gabinete da prefeita. Os pontos, originalmente ligados ao sistema de campanha e atualmente inoperantes, não tinham função aparente, mas ainda assim apresentaram resposta ativa ao equipamento, sugerindo possível emissão de sinais compatíveis com transmissões ocultas. Dois desses pontos foram isolados e o material recolhido encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável por apontar se há, de fato, algum tipo de escuta ou outro dispositivo irregular.

Em meio à repercussão, Flávia Moretti se pronunciou na manhã desta sexta-feira, durante evento do Governo do Estado voltado ao combate à violência contra a mulher, realizado em parceria com o Ministério Público, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa. Ao abordar o caso, a prefeita adotou cautela e afirmou que não há qualquer conclusão até o momento.

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“Foi para a perícia. Eu não tenho resultado da Politec. Eu não sei se é uma escuta, se é uma câmera, o que que é. Às vezes é só um aparelho eletrônico que já estava ali há algum tempo”, disse, ao explicar que o dispositivo identificado ficava em sua mesa e, até então, era visto como algo comum, possivelmente até uma simples campainha sem funcionamento.

A prefeita também afirmou não ter suspeitas sobre quem poderia ter tido acesso ao local para eventual instalação de equipamento clandestino, destacando o fluxo constante de pessoas em seu gabinete. “A sala é de porta aberta, entram servidores, secretárias, muita gente. Eu sou uma prefeita de porta aberta mesmo”, declarou.

O episódio ocorre paralelamente à circulação de áudios atribuídos à prefeita, que passaram a ser divulgados nos bastidores políticos e nas redes, aumentando ainda mais a instabilidade. Moretti afirmou desconhecer o conteúdo e colocou em dúvida a autenticidade das gravações. “Eu desconheço esses áudios, não reconheço ter falado algumas coisas que estão sendo ditas”, afirmou.

Segundo ela, a situação já está sendo tratada pelo setor jurídico da prefeitura, que deve apurar a origem e possíveis manipulações do material. “O meu jurídico vai tomar as providências para saber quem está fazendo isso, como estão fazendo e por que estão fazendo”, disse.

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Ao relacionar os episódios ao cenário político local, a prefeita foi direta ao apontar motivações por trás da crise. “Querem criar confusão, querem criar pecuinha em Várzea Grande. São pessoas inconformadas, talvez até por questões eleitorais, que querem me tirar o foco de administrar”, afirmou.

A declaração ocorre em meio a um ambiente de desgaste político envolvendo a gestão municipal. Desde o início do mandato, Moretti enfrenta embates com vereadores e também passou por uma crise interna que culminou na saída do então vice-prefeito Sebastião dos Reis, episódio que evidenciou divisões dentro da administração e ampliou o cenário de instabilidade.

Apesar das turbulências, a prefeita reforçou que não pretende se desviar da condução da gestão. “Pode ter certeza que eu não vou tirar esse foco”, garantiu.

A confirmação sobre a existência ou não de escutas clandestinas depende agora do laudo técnico da Politec. Até lá, o caso segue sob investigação e se soma a um contexto político já tensionado, onde denúncias, vazamentos e disputas de poder têm marcado o ritmo da administração municipal em Várzea Grande.

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